20 de julho de 2012

Arqueologia literária do Fantástico português

Se é que podemos chamar de "arqueologia" à procura de livros publicados há pouco mais de 20 anos. Enfim, é o mercado editorial português. Aproveitei uma tarde de férias para sair da preguiça e fazer uma ronda pelos alfarrabistas de Lisboa (não por todos, entenda-se), à procura dos clássicos perdidos da Ficção Científica portuguesa. Não encontrei o que procurava (o já clássico Terrarium, de João Barreiros e Luís Filipe Silva), mas encontrei algumas relíquias a preços muito convidativos. Como estas, também do Luís Filipe Silva:

[Se ignorarmos uma mancha (de café, talvez?), o Vinganças parece novinho em folha]

Para além do único álbum do Astérix que nunca tinha lido (A Foice de Ouro) e de de O Quarto Planeta, de João Aniceto, também da velhinha colecção de Ficção Científica da Caminho, de capa azul (e publicidade da Sagres na contracapa). Amanhã de manhã repete-se a odisseia.

4 comentários:

Thanatos disse...

O Terrarium vendi eu novinho em folha há alguns anos a um alfarrabista nas Escadinhas do Duque. O indíviduo deu-me por uns sacos valentes de livros aí uns trinta euros. Umas semanas mais tarde passo por lá e qual não é a minha surpresa (NOT) quando vejo o Terrarium a... 30 euros!!

João Campos disse...

A isso chama-se ter olho para o negócio :)

Safaa disse...

Comprei o Terrarium há cerca de 3 anos numa feira do livro no Porto por 5€, novinho em folha. E o Caçador de Brinquedos do Barreiros também veio comigo pelo mesmo preço. Há coisas que em Lisboa já estão mais que esgotadas ou valorizadas, mas outras zonas do país acabam por nos surpreender.E o Porto tem muito bons alfarrabistas, by the way.

joão campos disse...

Safaa, acredito! No entanto, é-me bastante difícil ir ao Porto, pelo que terei de continuar a procurar por Lisboa. O que vale é que o exercício raramente é uma perda de tempo - mesmo que não encontre aquilo que procuro, há sempre mais qualquer coisa (por exemplo, já sei como vou acabar a minha velha colecção de Astérix a bom preço e, melhor ainda, com as antigas edições da Meribérica).