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7 de julho de 2014

No Man's Sky: Trailer da E3

Na E3 deste ano, o space sim da Hello Games, No Man's Sky foi um dos títulos em destaque - que também já foi referido várias vezes por aqui (aguarda-se, com alguma expectativa, o lançamento também para PC). Na exposição foi revelado um novo trailer que mostra tanto as possibilidades de exploração planetária à superfície como o combate espacial propriamente dito - e que ilustra muito bem as espantosas capacidades do sistema gráfico. Aqui fica:

26 de junho de 2014

This happening world (17)

Is Ann Leckie the Next Big Thing in Science Fiction? A pergunta é colocada por Danny Wincentowsky numa longa reportagem para o Riverfront Times sobre a autora de Ancillary Justice, o romance de ficção científica de 2013 cuja aclamação crítica generalizada lhe valeu nomeações para praticamente todos os prémios do género - já venceu o Nébula, o BSFA e o Arthur C. Clarke, e está na corrida para o Hugo em Agosto. É reportagem interessantíssima sobre a ainda curta mas relevante carreira literária de Leckie, sobre o desenvolvimento de Ancillary Justice e sobre as suas opções mais controversas em termos do retrato da identidade de género no romance. 

Iain M. Banks' Culture Spits in the Eye of Nihilism. O artigo de Mordicai Knode para o Tor.com destaca a série Culture, de Iain M. Banks, no actual panorama da ficção científica literária - com as suas utopias futuristas a sobressaírem perante o nihilismo e a distopia que tem marcado o género nos últimos anos, e com o seu sentido de humor único a pautar histórias repletas de grandes conceitos e de aventuras profundamente humanas.

M. R. Carey recupera no Huffington Post a eterna polémica da ficção de género versus ficção literária. When Will People Realize that Science Fiction Can Be Just as Great as Literary Fiction? é o título da peça e a pergunta que lhe serve de ponto de partida - e, antes de recuperar todas as pequenas polémicas que o tema conheceu nos últimos anos, desmonta um artigo publicado no The Guardian e a referência a um estudo no mínimo curioso. Para todos os efeitos, Carey não introduz nenhuma novidade nesta polémica batidíssima, mas não deixa de ser um ponto de situação interessante. 

No io9, Annalee Newitz lança uma afirmação provocadora: Science in Fantasy Novels Is More Accurate Than in Science Fiction. Tenho algumas dúvidas de que a palavra-chave aqui seja rigor e não verosimilhança, mas a argumentação de Newitz é sólida, e os exemplos que utiliza para demonstrar quão complexo e quão verosímil pode o worldbuilding ser na fantasia - muito mais do que a mera utilização de magia como plot device e deus ex machina de que o género tem mais fama do que proveito. Por outro lado, muita da ficção científica recente tem assentado mais na extrapolação social do que propriamente científica... 

Na E3, No Man's Sky esteve em destaque, como se pode ver na reportagem de Dave Tach para a Polygon - e cada pormenor revelado aguça a curiosidade para com este colorido e fascinante space sim independente, produzido por um estúdio independente com mais imaginação do que recursos. Com o hype em redor de blockbusters históricos e milionários como Star Citizen e Elite: Dangerous, é bom ver o entusiasmo crescer em redor deste jogo da Hello Games. Confirma-se: o space sim está de volta. E ainda bem.

12 de dezembro de 2013

No Man's Sky: we are producing worlds that have a natural sense of gameplay and a natural sense of structure (entrevista)

A sensação dos VGX 2013 foi No Man's Sky, o space-sim procedural que os quatro membros que compõem os estúdios da Hello Games estão a produzir. Graham Smith, do Rock, Paper, Shotgun, esteve à conversa com a equipa a propósito do desenvolvimento e formato procedural e da criação de mundos, que a Hello Games pretende explorar de forma tão singular como ambiciosa.. Abaixo, alguns excertos:
RPS: There’s messages on screen in the trailer, showing the chemicals in the atmosphere and the water. What’s the significance of that?

Sean Murray [head developer]: If there is a thing that we’re doing, that I think we’re doing well, it is that we have built this from a – this is going to sound really wanky and Peter Molyneux-esque – but from a real atomic standpoint. We’re using really simple rules that have very complex outcomes and I think that we are producing worlds that have a natural sense of gameplay and a natural sense of structure that is very different to what happens when people normally make a bunch of random terrain. That is where a lot of the original development time went into and a lot of the stress. Grant [Duncan, lead artist] had to be really kind of fooled by us into working on it because we would, you know, at the beginning we were like, ‘Oh, we’ll build presets and all this kind of thing’, but actually, coders… [whispering] ‘Push it as far as we can!’ Grant was making concepts and he would say, ‘Like this!’ And we would say, ‘Yeah! Or infinite number of variations of that.’ And he would say, ‘No, exactly like this. It’s nice when there’s a planet’s there and the sun’s there and…’

We’re now getting to a point where I think, in the trailer, we’re seeing moments where it really does look like exactly like the concept art we were originally using to inspire us. It has moments where it looks like the scifi book covers. 
(...) 
RPS: Do you have rules that say make certain atmospheric make-ups more likely, dependent on the look you want?  
Sean Murray: [The atmosphere] actually leads to what minerals are in the landscape and it creates things which naturally are pleasing to your eye, because they follow the rules of the universe that you understand. So you don’t suddenly get everything being completely red, because that doesn’t generally exist. And trees get the shape of leaves, and the colour of them sort of matches what’s there in the terrain. So there are natural rules that we use, and we do have control. Oxygen based systems went in recently, and that was something something I was working on for a while, to get quite Earth-like things and pretty much everything in the trailer is of that type.
A entrevista completa pode ser lida aqui.

8 de dezembro de 2013

No Man's Sky: A surpresa indie dos VGX 2013

Os Videogame Awards da Spike são um dos pontos altos do ano no que ao gaming diz respeito - e, até ao momento, a edição de 2013 tem revelado muitas novidades interessantes no que aos temas do fantástico nos videojogos diz respeito. Como a Telltale Games, nas vésperas do lançamento do Episódio 1 da segunda temporada do aclamadíssimo The Walking Dead, a anunciar a entrada no fascinante mundo de Westeros com Game of Thrones - em modo aventura gráfica? -, a Respawn Entertainment a mostrar os novos mechas do aguardado Titanfall para a Xbox, e a Bungie a apresentar um novo trailer do muito aguardado Destiny, para a Playstation. Mas quem roubou o espectáculo foram os quatro elementos dos estúdios independentes Hello Games com o espantoso trailer de No Man's Sky, um indie space simulator com um forte elemento de exploração planetária e uma estética surpreendente. Como se, depois de Star Citizen e Elite: Dangerous, ainda restassem dúvidas de que os vetustos space-sims estavam a ser resgatados para este milénio pela iniciativa de estúdios independentes...



Fonte: Polygon