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12 de abril de 2014

O som e a fúria (20)

O tema de hoje já por aqui passou há algum tempo - mas numa semana que, no que ao fantástico diz respeito, ficou marcada pelo regresso de Game of Thrones, a adaptação televisiva da HBO à saga de fantasia A Song of Ice and Fire, de George R. R. Martin, torna-se inevitável recuperar uma das suas músicas mais célebres. No caso, a extraordinária interpretação que os The National fizeram há dois anos, para o nono episódio da segunda temporada, da mais famosa canção associada ao clã Lannister: The Rains of Castamere. A letra conta como Tywin Lannister enfrentou uma rebelião entre os seus vassalos, erradicando por completo o Clã Reyne e destruindo por completo o seu castelo. Aqui fica. 

10 de março de 2014

Game of Thrones, temporada 4: Novo trailer

Foi hoje lançado um novo trailer para a quarta temporada de Game of Thrones, com estreia prevista para 2 Abril na HBO (em Portugal, no SyFy Channel, a estreia está prevista para 8 de Abril). A deixa inicial de Sansa Stark dá o mote perfeito para o que será esta nova sequência de dez episódios, no seguimento do massacre que ficou conhecido como o "Red Wedding". Mas talvez o ponto mais interessante deste novo trailer será mesmo a panorâmica fugaz sobre a cidade livre de Braavos, com o seu Titã em destaque, qual Colosso de Rodes - uma das personagens mais relevantes da trama irá descobrir esta cidade, e dar início a um percurso no mínimo peculiar.


Fonte: io9

17 de fevereiro de 2014

Game of Thrones, temporada 4: Novo trailer

Com Breaking Bad concluída, poucos regressos televisivos serão tão aguardados neste ano como o de Game of Thrones, a adaptação da série de fantasia épica de George R. R. Martin pela HBO, que já vai para a quarta temporada - e que deverá continuar a acompanhar as linhas narrativas do terceiro livro, A Storm of Swords, na sequência do "Red Wedding" que deixou os espectadores em choque no final da temporada passada (os leitores já sabiam o que esperar). A partir de Abril, poderemos ver o que passou da página para o pequeno ecrã, e o que ficou de fora (e, claro, o que foi acrescentado). 

13 de janeiro de 2014

Game of Thrones: Trailer da quarta temporada

A terceira temporada de Game of Thrones acabou em nota alta, na sequência do polémico e brutal (ainda que um tanto ou quanto enfraquecido por algumas opções narrativas tomadas no contexto da adaptação) Red Wedding - e a quarta, com estreia marcada para 6 de Abril*, promete continuar a seguir as passagens de A Storm of Swords, o terceiro livro da série A Song of Ice of Fire de George R. R. Martin. O primeiro trailer foi divulgado hoje - e quem leu os livros decerto terá reconhecido vários momentos da história e várias personagens que serão introduzidas nesta nova temporada. Destas, destaca-se naturalmente Oberyn Martell, príncipe de Dorne e conhecido como Red Viper, num combate que, se for bem adaptado para o pequeno ecrã, será sem dúvida memorável. 

Abaixo, o trailer. 


*Data da estreia nos Estados Unidos. Tanto quanto sei, o SyFy Portugal ainda não anunciou data de estreia da quarta temporada em Portugal. 

16 de agosto de 2013

Game of Thrones: Tywin Lannister e Maester Pycelle em cena cortada da terceira temporada

Numa série tão condensada como Game of Thrones é natural que muitas cenas de grande qualidade sejam filmadas, mas que acabem, por um motivo ou outro, por ser excluídas dos episódios - vindo a ganhar uma segunda vida nas edições DVD e Blu-Ray. Como esta cena entre Tywin Lannister e Maester Pycelle, que não só dá um pouco mais de densidade a ambas as personagens como também está carregada de simbolismo.


Fonte: io9

24 de julho de 2013

George R. R. Martin: Originally, there was not supposed to be any gap. (...) I would start with these characters as children, and they would get older. (entrevista)

No io9, Charlie Jane Anders fez uma das melhores entrevistas a George R. R. Martin que já tive oportunidade de ler. Recuando às origens de A Song of Ice and Fire no início da década de 90, Martin falou sobre a evolução da série literária à medida que a foi escrevendo - com um destaque muito interessante para o célebre five-year gap -, as mudanças na caracterização das personagens e na forma como as encara, a transposição para uma série televisiva de sucesso; e alguns temas mais polémicos, como as questões raciais recentemente suscitadas a propósito de um episódio e de um casting. E houve ainda tempo para abordar alguns detalhes extra-Westeros muito curiosos: como, por exemplo, uma série televisiva concebida por Martin nos anos 90, e nunca produzida, cuja premissa básica era incrivelmente parecida à de Sliders. Alguns destaques (com possíveis spoilers):
CJA: Are there scenes in the Song of Ice and Fire series that you dreamed up 20 years ago, that you're finally writing? Moments you were excited to get to at last?

GRRM: Yeah. I didn't know at first, in '91 — I didn't know quite what I had yet. I didn't even know whether it was a novel or a novella or something at first. So I sort of found that out. But by the summer of '91, you know, it just came to me out of nowhere, and I started writing it and following where it led. But by the end of that summer I knew I had a big series. Initially, I thought it was a trilogy, but it's grown beyond that. But the size is different and I've introduced some other elements to books, but it's still the same characters, the '91 characters.

(...) 
CJA: I'm obsessed with the five-year gap you originally planned in the middle of the series. How would that have happened?

GRRM: Originally, there was not supposed to be any gap. There was just supposed to be a passage of time as the book went forward. My original concept back in 1991 was, I would start with these characters as children, and they would get older. If you pick up Arya at eight, the second chapter would be a couple months later, and she would be eight and a half and [then] she'd be nine. [This would happen] all within the space of a book. 
But when I actually got into writing them, the events have a certain momentum. So you write a chapter and then in your next chapter, it can't be six months later, because something's going to happen the next day. So you have to write what happens the next day, and then you have to write what happens the week after that. And the news gets to some other place.

And pretty soon, you've written hundreds of pages and a week has passed, instead of the six months, or the year that you wanted to pass. So you end a book, and you've had a tremendous amount of events — but they've taken place over a short time frame and the eight-year-old kid is still eight years old.

So that really took hold of me for the first three books. When it became apparent that that had taken hold of me, I came up with the idea of the five year gap. "Time is not passing here as I want it to pass, so I will jump forward five years in time." And I will come back to these characters when they're a little more grown up. And that is what I tried to do when I started writing Feast for Crows. So [the gap] would have come after A Storm of Swords and before Feast for Crows.

But what I soon discovered — and I struggled with this for a year — [the gap] worked well with some characters like Arya — who at end the of Storm of Swords has taken off for Braavos. You can come back five years later, and she has had five years of training and all that. Or Bran, who was taken in by the Children of the Forest and the green ceremony, [so you could] come back to him five years later. That’s good. Works for him.

Other characters, it didn’t work at all. I'm writing the Cersei chapters in King's Landing, and saying, "Well yeah, in five years, six different guys have served as Hand and there was this conspiracy four years ago, and this thing happened three years ago." And I'm presenting all of this in flashbacks and that wasn't working. The other alternative was [that] nothing happened in those six years, which seemed anticlimactic. The Jon Snow stuff was even worse, because at the end of Storm he gets elected Lord Commander. I'm picking up there, and writing 'Well five years ago, I was elected Lord Commander. Nothing much has happened since then, but now things are starting to happen again." I finally, after a year, said "I can't make this work."
A entrevista pode ser lida no io9. A versão completa, não-editada, pode ser encontrada no Observation Deck.


6 de junho de 2013

George R. R. Martin e as reacções ao Red Wedding

Depois das reacções dos fãs ao episódio de Game of Thrones do passado Domingo, a reacção de George R. R. Martin a essas reacções, no programa de Conan O'Brien:

Fonte: Team Coco

5 de junho de 2013

Game of Thrones: A transposição do "Red Wedding" da páginas do livro para o pequeno ecrã [Spoilers]

Diria que a opinião é mais ou menos consensual entre os leitores da série A Song of Ice and Fire, de George R. R. Martin - de todas as atrocidades cometidas pelas várias personagens, e não são poucas, o célebre "Red Wedding" foi aquela que mais impacto teve entre os leitores, levando mesmo muitos a abandonar a série por completo. Este acontecimento tem lugar no terceiro livro, A Storm of Swords (2000), e marca um ponto de viragem significativo em toda a narrativa. Na adaptação televisiva, o "Red Wedding" teve lugar no nono episódio da terceira temporada, exibido no Domingo à noite nos Estados Unidos; e se os leitores que seguem a série já sabiam com o que contar (em termos gerais; há três alterações significativas), os espectadores que nunca leram os livros e que, quase por milagre, conseguiram chegar até ontem sem spoilers experienciaram em primeira mão, e com um suporte audiovisual excepcional, o choque sentido por inúmeros leitores - eu incluído - ao longo dos últimos treze anos. As reacções nas redes sociais, com destaque para o Twitter, são hilariantes (ainda que desproporcionadamente exageradas), e dão uma ideia interessante mesmo que imprecisa sobre o impacto do episódio. Resta a questão: fez justiça à sua fonte?



A resposta será um "nim". Doravante,  os spoilers serão a norma.

21 de março de 2013

Aventuras de "Dunk & Egg" podem servir de base a uma prequela de Game of Thrones

A quem acompanha A Song of Ice and Fire e a sua adaptação televisiva, Game of Thrones, decerto já terá pensado no que poderá acontecer à série se as várias temporadas acabarem por apanhar os livros antes de George R. R. Martin acabar o sétimo - e, supostamente, último - volume, A Dream of Spring (julgo que o sexto, The Winds of Winter, não será problemático, a menos que seja publicado para lá de 2015). Essa possibilidade, ao que parece, também ocorreu aos produtores da série e ao próprio Martin, que nos últimos dias têm dado várias pistas sobre o que fazer caso isso aconteça de facto. E se é certo que esticar a série televisiva para lá do razoável (dez temporadas, por exemplo) não entusiasma muito os produtores, decerto que deixar a série ultrapassar os livros também não deve ser muito do agrado do autor. O que não quer dizer que não haja uma solução, e que essa solução não possa estar numa prequela - no caso, nas aventuras de Dunk & Egg. Em entrevista ao IGN (via io9), George R. R. Martin admitiu que a ideia de dar àquelas duas personagens a sua própria série:
So we have been playing with the idea of doing those [Dunk & Egg stories] as prequels. They would be prequels, in a sense, they’re a hundred years earlier but in the same world. They’re somewhat lighter in tone than the main series, a little more adventurous. But my fans love them and I love the two characters too, and it all ties into Westeros history. So maybe that will be what we’ll do.
No io9, tem-se discutido esta questão ao longo das últimas semanas (ver aqui e aqui). Ainda assim, desta entrevista de George R. R. Martin interessa-me mais esta parte: 
I have some ideas for some pretty cool new series. You know, I can't spill them here on television, but they'll be dramas - I'm not a comedy guy, so they'll be one-hour drama shows. I have an idea for a science fiction show, a couple of historical shows - I know HBO does great historical dramas, from different periods, and we'll see which ones they like and want to develop. (...)
Nada como uma boa produção televisiva de ficção científica para dar ao género o empurrão de que tanto necessita. É esperar para ver se sai daqui alguma coisa. 

Fontes: io9 / IGN

15 de março de 2013

George R. R. Martin: "I'm gonna keep writing the books and keep ahead of these guys before they catch up with me" (entrevista)

Ou, pelo menos, é essa a sua intenção. Em entrevista a Robin A. Rothman do blogue Omnivoracious, George R. R. Martin fala sobre as suas expectativas e a sua participação na adaptação televisiva de A Song of Ice and Fire da HBO, dos actores que dão vida às suas personagens, do seu trabalho continuado na escrita dos restantes livros da série e dos seus projectos televisivos antigos e futuros. Dois excertos:


RAR: I would guess that you've had conversations with the actors about what you feel the background of each of the characters is, but have they in turn inspired any changes that you've incorporated into your writing of the characters now in the later books?

GRRM: Not really, not so far. I mean there's one particular actor who I've talked about -- Natalia Tena who plays Osha -- and as I've commented in other interviews, when I first saw she was being considered for the role, I thought "Well, she's all wrong for this role. I don't know why you're bringing her in. She's too young and she's too pretty and you know she's not at all the character." But then I saw her performance, and she was just great. She was mesmerizing, and her Osha is much better than my Osha. So, I think when I come to write about Osha again, which may be in this book that I'm writing now, Natalia Tena may be in the back of my mind and I may take it a little more in that direction. But that's really the only case. In most cases, you know I've been living with these characters... I started writing this book in 1991, so that's a long time, and my view of the characters is very firmly fixed in my head.

RAR: You're known for working at a comfortable pace. You're working on a lot of projects, you take your time and you offer really dense, detailed volumes. Has the pace of the TV series actually put any pressure on you or changed your pace of writing?

GRRM: It had not initially, but it's starting to do so, yeah, because they're making faster progress than I'm making. So, I had a huge lead to begin with and I still have a pretty substantial lead over them, but it's not as substantial as it was beforehand. [Chuckles.]

A entrevista pode ser lida na íntegra aqui.


23 de fevereiro de 2013

Game of Thrones: Primeiro trailer da terceira temporada

Depois de vários teasers, eis finalmente o trailer da terceira temporada de Game of Thrones.




20 de fevereiro de 2013

Game of Thrones: Cenas cortadas da segunda temporada

Em qualquer produção cinematográfica ou televisiva há sempre várias cenas que são filmadas mas que, no processo de edição, acabam por não ser incluídas (ou por ser retiradas) da versão final. Game of Thrones, claro, não é excepção, e na edição Blu-Ray (não na edição DVD?) da segunda temporada foram introduzidos vários easter eggs - entre os quais se incluem quatro cenas omitidas, que o io9 divulgou hoje. Abaixo, a cena cortada entre Varys e Littlefinger (as restantes podem ser consultadas neste artigo de Meredith Woerner).


Fonte: io9

31 de janeiro de 2013

Game of Thrones, temporada 3: o elenco

A dois meses da estreia da terceira temporada de Game of Thrones já são conhecidas as novas caras que se vão juntar ao elenco da série - e que vão interpretar algumas das mais aguardadas personagens dos livros de George R. R. Martin. Como, por exemplo, Brynden "Blackfish" Tully, que será interpretado por Clive Russell (na foto). Entre as novas personagens contam-se Lord Beric Dondarrion (Richard Dormer*), Mance Rayder (Ciarán Hinds), Thoros of Myr (Paul Kaye), Jojen Reed (Thomas Brodie-Sangster), Meera Reed (Ellie Kendrick) e Olenna Tyrell (Diana Rigg). A galeria completa de fotografias pode ser vista no blogue Making Game of Thrones, que acompanha a produção da série. 

12 de janeiro de 2013

Game of Thrones: Terceira temporada estreia em Portugal a 8 de Abril

De acordo com o SciFiWorld, a terceira temporada de Game of Thrones tem estreia marcada em Portugal para dia 8 de Abril, no canal SyFy - uma semana após a estreia norte-americana (31 de Março). O que, diga-se de passagem, é um progresso assinalável face às datas de transmissão das temporadas anteriores desta série. Recorde-se que a primeira temporada apenas foi transmitida em Portugal mais de seis meses após a sua estreia nos Estados Unidos. Já a segunda passou três semanas após a estreia - o que não deixa de ser um progresso assinalável, ainda que provavelmente muitos dos presentes na apresentação oficial da temporada com a presença do próprio George R. R. Martin (em Abril do ano passado) já tivessem visto os três primeiros episódios da série quando o primeiro foi exibido no El Corte Inglés. O desfasamento de uma semana está longe de ser perfeito, ou sequer justificável nos dias que correm, mas já não é nada mau - sobretudo se a HBO quiser evitar que Game of Thrones deixe de ser uma das séries mais pirateadas do ano

Fonte: SciFiWorld

28 de dezembro de 2012

Balanço: O fantástico na televisão em 2012

Tal como no cinema, também na televisão o Fantástico esteve em alta durante 2012. Vampiros, zombies, alienígenas, criaturas de contos de fadas - a escolha foi muita, e a qualidade bastante razoável. De um ponto de vista meramente pessoal, a minha série preferida em 2012 não foi uma série do Fantástico (foi Homeland, já agora – apesar de 2012 também ter sido o ano em que finalmente vi Battlestar Galactica), mas o género esteve muito bem representado no pequeno ecrã, e proporcionou-me grandes momentos de televisão.

The Walking Dead, Temporada 2 – Parte 2 (8.8/10)
Os produtores de The Walking Dead parecem ter prestado atenção às críticas do público – A segunda temporada começou de forma interessante, mas a persistência do grupo de Rick na quinta de Hershel levou muitos fãs ao desespero, reclamando uma narrativa mais centrada na acção e noutros espaços. A segunda parte da temporada, que arrancou no seguimento do fantástico episódio do celeiro, começou a ganhar ritmo a cada episódio, para acabar em grande com dois episódios finais formidáveis, com a morte de personagens importantes, a fuga da quinta, a separação do grupo e, claro, a misteriosa introdução de Michonne. O discurso de Rick no episódio final e a revelação aguardada desde a primeira temporada sobre a natureza da epidemia zombie dificilmente poderiam elevar mais a fasquia para a terceira temporada.

Once Upon a Time, Temporada 1 (7.2/10)
Os contos de fadas estão de novo na moda – e resta determinar se Once Upon a Time é causa ou reflexo dessa moda. Na enigmática vila de Storybrooke ninguém é quem de facto aparenta – cada um dos habitantes da vila tem um passado num conto de fadas. Desse passado desconhecido apenas Regina, a Presidente da Câmara, se lembra – ela que, na verdade, é a Bruxa Má e que lançou o feitiço de esquecimento que enviou as personagens das fábulas para o mundo real. E só Emma poderá quebrar esse feitiço, se conseguir acreditar na magia. Ainda que não esteja livre de altos e baixos, Once Upon a Time vale essencialmente pela forma como, a cada episódio, recriou os contos de fadas clássicos e os cruzou com o presente. E, claro, por dois desempenhos extraordinários: Lana Parrila, no papel de Bruxa Má e Presidente de Storybrooke; e Robert Carlyle, no papel de Mr. Gold e Rumplestiltskin.

Game of Thrones, Temporada 2 (8.1/10)
A segunda temporada de Game of Thrones – porventura, uma das mais aguardadas séries de 2012 – incidiu sobre A Clash of Kings, o segundo livro da série A Song of Ice and Fire, de George R. R. Martin. Com mais personagens e mais localizações num mundo cada vez mais vasto, Game of Thrones cresceu e proporcionou aos fãs muitos momentos memoráveis, entre os quais se destacam praticamente todos os protagonizados pelo anão Tyrion Lannister (interpretado de forma sublime por Peter Dinklage, uma vez mais) e a excelente Batalha de Blackwater. Nesta temporada, porém, sentiu-se a falta de um protagonista claro (após a morte de Ned Stark), e algumas alterações narrativas feitas face ao livro podem vir a revelar-se problemáticas para o futuro da série. Ainda assim, o excelente final abriu sem dúvida o apetite para a terceira temporada, que estreará nos Estados Unidos a 31 de Março de 2013.

Falling Skies, Temporada 2 (7.5/10)
Em boa hora os produtores de conseguiram renovar a interessante, ainda que medíocre primeira temporada de Falling Skies – a segunda temporada revelou-se muito mais sólida, ainda que não isenta de falhas. O misterioso regresso de Tom serviu de âncora aos episódios iniciais da temporada, que a partir daí ganhou um ritmo muito sólido com a história da "Second Mass", as várias histórias pessoais dos vários sobreviventes (onde se destacam Ben, Maggie e Weaver) e, sobretudo, com um twist muito interessante acerca dos alienígenas que invadiram a Terra. Tom (Noah Wyle) continua a ser a referência da série, que ao longo da segunda temporada melhorou de episódio para episódio, até um desfecho surpreendente que deixa muitas expectativas para a terceira temporada.

The Walking Dead, Temporada 3 – Parte 1 (9.2/10)
A terceira temporada de The Walking Dead provou definitivamente que a lentidão da segunda temporada é coisa do passado: os oito episódios da primeira parte da temporada são excelentes, com um ritmo muito elevado, bom desenvolvimento de personagens (ver Carl e Maggie), algumas mortes surpreendentes e novas personagens muito promissoras. Michonne ainda não se revelou no portento dos comics, mas para lá caminha, e Merle Dixon regressou em grande. Foi, no entanto, o Governador quem roubou as temporada, com David Morrissey a desempenhar de forma notável o sinistro vilão de Robert Kirkman. Ainda que mais contido e aparentemente mais vulnerável do que nos comics, o Governador conseguiu dar a The Walking Dead uma ameaça muito mais perigosa do que os zombies. No episódio final, esta primeira parte da terceira temporada deixa as expectativas muito elevadas para os restantes episódios.

Prophets of Science Fiction (8.5/10)
Prophets of Science Fiction é uma série de oito documentários televisivos produzidos em 2011 por Ridley Scott para o Science Channel e transmitidos em Portugal durante Novembro e Dezembro últimos pelo Discovery. Cada um dos documentários incidiu sobre uma das grandes personalidades da ficção científica enquanto género literário e cinematográfico, dando destaque às inovações tecnológicas exibidas nas respectivas obras e à forma como inspiraram progressos reais – ou como progressos reais parecem ter emulado aquilo que em tempos pertencera ao campo da ficção científica.  É certo que a lista de autores é limitada e que os convidados nem sempre foram os melhores – se é óptimo ouvir os testemunhos de vultos como Harlan Ellison ou David Brin, é discutível se o argumentista de Cowboys & Aliens ou Iron Man 2 têm de facto alguma coisa de relevante a dizer sobre o género. Não é isso, porém, que retira o mérito a estes excelentes documentários.

3 de dezembro de 2012

Game of Thrones: Terceira temporada em produção

Toda a gente já sabe que a terceira temporada de Game of Thrones vai estrear a 31 de Março de 2013, e que vai começar a adaptar aquele que, se não é o melhor livro da série A Song of Ice and Fire, será sem dúvida o mais sangrento e cheio de reviravoltas até à data: A Storm of Swords. Para já, aqui fica um curto vídeo da produção:


8 de outubro de 2012

George R. R. Martin: I’ve already written 400 pages of my sixth book

Numa longa e excelente entrevista ao blogue Adria's News (no contexto do Festival Celsius 232 de Avilés, em Espanha, que decorreu em Julho último), George R. R. Martin fala sobre A Song of Ice and Fire, a série televisiva Game of Thrones, a sua carreira literária e vários outros assuntos - enfim, o costume, mas com respostas muito interessantes e algumas indicações sobre o futuro da série literária. Alguns excertos (transcrição literal):

You are acclaimed to use the point of view technique with mastery. Talk me a little bit about this method.
I’m a strong believer in telling stories through a limited but very tight third person point of view. I have used other techniques during my career, like the first person or the omniscient view point, but I actually hate the omniscient viewpoint. None of us have an omniscient viewpoint; we are alone in the universe. We hear what we can hear… we are very limited. If a plane crashes behind you I would see it but you wouldn’t. That’s the way we perceive the world and I want to put my readers in the head of my characters.

(...)

How many pages have you already written of The Winds of Winter? 
I’ve already written 400 pages of my sixth book. However, of these 400 pages, only 200 are really finished because I still have to revise the other 200 pages, which are in a rough version and I still have to work on them a lot. But you have to keep in mind that the last book, Dance with Dragons, was 1.500 pages long and this one will be more or less the same extension, so I have a lot of work. I hope after this tour I can go back home in order to write as a possessed man. But the sixth volume won’t be released in 2012 or in 2013. I really look forward to publishing it in 2014, but I am really bad for predictions, you may know it. And then, there is another fact: when I finish this saga I will be judged for the quality of the books, not for the speed of my writing.

[Nota: a minha aposta está em 2015]

(...)

Harry Potter and the Goblet of Fire brushed away the Hugo Award in which your Storm of Swords was also a nominee. What do you thing about J.K. Rowling and her saga? 
Well… [He changes his tone, into a lower one] I wish I have beaten her, what can I say! I would have liked to win that award and I don’t think Rowling cares much about it. And she didn’t send anyone to accept the award, which is certainly annoying. But she has done a great stuff for fantasy and many of my readers are people who started with Harry Potter; they’ve grown up and she got them to reading, she got them to fantasy. J.K. Rowling has grown up an entirely generation of children into the field and for that I applaud her.


Fonte: Mag

16 de agosto de 2012

Game of Thrones: Comentário à segunda temporada

De um ponto de vista global, a segunda temporada de Game of Thrones manteve muito o espírito da primeira. Sem um protagonista claro - na primeira temporada, esse papel coube a Ned Stark -, a série oscilou mais pelas várias personagens relevantes que, dispersas pelo vasto mundo de Westeros e pelas terras a Leste, fazem mover a narrativa. Houve novas introduções relevantes (Stannis Baratheon, Melisandre, Davos Seaworth, Ygritte, Asha/Yara Greyjoy), momentos que capturaram muito bem o espírito de A Song of Ice and Fire, e todos os twists que quem já leu os livros podia esperar. É certo que, dadas as características do segundo livro, A Clash of Kings, seria difícil a esta segunda temporada ser tão fiel à sua fonte como foi a primeira. A adaptação passou contudo relativamente bem, e que se alguns momentos ficaram bastante diminuídos, como a inevitável Batalha de Blackwater, nem por isso deixaram de ser bastante bons. No entanto, enquanto alguns desvios foram interessantes (como a história de Daenerys e o enredo em redor de Arya Stark e Tywin Lannister), outros oscilaram entre o desnecessário e o problemático. (Aviso: Spoilers para quem não leu os livros)

14 de julho de 2012

5 de julho de 2012

Game of Thrones: Já foi escolhido o actor para o papel de Brynden "Blackfish" Tully?

Não pude evitar sentir a falta de Brynden Tully em Game of Thrones. Se na série literária "Blackfish" aparece logo no primeiro livro e ganha protagonismo como um dos principais conselheiros de Robb Stark durante a sua campanha nas Riverlands, na adaptação televisiva não chegou a aparecer ainda - tal como os restantes membros da família Tully. Parece, contudo, que o famoso cavaleiro vai finalmente fazer a sua aparição na terceira temporada - ou pelo menos assim o indicam alguns rumores recentes, que dão conta da escolha do actor Clive Russel (Sherlock Holmes: Game of Shadows, entre outros) para o papel. O que, a confirmar-se, é uma excelente notícia - teria muita pena de não chegar a ver na série a troca de provocações entre Jaime Lannister e Brynden Tully nas muralhas de Riverrun (que decorre em A Feast for Crows).