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11 de agosto de 2014

Gene Wolfe: "I think it [science fiction] matters a lot, because it’s mind-opening" (entrevista)

Para muitos leitores de fantasia e ficção científica o nome de Gene Wolfe dispensará quaisquer apresentações - o autor da célebre tetralogia The Book of the New Sun, de The Fifth Head of Cerberus e The Island of Doctor Death é considerado por muitos um dos melhores autores do fantástico contemporâneo, com a sua prosa inconfundível e os seus narradores muito pouco fiáveis. Numa longa entrevista a Jason Pontim para a revista MIT Technology Review, Wolfe fala sobre a sua já longa carreira literária, sobre as suas influências e preferências, sobre a fantasia e a ficção científica enquanto géneros literários, e até sobrea sua experiência como engenheiro e como editor de uma publicação técnica. Alguns excertos:
Jason Pontin/MIT Techonology Review: Why does science fiction matter?

Gene Wolfe: I think it matters a lot, because it’s mind-opening. That’s its great virtue. Ordinary fantasy opens minds, but not nearly as much. The Oz books [1900–1920] may open someone’s mind a little bit. Alice in Wonderland [1865] is kind of mind-opening. But a lot of science fiction is much more so. For instance, I could write a story in which a man has a conversation with his gun. I might do that sometime. Prince Valiant had his singing sword, and I always thought they could have done more with that than they did.

JP/MITTR: Many people say that science fiction matters because it is about contemporary society—that it is a kind of satire.
GW: Unfortunately. It’s true that a great many people think that it must be.
JP/MITTR: You mean: it needn’t be so.

GW: You could write a book about a landing on Mars in which a landing on Mars is a metaphor for something that is going on now. You could also write a book about a landing on Mars that’s a landing on Mars.
A entrevista completa pode ser lida online na MIT Technology Review.

Fonte: SF Signal

7 de maio de 2014

Gene Wolfe (1931 - )

Gene Wolfe não será decerto o mais popular autor de fantasia e ficção científica contemporâneo; mas a sua carreira sólida, construída ao longo de sensivelmente seis décadas, granjeou-lhe um estatuto ímpar entre os seus pares. Reconhecido pela excepcionalidade da sua prosa e pelo constante quebrar das convenções do género nos seus textos, Wolfe viu o seu primeiro trabalho publicado em 1951 - o conto The Case of the Vanishing Ghost, nas páginas da The Commentator, uma publicação de estudantes da Texas A&M University, a qual frequentou antes de combater na Guerra da Coreia. A sua carreira literária propriamente dita, porém, só arrancaria já nos anos 60, quando começou a publicar ficção curta com maior regularidade em várias publicações periódicas do género, e nas antologias Orbit organizadas por Damon Knight. E, nos anos 70, com a sua entrada na ficção longa: Operation Ares, de 1970, foi o seu primeiro romance publicado; e dois anos mais tarde, obteve o reconhecimento da crítica com The Fifth Head of Cerberus.

Mas foi já nos anos 80 que se viria a afirmar em definitivo com The Book of the New Sun, uma série de fantasia em quatro volumes situada num futuro distante com inspirações na Dying Earth de Jack Vance. The Shadow of the Torture, The Claw of the Conciliator, The Sword of the Lictor e The Citadel of the Autarch, publicados com regularidade anual entre 1980 e 1983, constituem esta série; The Urth of the New Sun, de 1987, dá a conclusão a algumas pontas soltas dos quatros livros originais. A partir dos anos 90, Wolfe alargou The Book of the New Sun para um universo literário mais vasto, normalmente denominado Solar Cycle, com duas sequelas em vários volumes. A primeira, The Book of the Long Sun, é composta por Nightside the Long Sun (1993), Lake of the Long Sun (1994), Caldé of the Long Sun (1994) e Exodus From the Long Sun (1996); a segunda, The Book of the Short Sun, inclui On Blue's Waters (1999), In Green's Jungles (2000) e Return to the Whorl (2001). 

Gene Wolfe nasceu em Nova Iorque a 7 de Maio de 1931 e comemora hoje o seu 83º aniversário.