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12 de maio de 2014

Constantine: Primeiro trailer para a série televisiva da NBC

Foi divulgado o primeiro trailer para Constantine, a adaptação da banda desenhada Hellblazer para série televisiva pela NBC. O actor galês Matt Ryan interpretará o protagonista, John Constantine, o célebre detective do oculto britânico criado por Alan Moore, Steve Bissette e John Totleben ainda nas páginas de The Swamp Thing, antes de receber o seu próprio título na DC - Hellblazer viria a tornar-se numa das séries mais longas e populares da linha Vertigo. A avaliar pelas imagens, a série parece procurar um equilíbrio curioso entre o horror, o mistério e o humor - uma mistura não propriamente original na televisão contemporânea, mas que poderá funcionar bastante bem.

Constantine tem estreia prevista para o Outono. Abaixo, o trailer.


Fonte: The Verge

5 de maio de 2014

This happening world (11)

No Hipsters of the Coast, Rich Stein desconstrói TherosBorn of the Gods e Journey Into Nyx em... estatísticas demográficas. A ideia pode parecer estranha, sobretudo quando consideramos que, para todo os efeitos, estamos a falar de Magic: the Gathering - um jogo de cartas coleccionáveis. A premissa de Stein, no entanto, é interessante pelo seu raciocínio: Magic, o jogo, surge enquadrado numa narrativa de fantasia que, como qualquer outra ficção do género, reflecte também tempo e a sociedade em que surge. No caso em questão, Theros surge com uma forte inspiração na mitologia grega, central para as sociedades ocidentais - pelo que se revela interessante analisar as 323 criaturas que as três expansões apresentam à luz de género, raça e classe. O resultado é um dos artigos mais improváveis e interessantes que alguma vez li sobre o jogo. 

De acordo com Katharine Trendacosta no io9, ao filme Superman vs. Batman seguir-se-á inevitavelmente o filme da Justice League of America. A notícia baseia-se em declarações do presidente de produção da Warner Bros, Greg Silverman - e o objectivo será decerto tentar recuperar algum terreno perdido para a Marvel. Tentar será sem dúvida a expressão adequada aqui, e porventura um eufemismo: é muito improvável que a DC e a Warner consigam emular o sucesso do Marvel Cinematic Universe, sobretudo na sua convergência excepcional de vários filmes razoáveis (o único que merece de facto destaque em termos qualitativos é Iron Man) num filme tão notável como The Avengers. E, a avaliar pelas estreias de Thor 2: The Dark World e Captain America 2: The Winter Soldier, a segunda fase do MCU parece avançar a bom ritmo para o clímax de The Avengers 2: Age of Ultron. E pelo meio ainda virá a oddball de Guardians of the Galaxy

Não deixa de surpreender que a DC seja incapaz de fazer algo do género quando tem as personagens mais populares fora do meio restrito dos comics, e quando a Marvel nem pode capitalizar no cinema um dos seus maiores trunfos (Spider-Man). As diferenças entre a abordagem - e o sucesso - da Marvel e da DC no cinema são analisadas com alguma brevidade por Blaze Mizkulin no Observation Deck; nas caixas de comentários, porém, o debate revela-se extremamente interessante e curiosamente elevado (sobretudo quando consideramos que se trata de uma caixa de comentários na Internet a propósito das diferenças entre a Marvel e a DC). 

Entretanto, a Disney/Lucasfilm confirmou algo que toda a gente já sabia (via Lee Hutchinson no Ars Technica): a continuidade de Star Wars no cinema atirou pela escotilha todo o Expanded Universe. Logo depois foi anunciado o elenco principal da trilogia que, em termos narrativos, dará continuidade à história deixada no vetusto The Return of the Jedi (de 1983, recorde-se) - e o entusiasmo com que o anúncio foi recebido cedo deu lugar à perplexidade pelo facto de este apenas introduzir uma actriz (a relativamente desconhecida Daisy Ridley) para além de Carrie Fisher, que regressará à sua Princesa Leia. De acordo com Rob Bricken no io9, deverá ser introduzida mais uma personagem feminina de destaque na trilogia; mas essa informação, veiculada de forma mais oficiosa do que oficial, acaba por parecer mais uma tentativa de a produção dos filmes tentar emendar a mão. 

27 de setembro de 2013

NBC e DC Comics planeiam levar John Constantine para televisão

A notícia do Deadline é avançada pelo io9: a DC Comics aliou-se à cadeia televisiva norte-americana NBC para criar uma série televisiva com John Constantine, protagonista de Hellblazer, uma das mais longas e populares bandas desenhadas da linha Vertigo. A série conta com Daniel Cerone (de The Mentalist) e David S. Goyer como produtores executivos, mas ainda pouco se sabe sobre o projecto: se será inspirado em Hellblazer ou na mais recente série Constantine; se terá lugar no Reino Unido ou nos Estados Unidos (pergunta pertinente se pensarmos no filme Constantine, de 2005, passado em Los Angeles e sem qualquer indicação de que o protagonista pudesse ser britânico); e se irá transpor a violência e o estilo politicamente incorrecto da personagem originalmente criada por Alan Moore, Steve Bissete e Jamie Delano. 

No entanto, o mais interessante da notícia avançada pelo Deadline não é tanto o anúncio da série, mas o rumor aparentemente mais substanciado de que Guillermo Del Toro poderá estar a trabalhar num filme da Justice League Dark. Veremos se se confirma.

Fontes: io9 / Deadline

21 de junho de 2013

Hellblazer: All His Engines: os deuses e os demónios de John Constantine

A minha apresentação a John Constantine não se deu com algum dos comics ou graphic novels do célebre detective do oculto inspirado em Sting que Alan Moore, Steve Bissette e John Totleben criaram em meados dos anos 80 durante a série de Swamp Thing e que viria a ganhar protagonismo na série Hellblazer, da linha Vertigo da DC Comics. Deu-se, sim, com o filme de 2005 (com o Keanu Reeves como protagonista - logo falarei dele um dia destes), e independentemente da qualidade ou da fidelidade da adaptação, a verdade é que fiquei muito curioso com todo o conceito subjacente à personagem - uma curiosidade que foi aumentando com o tempo, à medida que fui descobrindo mais e mais banda desenhada e que fui lendo alguns fragmentos de informação sobre a série. Talvez devesse ter entrado no universo de Constantine na banda desenhada pelas suas primeiras aparições em Swamp Thing, ou mesmo pelos primeiros fascículos de Hellblazer; uma oportunidade da Feira do Livro, porém, levou-me a optar antes pela graphic novel Hellblazer: All His Engines.

(por acaso minto: a introdução a John Constantine deu-se, sim, alguns dias antes com a leitura de Preludes & Nocturnes, o primeiro paperback de The Sandman; numa das histórias, Morpheus conta com a ajuda de Constantine para encontrar um artefacto muito especial. Mas nesta história, por sinal excelente, o protagonista é Morpheus, e não Constantine, pelo que manterei All His Engines como a minha introdução a Hellblazer. Continuemos.) 

O que talvez não tenha sido um problema. Com texto de Mike Carey e ilustração de Leonardo Manco, All His Engines não conheceu publicação na sequência de comics de Hellblazer, tendo sido publicado em 2005 no formato de graphic novel - contendo uma história contida, repleta do flavour que tornou a série tão popular. Em Inglaterra (ao contrário do que mostra - ou não mostra - o filme, Constantine é britânico e não americano), várias pessoas entram em coma sem qualquer explicação - e entre elas Tricia, a neta de Chaz, eterno amigo (e sidekick) de Constantine. Na investigação do caso, a dupla viaja até à cidade de Los Angeles, onde encontram Beruel, um demónio interessado nos serviços de Constantine para lidar com a sua concorrência, e Mictlantecuhtli, deus Azteca da Morte, a perder influência mas não poder. Ao longo da narrativa, Carey vai mostrando através de flashbacks alguns momentos do passado de Constantine com influência nos acontecimentos do presente - e essas cenas são encaixadas na narrativa de forma muito natural, sem quebra de ritmo e sem se alongar para lá do estritamente necessário. Mas mais do que isso, introduz a amizade de Chaz e Constantine de forma muito eficaz, sem se perder na vasta bagagem de ambos, e revela o carácter polémico do protagonista através de uma caracterização interessante e sem papas na língua. Nesse ponto, é interessante notar como a tradutora da edição portuguesa da Devir, Beatriz Pereira, não só não poupou (e muito bem) no calão como também soube converter muito bem algumas das tão características tiradas da personagem.


Igualmente relevante é o trabalho artístico de Leonardo Manco, com o ilustrador argentino a dar vida própria e muita expressividade ao enredo convulso de Carey e à improvisação recorrente com que Constantine se move entre deuses da morte, demónios e autênticos cenários de inferno. Nos pontos mais intensos da narrativa, a arte de Manco é visceral, detalhada e expressiva; fora desses momentos, mantém uma grande solidez e muita expressividade. Vários painéis são memoráveis (as cenas da igreja têm uma arte formidável), com as criaturas sobrenaturais a serem desenhadas com muita expressividade (e especialmente... demoníacas). Os coloristas Lee Loughridge e Zylonol Studios complementaram com empenho o trabalho de Manco.

Olhando para All His Engines no seu todo, talvez não tenha sido uma escolha desadequada para me estrear no vasto universo de Hellblazer: a narrativa contida e fechada dentro do universo mais vasto onde Constantine se desloca mostra o seu carácter peculiar e o tipo de círculos por onde habitualmente se desloca - e a forma como aborda os vários obstáculos que surgem no seu caminho. Estará decerto longe de ser o mais interessante capítulo de Hellblazer - mas como introdução, funciona muito bem. 

Edição portuguesa: Hellblazer: Todo o Seu Engenho. Devir, 2005. Tradução de Beatriz Pereira.

4 de janeiro de 2013

Cinema fantástico: as estreias de 2013 (2) - Man of Steel

Admito desde já que, no que diz respeito aos super-heróis, tenho o Super-Homem em muito má conta. Sim, sei que foi o primeiro, sei que foi importante, mas nunca consegui levar a sério um super-herói que 1) veste as cuecas por cima das calças e 2) tem como disface... uns óculos. Para além de que, com franqueza, é difícil encontrar um super-poder mais aborrecido do que aquela quasi-omnipotência (que gerou o estafado plot device da kryptonite). Ainda assim, a personagem é um ícone, pelo que apesar de ser pouco provável que vá ver este novo filme no cinema (o trailer também não me cativou), não posso deixar de o mencionar entre as estreias do género neste ano. Sobretudo quando, ao que parece, a DC Comics parece mesmo querer avançar com um projecto cinematográfico que culmine no eternamente adiado filme da "Justice League". Man of Steel poderá muito bem ser o primeiro - ou o último - passo nesse sentido.

E, ao que parece, já resolveram o problema da roupa interior.

Men of Steel tem estreia prevista em Junho de 2013. Abaixo, o trailer.