Mostrar mensagens com a etiqueta marte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta marte. Mostrar todas as mensagens

16 de fevereiro de 2013

Old Mars, de George R. R. Martin e Gardner Dozois, com publicação prevista para Outubro de 2013

No Verão passado foi anunciada a antologia Old Mars, publicada pela Bantam e editada por George R.R. Martin e Gardner Dozois. Esta antologia será composta por quinze contos e noveletas originais, de vários autores do Fantástico contemporâneo, sobre Marte tal como ele foi em tempos imaginado pela ficção de género (antes de a exploração por sondas ter mostrado o "Planeta Vermelho" tal como ele é): um planeta repleto de canais e de cidades de civilizações enigmáticas. Esta antologia de retro-ficção científica já tem capa (ver imagem) e estará à venda em Outubro de 2013.

A antologia incluirá uma introdução da autoria de George R.R. Martin, enquanto as apresentações dos vários autores que colaboraram neste projecto são da autoria de de Gardner Dozois. Aqui fica a lista de conteúdos de Old Mars:
  1. Martian Blood, de Allen M. Steele
  2. The Ugly Duckling, de Matthew Hughes
  3. The Wreck Of The Mars Adventure, de David D. Levine
  4. Swords of Zar-tu-kan, de S.M. Stirling
  5. Shoals, de Mary Rosenblum
  6. In The Tombs of the Martian Kings, de Mike Resnick
  7. Out Of Scarlight, de Liz Williams
  8. The Dead Sea-Bottom Scrolls, de Howard Waldrop
  9. A Man Without Honor, de James S.A. Corey
  10. Written In Dust, de Melinda Snodgrass
  11. The Lost Canal, de Michael Moorcock
  12. The Sunstone, de Phyllis Eisenstein
  13. King Of The Cheap Romance, de Joe R. Lansdale
  14. Mariner, de Chris Roberson
  15. The Queen Of Night’s Aria, de Ian Mcdonald






23 de janeiro de 2013

Bradbury e Burroughs no Clube de Leitura Bertrand do Fantástico em Lisboa

Decorreu no passado dia 11 de Janeiro mais uma edição do Clube de Leitura Bertrand do Fantástico em Lisboa - como é habitual, na Livraria Bertrand do Chiado, num final de tarde especialmente chuvoso. O tema da sessão era Marte, com The Martian Chronicles de Ray Bradbury e A Princess of Mars de Edgar Rice Burroughs; e para falar de ambos, e de Marte, o moderador Rogério Ribeiro convidou José Saraiva, investigador no Instituto Superior Técnico na área da exploração espacial (com trabalhos sobre a Marte), fã de longa data de ficção científica, ligado ao antigo clube Simetria e, já agora, habitué das sessões mensais do Clube de Leitura desde o seu início no ano passado.

O gosto de José Saraiva pela ficção científica é já antigo - como o próprio afirma, "nasci no início da década de 60, e era impossível não me entusiasmar e acompanhar a exploração do espaço". Daí às leituras foi um pequeno passo, e entre as primeiras obras que leu contam-se, por exemplo, The War of the Words e The Island of Doctor Moreau, de H. G. Wells, sem esquecer os vários livros da Colecção Argonauta que tinha em casa. Quanto a The Martian Chronicles, de Bradbury, adquiriu o livro na edição  "de capa azul" da Caminho - e mesmo considerando-o "um clássico", admite haver "muitas coisas de que não gosto em The Martian Chronicles. É excelente literatura, mas pobre no que diz respeito à ficção científica propriamente dita". Algo que está longe de ser novidade: o próprio Bradbury admitiu, em tempos, não ter introduzido qualquer rigor científico no livro (a propósito do convite que recebeu da Caltech para uma palestra sobre Marte). 

De facto, Bradbury parece ir buscar as suas referências de Marte à imaginação popular, aos "canais" de Percival Lowell e à ideia de que o planeta poderia ser habitado por uma civilização. Essa civilização é imaginada um pouco à imagem dos próprios seres humanos - como José Saraiva refere, "quem coloniza Marte em The Martian Chronicles não é a Humanidade, mas os americanos - e os próprios marcianos não são muito diferentes dos terrestres". Constituindo uma crítica mais ou menos velada ao povo norte-americano (há mesmo um capítulo célebre, eliminado nas edições mais recentes, que toca na questão do ódio racial), nota-se em The Martian Chronicles "uma nostalgia, um apego ao passado", ao invés de um espírito de aventura. 

Já Burroughs, na sua série Barsoom - da qual se destacou A Princess of Mars - prestou bastante atenção tanto ao imaginário popular como ao conhecimento científico da sua época sobre Marte. Para 1912, A Princess of Mars será, para todos os efeitos, um livro espantoso, ainda que hoje, um século volvido, nos pareça formulaico e previsível.  Durante a tertúlia foram também mencionadas duas adaptações da obra de Burroughs: os comics da Dynamite, com uma volumptuosa Dejah Thoris, referidos por Artur Coelho (que descreveu A Princess of Mars como uma obra marcante da sua época e um clássico do tema "white man's burden"), e o filme de 2012, produzido pela Disney e considerado (injustamente) um dos piores filmes do ano. Houve ainda tempo para falar da anatomia dos habitantes do Marte de Burroughs, com destaque para a verosimilhança e a utilidade de quatro braços numa criatura bípede.

Finda a sessão, e passando por entre os pingos de chuva, seguiu-se o já habitual jantar da Tertúlia Noite Fantástica (no qual desta vez não estive presente). Quanto à próxima sessão do Clube de Leitura do Fantástico, ainda está por confirmar. 


Imagem por Frank Frazetta

17 de outubro de 2012

Marte ataca!

Não, isto não será uma crítica ao clássico de Tim Burton (essa fica prometida para um dia destes). Nuno Galopim, crítico do Diário de Notícias e blogger no Sound and Vision, tem um blogue dedicado a Marte. Em Marte Ataca!, Galopim dedica-se ao planeta vermelho divulgando não só ciência como ficção científica. Já está ali na lista de leituras.