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3 de fevereiro de 2014

This happening world (3)

No blogue de gaming da Forbes, Erik Kain pergunta: estará na altura de deixarmos a visão de Peter Jackson da Terra Média de Tolkien para trás? Sim. E repito: sim. O trabalho do neozelandês na adaptação cinematográfica da trilogia The Lord of the Rings foi notável a todos os níveis (já aqui o defendi várias vezes), mas a verdade é que a iconografia dos três filmes tornou-se praticamente na imagem "oficial" daquele universo ficcional (para além de The Hobbit já acusar o desgaste em demasia). Kain coloca bem a questão: está na altura de dar a oportunidade a outras interpretações, se possível mais próximas da fonte. Uma tarefa sem dúvida hercúlea - tal como os três livros originais de Tolkien projectaram uma vasta sombra sobre toda a fantasia literária durante anos, é bem possível que a visão de Jackson condicione quaisquer adaptações audiovisuais da Terra Média. 

No Tor.com, Leah Schnelbach desmonta o extraordinário Groundhog Day nos seus vários elementos constituintes - e mostra como consegue subverter todos os géneros dos quais retira ideias e influências. A análise de Schnelbach é detalhada e inteligente, analisando todas as peças que fazem desta comédia romântica com Bill Murray e Andie MacDowell um filme especialmente difícil de caracterizar - mas inesquecível tanto na sua premissa como na forma irrepreensível com que a executa e a leva às últimas consequências.

Na Kirkus Reviews, Andrew Liptak (do SF Signal) recorda Arthur C. Clarke - o cientista e o escritor. Qualquer dia é um bom dia para recordar Clarke, e Liptak fá-lo de forma tão sucinta como completa: da sua descoberta do género à sua carreira científica e do desenvolvimento da teoria que possibilitaria a utilização de satélites geoestacionários; da influência de Olaf Stapledon à parceria com Stanley Kubrick para 2001: A Space Odyssey, clássico maior do cinema de ficção científica (e não só). 

Dose dupla da Telltale Games: Segundo episódio de The Wolf Among Us com lançamento previsto para os próximos dias; e segundo episódio da segunda temporada de The Walking Dead, ainda sem título, anunciado "para breve". (via Polygon)

Ao que parece, Duke Nukem está de volta - e desta vez em formato de action role-play. Depois do fiasco de Duke Nukem Forever, as expectativas não são elevadas; mas talvez saia daqui algo interessante. Só é pena que a equipa da Interceptor tenha deixado em águas de bacalhau o seu projecto de actualização do vetusto Duke Nukem 3D. (via Rock, Paper, Shotgun)

20 de março de 2013

Duke Nukem 3D chega à Steam

Pode parecer estranho que um videojogo com 17 anos seja notícia, mas não há volta a dar-lhe: Duke Nukem 3D, um dos mais icónicos shoot'em ups da história do meio, está disponível na Steam com o título Duke Nukem 3D: Megaton Edition. Esta versão inclui a clássica "Atomic Edition" com três expansões: Duke Caribbean: Life's a Beach, Duke: Nuclear Winter e Duke It Out in D.C. (só lamento que não inclua também o episódio Plug 'n' Pray, exclusivo da versão feita para a Playstation original - o primeiro videojogo que comprei). Para quem gostar de um bom shooter à antiga, com muitas armas, bons mapas e piadas politicamente incorrectas vindas directamente dos anos 90, este continua a ser o jogo ideal.


Fontes: Rock, Paper, Shotgun / Polygon

14 de março de 2012

Os (meus) videojogos e o Fantástico (1) - Duke Nukem 3D

Apenas aos 18 anos tive um computador (e aos 14, uma Playstation); como tal, durante a minha infância as oportunidades para me dedicar aos videojogos, pelo que todas eram de aproveitar. Duke Nukem 3D foi o primeiro videojogo que joguei, algures em 1995 ou 1996. Quando comprei uma Playstation, foi o primeiro jogo que comprei. E ainda hoje o jogo, ocasionalmente, pela pura diversão que proporciona.

Para a sua época, Duke Nukem 3D foi um jogo revolucionário, com os seus cenários vastos e destrutíveis, inimigos imaginativos, uma das melhores selecções de armas que jamais figurou first person shooter, um humor cru e machista à melhor moda dos eighties e mais referências de cultura pop que qualquer outro jogo da época (assim de repente, relembro as alusões a Doom, 2001: A Space Odyssey, SledgehammerThe Evil Dead, Alien(s), Pulp Fiction, Dirty Harry, Die Hard… entre tantas outras). Doom ou Quake, por bons que fossem (e eram), não ofereciam nada que fosse sequer comparável. A história é simples: uma raça de extraterrestres invadem a Terra, raptam as mulheres, e apenas um homem os pode derrotar e salvar o dia: Duke Nukem. E a partir daqui começa a aventura de Duke a massacrar extra-terrestres em Los Angeles, na Falha de Santo André, na Lua, e em bases espaciais em órbita. Uma festa, portanto, que me proporcionou incontáveis horas de diversão a abater pig cops, a escapar a sentry drones, a descobrir locais secretos nos sitios mais improváveis e a abrir caminho em plataformas espaciais, bancos, estúdios de cinema, discotecas, esquadras de polícia e prisões. O modo Multiplayer também foi bastante popular, mas confesso nunca o ter testado (mas acredito que armas como a Shrinker ou o Freezethrower tenham tornado a experiência muito interessante).

Escusado será dizer que a expectativa causada por Duke Nukem Forever resultou numa enorme desilusão. O processo de criação do jogo foi demasiado irregular e fragmentado, e a equipa que acabou por concluir o jogo não percebeu de todo o título original. Qualquer novo título da série Duke Nukem não deve tentar ser um FPS realista, pois Duke Nukem 3D não foi, de modo algum, um jogo realista - foi, sim, uma fantasia de ficção científica corny, de humor duvidoso, desavergonhadamente inspirada nos heróis de acção dos loucos anos 80, com um arsenal assinalável e uma galeria de inimigos invejável. É exactamente isso que os fás pretendem de um novo título de Duke Nukem (e não um jogo em que Duke só pode transportar duas armas). Quem quiser realismo num shooter tem imensas opções no mercado. O bom e velho Duke Nukem nunca se levou a sério, e foi justamente isso que o tornou numa referência na história dos videojogos.