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13 de janeiro de 2013

Cinema fantástico: as estreias de 2013 (11) - Evil Dead

Os remakes estão na moda, e nem os clássicos escapam. Em 2013 estreará Evil Dead, uma recriação do clássico de terror de Sam Raimi que em 1981 tornou Bruce Campbell num actor de culto. Campbell, porém, não irá regressar com o icónico Ash, e optou por contribuir com Raimi como produtor. Apesar de a reacção dos fãs dos filmes originais ter começado por ser muito negativa, Evil Dead acabou por avançar. Fede Alvarez foi o realizador escolhido, e confirmou que manteve a utilização de efeitos práticos que deram ao original o seu aspecto singular. 

O trailer (ver abaixo) mostra a recriação de muitas cenas icónicas do filme original. Evil Dead tem estreia prevista para a época do Halloween de 2013. 



11 de dezembro de 2012

O hilariante horror de Evil Dead 2 e Army of Darkness

Quem costuma acompanhar o blogue já terá certamente reparado que, dentro dos vários géneros do Fantástico, é muito raro referir o horror. O que, convenhamos, não acontece por acaso: em termos gerais, de facto, o horror enquanto género interessa-me menos do que a fantasia ou a ficção científica. O que não quer dizer que não aprecie algumas obras marcantes do género: na literatura, o clássico Drácula de Bram Stoker revelou-se numa leitura cativante, e estará para breve a leitura de Lovecraft; e como poderia esquecer as incontáveis horas que, durante a adolescência, passei a jogar Resident Evil 2 e Resident Evil 3: Nemesis na velhinha Playstation? Hoje, porém, é dia de falar de cinema, e nesse sentido vou aproveitar para falar de dois dos poucos filmes de horror que realmente aprecio: Evil Dead 2 e Army of Darkness.

Certo: podemos debater se Evil Dead 2 é de facto um filme de horror ou uma comédia - tem elementos de ambos os géneros, e julgo que é nessa combinação muito bem conseguida por Sam Raimi que reside o charme deste filme de série B de baixo orçamento e muitos recursos. Poderíamos também debater se Evil Dead 2 é uma sequela ou um remake ao original que Raimi realizou em 1981 - não o farei porque, confesso, nunca vi o famoso filme original (por aquilo que li sobre ambos, diria que o segundo é um misto de sequela e remake do primeiro, mas quem conhecer bem a trilogia que diga de sua justiça). Ficamos, então, pela sequência de Evil Dead 2 e Army of Darkness, e julgo que ficamos muito bem.

No centro de ambos os filmes está o Necronomicon Ex-Mortis, o Livro dos Mortos sumério, encadernado em pele humana e escrito com sangue, que contém vários feitiços e encantamentos de evocação demoníaca. Em Evil Dead 2, esse livro foi encontrado por um casal de arqueólogos que o levaram para a sua cabana na floresta, onde começaram a tradução das suas páginas. Sem saber disso, Ash Williams (Bruce Campbell) decidiu ir passar o fim-de-semana com a sua namorada, Linda (Denise Bixler) para uma cabana remota que conhece na floresta, certo de que os seus proprietários não estarão por lá. Como esperado, encontram a cabana vazia - e nela encontram o Necronomicon e um gravador. A gravação contém o início da tradução das páginas do livro, e ao ouvirem-na, libertam uma força demoníaca que vai tornar o seu fim-de-semana idílico num tremendo pesadelo. Army of Darkness vai continuar a narrativa exactamente onde Evil Dead 2 a deixou: com as páginas que faltavam ao Necronomicon, Ash conseguiu abrir um portal para levar a força demoníaca, mas acabou por ser também sugado para o seu interior. Para seu espanto e horror (e tal como estava ilustrado numa das páginas), vai parar à Idade Média durante um ataque de deadites, as criaturas demoníacas do Necronomicon. E com ele segue o seu Oldsmobile, a sua moto-serra e, claro, a sua caçadeira - doravante apelidada de "boomstick".

Começando pelo óbvio: nem Evil Dead 2 nem Army of Darkness seriam memoráveis sem Bruce Campbell, um mestre do humor slapstick que com a sua expressividade dá vida a todo o filme. A cena da possessão demoníaca da sua mão direita em Evil Dead 2 é disso o exemplo perfeito, mas muitas outras, de ambos os filmes, poderiam ser mencionadas. O desempenho de Campbell é de tal forma notável que coloca na sombra os restantes actores, quase tornando os filmes na sua batalha pessoal contra as forças do Mal - e o mais curioso é que isso resulta muito bem. 

Ambos os filmes são também exemplares na sua economia de meios e, diria, na imaginação com que Raimi e a sua equipa improvisaram (ou parece que improvisaram) imensos detalhes. Uma visualização mais superficial pode dar a ideia de estes serem filmes quase amadores, mas esse aspecto mais gritty dos filmes acaba por se revelar num dos seus principais pontos fortes. Com orçamentos muito limitados, e numa época em que ainda não se resolviam todos os problemas com CGI (para o bem e para o mal), Raimi colocou todas as fichas nos truques de câmara, na maquilhagem, nas próteses e na stop-motion, reservando os (poucos) efeitos especiais para os momentos em que são efectivamente necessários. Como resultado, os monstros são de facto monstruosos, as cenas mais cómicas de Evil Dead 2 nunca deixam de ser vagamente creepy e o famigerado Army of Darkness é um vasto e espectacular exército de esqueletos stop-motion. Do ponto de vista visual, ambos os filmes constituem uma obra única, fruto da enorme criatividade de Sam Raimi e do talento slapstick de Bruce Campbell.

Evil Dead 2 e Army of Darkness alcançaram um estatuto de culto ao longo dos anos, e estão hoje firmemente ancorados na cultura popular. Alguns dos seus momentos, como a cena da mão no segundo filme, são a todos os níveis icónicos inesquecíveis. O legado de ambos os filmes é vasto, e muitas das suas cenas foram referidas e parodiadas em muitos outros trabalhos em vários meios. Duke Nukem, uma das personagens mais icónicas dos videojogos da década de 90, é uma mistura dos heróis musculados do cinema de acção com Ash Williams ("Groovy!"), e até os autores de Mass Effect não resistiram a aproveitar os métodos muito peculiares de Ash para lidar com palavras mágicas num momento tão surpreendente como hilariante do jogo. É certo que Evil Dead 2 e Army of Darkness podem causar mais gargalhadas do que sustos, mas sejamos francos - em ambos os casos, isso está muito longe de ser um problema. 8.5/10 // 8.0/10

Evil Dead 2 (1987)
Realizado por Sam Raimi
Com Bruce Campbell, Sarah Berry, Danny Hicks, Kassie Wesley, Denise Bixler e Ted Raimi
84 minutos

Army of Darkness (1992)
Realizado por Sam Raimi
Com Bruce Campbell, Embeth Davidtz, Marcus Gilbert, Ian Ambercrombie, Richard Groove e Ted Raimi
81 minutos

22 de outubro de 2012

Sugestões de leitura

No The Verge, recorda-se Douglas Adams e Dirk Gently's Holistic Detective Agency, livro que faz parte da minha "to buy-list" desde que li The Hitchhiker's Guide to the Galaxy há quatro ou cinco anos. Pela descrição, parece tão hilariante como o clássico de comédia FC. 

No io9, entrevista com Bruce Campbell, o único e inigualável dos lendários filmes da série Evil Dead de Sam Raimi. A entrevista é sobre o remake que está a ser produzido, e que estreará para o ano. É sempre um prazer ler/ouvir Campbell (como é sempre um prazer rever Evil Dead 2 e Evil Dead 3: Army of Darkness), mas deste lado mantém-se o cepticismo: Evil Dead sem Campbell não é Evil Dead.

Na BBC News (ignorem a data de publicação, por favor), um artigo muito interessante a propósito dos 30 anos de Blade Runner e dos dez anos de Minority Report: Blade Runner: Which Predictions Have Come True? Ambos os filmes - baseados em obras de Philip K. Dick - se situam em futuros relativamente próximos que mostram um certo grau de previsão. Quais dessas previsões bateram certo? (Nota: ainda temos cinco anos para desenvolver os hovercars do Blade Runner).