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3 de julho de 2014

This happening world (18)

Shadows Beneath é o título da antologia de ficção do podcast premiado "Writing Excuses", de Brandon Sanderson, Dan Wells, Mary Robinette Kowal e Howard Tayler. O podcast, como se sabe, é dedicado aos vários aspectos de escrita criativa de ficção fantástica; e a sua antologia, como não podia deixar de ser, reflecte essa vertente, contendo um conto de cada um dos autores acompanhado do rascunho original,de vários comentários críticos que o levaram daquela versão inicial à versão final que o leitor pode ler, e muitas outras informações. É um conceito sem dúvida muito interessante, que Brandon Sanderson explica com maior detalhe na sua página pessoal, e onde são ainda apresentados os contos de cada autor: I.E.Demon, de Dan Wells, A Fire in the Heavens, de Mary Robinette Kowal, An Honest Death, de Howard Tayler, e Sixth of the Dusk, de Brandon Sanderson. 

How does a 'terrible' movie make $300 million in three days? A pergunta é de Ben Kuchera e de Chris Plante no Polygon, e refere-se, como é evidente, a Transformers: Age of Extinction, a mais recente entrada da franchise multimilionária de Michael Bay. Os números falam por si: no fim-de-semana de estreia, Age of Extinction arrecadou 100 milhões de dólares na bilheteira norte-americana e 200 milhões em 37 mercados internacionais - merecendo destaque o chinês, responsável por 92 milhões de dólares. E isto, recorde-se, foi apenas o primeiro fim-de-semana de exibição. A análise de Kuchera e de Plante revela-se especialmente pertinente na referência ao abismo entre crítica e bilheteira e nos vários elementos que têm contribuído para que Bay continue a somar sucessos com esta série. 

Na Kirkus Reviews, Andrew Liptak (do SF Signal) dedica a sua coluna semanal a Larry Niven e ao seu universo ficcional Known Space, desenvolvido originalmente com contos publicados em revistas e antologias, mais tarde compilados em colectâneas, e por fim partilhado com outros autores. Liptak traça o percurso de Niven ao longo das histórias que foi publicando nos anos 60 sobretudo nas revistas editadas por Frederik Pohl, e dá, como não podia deixar de ser, grande destaque a Ringworld - um clássico incontornável da hard science fiction e porventura o mais célebre livro da vasta bibliografia de Niven.

Quão assustador é Alien: Isolation? Um grupo de jornalistas, editores e apresentadores do IGN teve acesso a uma demonstração do jogo em desenvolvimento pela The Creative Assembly - e o resultado foi apresentado num vídeo que mostra um jogo atmosférico e tenso (ver abaixo). Entretanto, Will Dunn da Stuff testou o jogo na consola e no Oculus Rift, e compara ambas as experiências. 

30 de abril de 2013

Larry Niven (1938 - )

Falar em Larry Niven talvez traga à memória dos leitores de ficção científica vastos mundos anelares construídos a envolver a órbita de uma estrela. Em Ringworld (1970), os seus protagonistas - uma invulgar tripulação de humanos e alienígenas - visitaram um desses mundos, numa aventura com uma escala prodigiosa e um rigor científico notável (ainda que não tenha sido suficiente para evitar um erro que se tornou numa piada). Vencedor dos prémios Hugo, Nébula e Locus, Ringworld teve continuidade nas sequelas The Ringworld Engineers (1979), The Ringworld Throne (1996) e Ringworld's Children (2004), e tornou-se numa parte do vasto Known Space, o universo literário iniciado em 1966 com o livro World of Ptavvs e desde então explorado em muitas outras obras, e mesmo com (e por) vários outros autores. 

Ainda na bibliografia de ficção científica de Larry Niven merece destaque a parceria de longa data feita com Jerry Pournelle, com quem publicou The Mote in God's Eye (1974), Inferno (1976), Lucifer's Hammer (1978), e muitos outros. Mas o legado de Larry Niven não se resume à ficção científica. No conto The Magic Goes Away (1976, alargado para uma novela em 1978), Larry Niven descreveu um mundo de fantasia no qual a magia - ou mana, como ele a define - é um recurso não renovável associado às terras. Um conceito bastante simples, inovador para o género, inspirado nas crises energéticas da época - Niven estaria longe de imaginar que o seu conceito de mana tornar-se-ia numa convenção quase incontornável da fantasia interactiva que, anos mais tarde, surgiria em inúmeros jogos de vídeo ou de cartas coleccionáveis. O conceito de mana como Niven o definiu é uma das fundações de Magic: the Gathering, um dos mais populares jogos de cartas do mundo; e talvez os jogadores veteranos se lembrem de um artefacto muito antigo (e perigoso) intitulado "Nevinyrral's Disk" - uma homenagem evidente ao autor, numa carta alusiva ao Warlock.

Este universo foi explorado em vários outros contos, compilados numa antologia homónima, e nos livros The Burning City (2000) e Burning Tower (2005), escritos também com Pournelle.

Laurence van Cott Niven - conhecido como Larry Niven - nasceu em Los Angeles, na Califórnia, a 30 de Abril de 1938. Celebra hoje o seu 75º aniversário.

11 de abril de 2013

Childhood's End e Ringworld adaptados para mini-séries televisivas pelo SyFy Channel

Após anos a produzir séries medíocres, adaptações pouca qualidade para o seu potencial e filmes do calibre de Mega Python vs. Gatoroid e Arachnoquake , o SyFy Channel dá indícios de querer regressar às suas raízes e voltar a produzir e transmitir ficção científica de qualidade. Daqui a dias estreará nos Estados Unidos Defiance, a nova e promissora aposta do canal; The Man in the High Castle, a adaptação do clássico de Philip K. Dick para mini-série, também está a avançar; e, ao que parece, já se encontra em produção Helix, série criada por Ronald D. Moore, produtor do (bem sucedido) remake de Battlestar Galactica

Mas há mais novidades - e estas ainda mais interessantes. De acordo com a Entertainment Weeklydois clássicos da ficção científica literária estão a ser adaptados para mini-séries: Ringworld, de Larry Niven, e Childhood's End, de Arthur C. Clarke. A primeira será uma produção de Michael Perry (Paranormal Activity 2, The River) e deverá ser uma mini-série de quatro horas - com quatro ou cinco episódios, certamente. Já Childhood's End contará com Michael DeLuca (The Mask, Blade, The Social Network) como produtor executivo.

Para além destas produções, o SyFy anunciou ainda vários outros projectos de ficção científica, conforme revela o portal The Hollywood Reporter.


15 de março de 2013

Ringworld, ou o fascínio da (quase) impossibilidade conceptual

Vencedor do Prémio Hugo na categoria de "Best Novel" em 1970, e dos prémios Nébula e Locus na mesma categoria em 1971: isto, por si só, é uma excelente apresentação para Ringworld, de Larry Niven. um clássico intemporal da hard science fiction. Mas Ringworld é muito mais do que os prémios que (com toda a justiça) recebeu: é um livro extraordinário, com um rigor impressionante, e repleto do tal sense of wonder que torna a ficção científica num género singular e fascinante. 

Ringworld é também a definição quase perfeita de narrativa sobre um big dumb object - para todos os efeitos, será difícil encontrar muito maior na ficção científica. Muito maior do que o fascinante objecto "Rama" de Arthur C. Clarke, o "Ringworld" será porventura mais fácil de conceptualizar de um ponto de vista visual - mas incomparavelmente mais complexo de conceber devido às suas dimensões colossais: um vasto anel de metal, com um milhão de milhas de largura e uma circunferência de cerca de 600 milhões de milhas, de aparência inspirada numa esfera de Dyson, fechado em órbita sobre uma estrela (um sol); na sua superfície interior, um mundo inteiro: oceanos, continentes, montanhas, uma atmosfera retida pelas cadeias de montanhas que delimitam a superfície do anel do espaço exterior, padrões climatéricos. Fauna e flora impossíveis (por um motivo surpreendente). Civilização? Isso é o que o leitor irá descobrir com uma tripulação curiosa (em ambos os sentidos). 

A narrativa começa com a apresentação de Louis Wu, no dia em que celebra o seu 200º aniversário - numa passagem que se revela interessante não só para introduzir o protagonista, mas também para caracterizar a Terra futurista em que vive (na qual um intrincado sistema de teletransporte tornou todo o mundo numa vasta metrópole). E também, claro, para apresentar Nessus, um alienígena de uma raça estranha e enigmática conhecida como "Parson's Puppeteers", chegado à Terra para juntar uma tripulação que o acompanhe numa missão perigosa. Louis junta-se à tripulação, com a sua amante Teela Brown (que embarca na aventura por um motivo muito curioso) e Speaker-To-Animals, um embaixador Kzin, uma raça alienígena de aparência felina que, muitos anos antes, travou uma guerra de larga escala com a Humanidade. É através destas personagens, e das suas fascinantes interacções ao longo de um enredo com alguns twists inesperados, que ficamos a conhecer o detalhado universo de Niven: do estranho e extraordinário mundo de Nessus ao impossível "Ringworld".

E é na caracterização e conceptualização do "Ringworld" que reside a grande força do livro. Muitos leitores consideram aquele mundo como uma personagem adicional, e a interpretação tem mérito: tal como "Rama" no fabuloso livro de Clarke, também aqui o "Ringworld" tem uma presença própria e única - e é apresentada com um rigor impressionante por parte de Larry Niven, que descreve com pormenor aquela forma improvável, com tudo o que ela à primeira vista contém - deixando espaço para muitas perguntas, que podem ou não ser respondidas na narrativa. Uma lição de matemática e de física, quase - a mim, fascinou-me o detalhe com que Niven procurou desenvolver cada aspecto daquele mundo à medida que as personagens o vão explorando - e se vão explorando a elas mesmas e ao universo que partilham, e que não é bem aquilo que cada uma delas pensava ser.

À data da sua publicação, Ringworld incluia alguns erros que foram corrigidos em edições subsequentes - mas que não deixaram de causar alguns episódios caricatos na época. A viagem de Louis Wu pela Terra tinha um pequeno problema de direcção que escapou a Niven, e que gerou alguma pândega entre os fãs (ao ponto de, na sequela The Ringworld Engineers, o autor se referir na dedicatória aos erros da edição original do primeiro livro). Muitos leitores dedicaram-se ao estudo daquele mundo e apontaram-lhe vários erros estruturais, resolvidos nas sequelas. Estes erros, hoje, são um mero detalhe histórico: Ringworld conquistou o seu lugar na ficção científica, e é a todos os níveis uma obra fascinante, com uma aventura ritmada e intrigante repleta de conceitos prodigiosos. Não é prodigiosa do ponto de vista escrito, nem inclui qualquer rasgo narrativo na sua estrutura - mas de um ponto de vista conceptual é impressionante, um feito de imaginação passado para o papel. Para quem gostar da ficção científica dedicada aos bing dumb objects - e, acima de tudo, quem quiser descobrir o célebre sense of wonder que tão bem define uma parte do género -, será sem dúvida leitura mais do que recomendada. 

3 de março de 2013

Citação fantástica (56)

One mark of a good officer, he remembered, was the ability to make quick decisions. If they happened to be right, so much the better.

Larry Niven, Ringworld (1970)

10 de fevereiro de 2013

Citação fantástica (53)

The gods do not protect fools. Fools are protected by more capable fools.

Larry Niven, Ringworld (1970)