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19 de janeiro de 2014

Citação fantástica (103)

Pain and darkness have been our lot since the Fall of Man. But there must be some hope that we can rise to a higher level... that consciousness can evolve to a plane more benevolent than its counterpoint of a universe hardwired to indifference.

Dan Simmons, The Fall of Hyperion (1990)

24 de novembro de 2013

Citação fantástica (94)

It occurs to me that our survival may depend upon our talking to one another.

Dan Simmons, Hyperion (1989)

10 de julho de 2013

Que livros de fantasia e ficção científica dariam um bom videojogo?

O fantástico tem sido um terreno fértil para a construção de narrativas que se expandem por vários formatos - de filmes que dão origem a livros a obras literárias que se vêem adaptadas ao grande ecrã (e ao pequeno também), com os muito afamados (e difamados) tie-ins e as novelizações de maior ou menor sucesso. O universo dos videojogos não é excepção, sobretudo à medida que as narrativas do formato se tornam cada vez mais centrais ao desenvolvimento de novos títulos - basta ver os elogios recolhidos por jogos como The Walking Dead, The Last of Us, Bioshock, Heavy Rain - em muitos casos, devido às histórias que contam e à forma como as desenvolvem de forma interactiva. É frequente encontrarmos livros dos universos ficcionais desenvolvidos em alguns jogos - Halo, Assassin's Creed, Starcraft, Warcraft e Mass Effect serão apenas alguns exemplos de videojogos de grande sucesso cujas histórias e as personagens passaram dos pixels para as páginas. 

Mas o contrário também acontece: nos anos 90, o célebre conto I Have No Mouth, and I Must Scream, de Harlan Ellison, foi adaptado para videojogo em colaboração com o próprio autor; e, mais recentemente, o universo ficcional de dark fantasy do polaco Andrzej Sapkowski serviu de base para uma das mais populares séries de jogos de role-play dos últimos anos: The Witcher. No SF Signal perguntou-se a vários escritores, criadores de jogos e críticos que obras literárias de fantasia e ficção científica dariam universos interactivos interessantes; as respostas são variadas e podem ser consultadas aqui. E as minhas duas sugestões:

A primeira, óbvia (e não mencionada nas respostas do artigo original): Hyperion, de Dan Simmons. Não há volta a dar: o vasto universo criado por Simmons com profecias, cultos tenebrosos, planetas tão diversos como estranhos, treeships, inteligências artificiais com agendas próprias dariam um ambiente formidável para um jogo de aventura ou de role-play ambicioso. Quem tiver, como eu, jogado Resident Evil 3: Nemesis lembrar-se-á decerto do terror que era circular por os espaços claustrofóbicos de uma Raccoon City devastada com o temível 'Nemesis' no encalço do jogador (com aquela música a acompanhar). Imagine-se então isso com o Shrike nos túneis sobre Hyperion, ou nas Time-Tombs. Pois.

O segundo, talvez menos óbvio: Lord of Light, de Roger Zelazny. Também para um formato role-play, claro - o universo criado por Zelazny com uma mistura exótica e fascinante entre fantasia e ficção científica, divindades indianas e tecnologia tão sofisticada que não se distingue da magia (pun intended) serviria certamente de fundação para vários cenários distintos, criaturas prodigiosas e uma narrativa intrincada entre os céus e a terra. Fazer level up a Sam até ele se tornar no Lord of Light? Este eu compraria no dia de lançamento.

Fonte: SF Signal

4 de abril de 2013

Dan Simmons (1948 - )

Foi em 1982 nas páginas da revista Twilight Zone Magazine que Dan Simmons viu publicado o seu primeiro conto, intitulado The River Styx Runs Upstream - quatro anos volvidos após a sua escrita, e após receber a atenção e a crítica de Harlan Ellison e Ed Bryant num workshop de escritores em 1981. A partir daí, publicou contos em várias revistas, como a Omni ou a Asimov's - mas cedo se notabilizaria no campo da ficção mais longa. O seu primeiro livro, The Song of Kali, foi publicado em 1985 e distinguido com o World Fantasy Award; Carrion Comfort, de 1989, valeu-lhe o Bram Stoker Award e o British Fantasy Award. 

Mas foi com Hyperion, de 1989, que se consagrou como autor, vencendo o prémio Hugo em 1990 e dando início a uma fascinante space opera literária que estenderia por três outros livros - The Fall of Hyperion (1990), Endymion (1996) e The Rise of Endymion (1997). No universo singular de Hyperion Cantos, escreveu também a novela Orphans of the Helix, publicada em 1999 na antologia Far Horizons, editada por Robert Silverberg.

Para além de escrever histórias nos vários géneros do Fantástico - e de as misturar com frequência nos seus livros, como se viu em Hyperion - Simmons dedica-se também a narrativas mainstream, à ficção histórica e a ficção hardboiled

Nascido em Peoria, Illinois (EUA) em 1948, Dan Simmons celebra hoje o seu 65º aniversário.


25 de novembro de 2012

Citação fantástica (42)

Words bend our thinking to infinite paths of self-delusion, and the fact that we spend most of our mental lives in brain mansions built of words means that we lack the objectivity necessary to see the terrible distortion of reality which language brings.

Dan Simmons, Hyperion (1989)

21 de maio de 2012

Julgar o livro pela capa (1)

Hyperion (1990), Dan Simmons 

Muito a propósito, estou neste momento a ler (bom, não exactamente neste momento) Hyperion, de Dan Simmons. Infelizmente, a capa que coloquei ali ao lado - e que aqui reproduzo - não é a da minha edição. Esta, de acordo com este blogue, pertence à nova edição polaca de Hyperion que comemora o vigésimo aniversário da obra. Não consegui descobrir quem foi o autor desta espantosa - e vagamente arrepiaste - ilustração, mas a verdade é que o ilustrador conseguiu, numa imagem formidável, mostrar a premissa da narrativa no entanto a denunciar: os sete peregrinos (as sombras), que na iminência de uma guerra viajam até ao planeta Hyperion para encontrarem a misteriosa e letal criatura Shrike (no centro do motivo principal). Diria que tudo nesta capa está perfeito: as cores, o contraste entre os tons quentes do fundo e o negro das sombras dos peregrinos e de Shrike, até a fonte. Não é que Hyperion tenha tido más capas - mas esta é absolutamente extraordinária.