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7 de agosto de 2014

SyFy Channel vai adaptar Old Man's War de John Scalzi para série televisiva

Após anos de filmes de série B- (que, surpreendentemente, se tornaram num fenómeno de culto nos últimos tempos), de séries de interesse moderado e de uma programação no mínimo errática, o SyFy Channel parece querer emendar a mão e regressar à produção de ficção científica com um módico de qualidade - e está à procura dessa qualidade na literatura do género*. Old Man's War, de John Scalzi, será um dos próximos projectos do canal, e de acordo com Scalzi (que será produtor executivo da série), se tudo correr bem esta adaptação poderá estrear algures em 2016. Intitulada Ghost Brigades, pegando no título da sequela a Old Man's War, a série será desenvolvida a partir de elementos dos vários livros.

Ghost Brigades junta-se assim ao projecto de adaptar a série Expanse, de James S. A. Corey, para televisão - e aos projectos já mais avançados de 12 Monkeys, Ascension e Dominion.  

Fontes: Tor / Whatever

* Não deixa de ser curioso que entretanto o SyFy tenha deixado cair a adaptação de The Man in the High Castle, entretanto repescado pela Amazon).

2 de julho de 2014

American Gods: Adaptação televisiva vai avançar na Starz

Ao que parece, a adaptação televisiva de American Gods não deverá ficar em águas de bacalhau depois de a HBO ter abandonado o projecto - a Starz anunciou ontem ir avançar com a adaptação do romance premiado de Neil Gaiman, com Michael Green (produtor executivo de Heroes) a assumir a função de showrunner e com Bryan Fuller (criador de Pushing Daisies e Hannibal) e o próprio Neil Gaiman como produtores. Green e Fuller vão ainda escrever o argumento para o episódio piloto. 

Para já, tudo o que se sabe deste projecto é aquilo que a Starz divulgou no seu comunicado de imprensa (onde merecerá talvez destaque o voto de confiança de Gaiman) - não se sabe se o projecto terá várias temporadas e se estenderá também a uma sequela ainda por publicar, como era o plano da HBO, ou se os novos produtores tencionam fazer algo diferente. De qualquer forma,a ressurreição deste projecto é uma excelente notícia, e uma oportunidade única para adaptar um dos melhores romances de fantasia da última década para o pequeno ecrã. 

Fontes: io9 / Tor.com / ComingSoon

4 de junho de 2014

This happening world (14)

Será a série Mad Men ficção científica? A proposta poderá à primeira vista parecer arrojada (para não dizer disparatada), mas Nathan Mattise, do Ars Technica, explica neste artigo intrigante por que motivos podemos ver o drama de época criado por Matthew Weiner como ficção científica - e a sua análise baseia-se tanto nas múltiplas referências encontradas ao longo das sete temporadas da série como na própria personalidade e na evolução do protagonista, o já célebre Don Draper interpretado por Jon Hamm. 

Na Amazing Stories, Steve Fahnestalk continua a sua exploração dos "juveniles" de Robert A. Heinlein - e desta vez, para além da referência aos elementos mais datados de alguns desses livros, entra no território das visões políticas e sociais de Heinlein, e da validade ou pertinência de quaisquer extrapolações simplistas levantadas a partir das suas personagens. E fala, de raspão, da bibliografia em dois volumes escrita por William Patterson, e que será decerto uma leitura fascinante para os apreciadores de Heinlein.

Estreia de Jupiter Ascending adiada de Julho de 2014 para Fevereiro de 2015 - o que não augura de bom para a space opera de Andy e Lana Wachowsky. A razão oficial para esse adiamento é a necessidade de mais tempo para trabalhar nos efeitos especiais; mas dada a passagem do filme do Verão, época alta também para as grandes estreias, para o período mais ou menos morto de Inverno, traz nas entrelinhas uma enorme falta de confiança da Warner Bros. no projecto. (via io9)

Enquanto Star Citizen conhece alguns atrasos, Elite: Dangerous avança para a fase beta. O massively multiplayer online space simulator de Chris Roberts, que até esta data já angariou mais de 44 milhões de dólares em crowdfunding, adiou uma vez mais o lançamento do módulo de dogfighting para "eliminar alguns bugs" - pelo que os apoiantes do projecto ainda terão de esperar mais um pouco para finalmente testar o combate espacial em Star Citizen. Entretanto, o desenvolvimento de Elite: Dangerous, o MMO space sim de David Braben (também financiado por crowdfunding, ainda que longe dos patamares de Star Citizen) continua a avançar a bom ritmo, e já está disponível acesso a uma fase beta "premium". (via Ars Technica)

A icónica sequência de abertura de Ghost in the Shell foi recriada em live action por uma equipa de 30 artistas digitais, num tributo em nada relacionado com a adaptação cinematográfica da Dreamworks. O vídeo completo ainda não está disponível; mas no io9 é possível ver alguns stills

12 de maio de 2014

Constantine: Primeiro trailer para a série televisiva da NBC

Foi divulgado o primeiro trailer para Constantine, a adaptação da banda desenhada Hellblazer para série televisiva pela NBC. O actor galês Matt Ryan interpretará o protagonista, John Constantine, o célebre detective do oculto britânico criado por Alan Moore, Steve Bissette e John Totleben ainda nas páginas de The Swamp Thing, antes de receber o seu próprio título na DC - Hellblazer viria a tornar-se numa das séries mais longas e populares da linha Vertigo. A avaliar pelas imagens, a série parece procurar um equilíbrio curioso entre o horror, o mistério e o humor - uma mistura não propriamente original na televisão contemporânea, mas que poderá funcionar bastante bem.

Constantine tem estreia prevista para o Outono. Abaixo, o trailer.


Fonte: The Verge

3 de maio de 2014

O som e a fúria (23)

E hoje entramos no jazz por via de uma das melhores séries televisivas que acompanhei, animadas ou em live action: Cowboy Bebop, de Shinichiro Watanabe. Quando aqui falei da série, destaquei a sua magnífica banda sonora como um dos seus elementos mais icónicos - não será talvez exagerado afirmar que acabam por ser as composições de jazz de Yoko Kano e da banda Seatbelts que marcam o ritmo de Cowboy Bebop e lhe conferem o seu estilo único, unindo os seus vários elementos díspares e as suas influências da ficção científica ao western num todo tão coeso e memorável. E isso nota-se desde logo no genérico - intenso, ritmado, e irresistível. Aqui fica, sem imagem mas na sua versão completa, Tank!.

16 de abril de 2014

Adaptações, reimaginações e remakes: o eterno retorno da ficção científica audiovisal

As últimas semanas têm sido invulgarmente ricas no que diz respeito a novidades na ficção científica audiovisual - leia-se televisão e cinema no contexto deste artigo. A mais interessante será talvez a adaptação da space opera literária Expanse, de James S. A. Corey (pseudónimo dos autores Daniel Abraham e Ty Franck), para televisão, pela mão do SyFy Channel - com o projecto a ser descrito como Game of Thrones in space. Uma adaptação promissora, sem dúvida - diz quem já leu que Leviathan Wakes, Caliban's War e Abbadon's Gate compõem uma excelente space opera moderna, e há uma falta crónica de naves espaciais na ficção científica televisiva contemporânea. É certo que o entusiasmo arrefece um pouco quando o SyFy Channel entra na equação - longe vão os tempos, afinal, em que o canal se dedicava a ficção científica de qualidade, e se revelava capaz de comissionar uma space opera genuinamente boa (falo das duas primeiras temporadas de Battlestar Galactica, claro). Daí para cá, a fasquia qualitativa do canal tem sido, passe o eufemismo, errática - como a grande aposta do ano passado, Defiance, pode atestar (um projecto com enorme potencial desperdiçado numa série que, não sendo , raras vezes conseguiu elevar-se acima do razoável na primeira temporada).

Mas se a adaptação de Expanse se revela promissora, já os restantes projectos na calha parecem demasiado derivativos - e, diria mesmo, desnecessários. Também pela mão do SyFy Channel, o filme 12 Monkeys de Terry Gilliam será adaptado para uma série televisiva de doze episódios - ainda que na terminologia oficial, a adaptação seja a La Jetée, de Chris Marker. É difícil imaginar o que poderá uma série televisiva acrescentar à premissa que Marker trabalhou de forma tão invulgar como extraordinária, e que Gilliam reinventou no seu estilo inconfundível, naquele que foi um dos melhores filmes de ficção científica dos anos 90 - e para contar de novo a história do homem do futuro pós-apocalíptico enviado para o passado para descobrir o que aconteceu e morrer diante os seus olhos em criança, as duas versões que já existem são mais do que suficientes. 

O mesmo se poderá dizer da adaptação para série de The Truman Show, desta vez pela Paramount. O filme escrito por Andrew Niccol e realizado por Peter Weir em 1998 tornou-se um clássico do género pela antecipação satírica que fez à evolução da indústria do entretenimento televisivo no novo milénio - e os desempenhos de Jim Carrey e Ed Harris elevaram de forma assinalável uma premissa extraordinária e muito bem construída. Numa época em que a televisão já se encontra rendida ao conceito de reality TV, recuperar a ideia metaficcional que animou The Truman Show será similar a chover no molhado - a menos que se encontre uma forma original e, acima de tudo, pertinente de o fazer. 

Aqui chegados, o que dizer do projecto da Universal de fazer um remake em filme a Battlestar Galactica? A série original de Glen A. Larson, de 1978, já foi reinventada por Ronald D. Moore em 2004 - e actualizada para o seu tempo, reflectindo o clima da war on terror de do antagonismo cultural que emergiu do 11 de Setembro. Mas todo esse contexto, ainda que recente e não completamente desactualizado, já foi explorado - tal como o tema da oposição entre Humanidade e Inteligência Artificial, mesmo num contexto de space opera. No vasto legado da ficção científica literária - em romance ou nas várias formas de ficção curta - decerto se poderiam encontrar histórias de viagens no tempo, distopias mediáticas e space operas passíveis de serem adaptadas para televisão (ou mesmo para o cinema, ainda que aqui o panorama não seja tão desolador - como se pode ver pelas estreias previstas para os próximos meses), sem ser necessário recorrer a premissas e narrativas que todos já vimos várias vezes. Enfim, poderia ser pior - considerando o que se passa (ou o que não passa) na televisão dos dias que correm, ficção científica derivativa acaba por ser melhor do que nenhuma ficção científica. Mas não deixa de ser de lamentar que, destes quatro projectos, apenas um se proponha a fazer uma adaptação nova e com um módico de originalidade, com potencial para trazer algo de novo à ficção científica audiovisual (se o fará ou não é outra conversa). 

Fontes: io9 / The Verge

14 de abril de 2014

This happening world (9)

No sempre excelente Intergalactic Robot, o Artur Coelho resume o que foi o "Ateliê Utópico" por si preparado para o Utopias 2014, um encontro educativo destinado a professores. O resumo, enfim, é pouco resumido e ainda bem: o seu workshop dedicado à ficção científica devia ser regular e aberto a todos, pela lição que é sobre as origens e os objectivos da ficção científica literária - e por que motivo é tão divertido lê-la. Com bibliografia incluída, para os mais interessados. A ler no Intergalactic Robot.

No seu blogue pessoal, George R. R. Martin faz um ponto de situação das histórias de Dunk & Egg, que acompanham Ser Duncan the Tall e Aegon "Egg" Targaryen nas suas deambulações por Westeros nove décadas antes dos acontecimentos de A Game of Thrones. Os três primeiros contos serão compilados numa antologia (já se sabia) com ilustrações de Gary Gianni; e a escrita de outros contos, como The She-Wolves of Winterfell (título provisório), está adiada para depois do lançamento de The Winds of Winter (via Not a Blog).

Em Boston, Chris Roberts revelou finalmente o dogfighting module de Star Citizen, o muito aguardado space simulator que recupera o legado de videojogos clássicos como Wing Commander e Freelancer e que, até ao momento, arrecadou a módica quantia de 42 milhões de dólares em várias campanhas de crowdfunding. E é possível ver quão realista parece todo o sistema de jogo - até é possível o piloto da nave desmaiar por aceleração excessiva. E, claro, a componente visual e gráfica, que é absolutamente espantosa. A ver no Polygon e no GameFront.

Já foi revelado um trailer para a segunda temporada de Defiance, a série western-science fiction que o SyFy Channel estreou no ano passado. Pode ser que nesta segunda temporada venha a explorar um pouco melhor o enorme potencial da sua premissa (via io9).

Começaram na semana passada os previews a Journey Into Nyx, a próxima expansão de Magic: the Gathering e o terceiro capítulo do bloco de Theros - com novos deuses, uma nova versão de um dos planeswalkers clássicos (Ajani Goldmane) e mais algumas novidades muito interessantes. Em termos narrativos, Ajani chega a Theros para ajudar Elspeth Tirel, caída em desgraça após a ascensão de Xenagos, a enfrentar o planeswalker tornado deus e a repor alguma justiça entre os céus e a terra daquele mundo. Esta semana dedicarei algum tempo ao tema; para já, aqui fica o trailer da nova expansão (via Daily MTG).

20 de março de 2014

This happening world (7)

No Tor.com, um artigo interessantíssimo de Grady Hendrix sobre aquele que terá talvez sido o maior filme de ficção científica nunca realizado, e cuja história - cujo mito - regressou recentemente à ribalta a propósito de um documentário de Frank Pavich. Falo da adaptação do clássico de Frank Herbert, Dune, pelo chileno Alejandro Jodorowsky. Hendrix traça um resumo fascinante sobre a atribulada odisseia que foi a pré-produção milionária deste filme, na qual participaram algumas personalidades que se viriam a revelar extremamente influentes na ficção científica dos anos que se seguiriam, como Dan O'Bannon, H. R. Giger e Moebius. Para o bem ou para o mal, o filme nunca passaria da fatídica pré-produção; e seria David Lynch quem acabaria por, em 1984, transportar a história - ou parte dela - de Frank Herbert para o grande ecrã. 

Christopher Tolkien continua a dar a conhecer alguns dos trabalhos que o seu pai deixou por publicar - e em Maio próximo será editado pela Harper & Collins a tradução de Tolkien de Beowulf, o poema anglo-saxónico clássico do século XI. Intitulada Beowulf: A Translation and a Commentary, esta edição inclui a tradução de Tolkien, que já conta 90 anos, várias palestras que Tolkien deu na Universidade de Oxford sobre o poema (que ele mesmo resgatou da semi-obscuridade) e o conto original Sellic Spell

Disney prepara sequela a The Incredibles. A esta altura do campeonato, a Disney apenas surpreende pela demora: com dois Óscares da Academia e um box office global de mais de 600 milhões de dólares, o filme escrito e realizado por Brad Bird em 2004 foi um sucesso tanto crítico como comercial. Aparentemente, o preço a pagar será... mais uma sequela a Cars

A quarta temporada de Game of Thrones tem mais um trailer. A estreia portuguesa, essa, está prevista para 8 de Abril.



Fontes: Tor.com / The Guardian / io9

11 de março de 2014

Gateway, de Frederik Pohl, será adaptado para televisão

A confirmar-se, esta poderá ser uma das grandes notícias da ficção científica em 2014: Gateway, o romance clássico de Frederik Pohl que conquistou os prémios Hugo, Nebula, Locus e John W. Campbell Memorial na categoria de "Best Novel" entre 1977 e 1978, será adaptado para uma série televisiva. De acordo com o io9 (via Deadline), os direitos de adaptação foram adquiridos pela Entertainment One Television (The Walking Dead) e pela De Laurentiis Co. (Hannibal); e, de momento, as produtoras estarão a seleccionar os argumentistas que transportarão esta fascinante história de Pohl para o pequeno ecrã.

Publicado originalmente em várias partes na revista Galaxy, Gateway situa-se num futuro distópico com uma Terra sobrepovoada, na qual muita gente trabalha em condições miseráveis para poupar o suficiente para comprar um bilhete de ida para "Gateway": uma estação espacial alienígena construída num asteróide próximo do nosso planeta, e repleta de naves interestelares aparentemente funcionais. Quem vai tentar a sorte em "Gateway" torna-se prospector: embarca numa das naves para o seu destino pré-configurado (e inalterável), e parte rumo ao desconhecido. Apenas um terço das naves regressa; nem todas as tripulações, porém, o fazem com vida. A história centra-se em Robinette "Bob" Broadhead, um prospector que fez fortuna numa expedição e que, no presente narrativo, vive entre a elite nova-iorquina. Para além da fortuna, porém, trouxe também um trauma profundo; e é ao longo das suas sessões psiquiátricas que a verdadeira história da sua estadia no asteróide e da expedição em que participou emerge, de forma tão espantosa como aterradora. 

Que Gateway tem muito potencial para dar origem a um excelente drama de ficção científica, disso não há dúvida. Resta saber como será adaptado. 

Fontes: io9 / Deadline

BBC América explora The Real History of Science Fiction

Se na televisão contemporânea fazem falta mais séries de ficção científica, que dizer de séries sobre ficção científica? Não deixa de ser curioso notar como um género tão popular e capaz de gerar fenómenos de culto tão persistentes acaba por ter uma produção documental bastante discreta. Na memória recente, houve a (excelente) mini-série de oito episódios Prophets of Science Fiction, produzida por Ridley Scott para o Discovery Channel*, e pouco mais. Mas há uma novidade neste campo: a BBC América anunciou ontem a estreia de uma mini-série intitulada The Real History of Science Fiction, com quatro episódios dedicados a quatro temas nucleares do género nos seus vários formatos: Robots, Space, Invasion e Time.

The Real History of Science Fiction terá Mark Gatiss (o Mycroft de Sherlock) como narrador, e pelos seus quatro episódios passará um rol de convidados tão diversificado como notável: escritores como Neil Gaiman, Kim Stanley Robinson, Ursula K. Le Guin e Brian Aldiss; realizadores como John Carpenter, John Landis e Ryan Johnson; produtores e argumentistas como Chris Carter, Ronald D. Moore e Steven Moffat; e actores que se tornaram ícones no género pelas suas personagens, como Keir Dullea, William Shatner, Nathan Fillion, Zoe Saldana, Richard Dreyfuss, David Tennant, Anthony Daniels, Christopher Lloyd, Rutger Hauer e Edward James Olmos, entre muitos outros. Olhando de relance para a lista de convidados, será talvez impossível não reparar como a ficção científica audiovisual parece ser predominante; no entanto, a presença de Gaiman e sobretudo Robinson, Le Guin e Aldiss deixam alguma esperança de que a literatura também venha a estar em destaque, e que seja mais do que uma mera nota de rodapé.

Fonte: Tor.com / BBC America

*Tenho a série completa de Prophets of Science Fiction gravada na box há dois anos - passou no Discovery - para escrever alguns artigos no blogue. Estará para breve. 

10 de março de 2014

Game of Thrones, temporada 4: Novo trailer

Foi hoje lançado um novo trailer para a quarta temporada de Game of Thrones, com estreia prevista para 2 Abril na HBO (em Portugal, no SyFy Channel, a estreia está prevista para 8 de Abril). A deixa inicial de Sansa Stark dá o mote perfeito para o que será esta nova sequência de dez episódios, no seguimento do massacre que ficou conhecido como o "Red Wedding". Mas talvez o ponto mais interessante deste novo trailer será mesmo a panorâmica fugaz sobre a cidade livre de Braavos, com o seu Titã em destaque, qual Colosso de Rodes - uma das personagens mais relevantes da trama irá descobrir esta cidade, e dar início a um percurso no mínimo peculiar.


Fonte: io9

17 de fevereiro de 2014

Game of Thrones, temporada 4: Novo trailer

Com Breaking Bad concluída, poucos regressos televisivos serão tão aguardados neste ano como o de Game of Thrones, a adaptação da série de fantasia épica de George R. R. Martin pela HBO, que já vai para a quarta temporada - e que deverá continuar a acompanhar as linhas narrativas do terceiro livro, A Storm of Swords, na sequência do "Red Wedding" que deixou os espectadores em choque no final da temporada passada (os leitores já sabiam o que esperar). A partir de Abril, poderemos ver o que passou da página para o pequeno ecrã, e o que ficou de fora (e, claro, o que foi acrescentado). 

10 de fevereiro de 2014

EVE Online e Redshirts podem trazer a space opera de volta para a televisão

Nos últimos dias, dois artigos distintos trouxeram augúrios interessantes sobre duas produções que, a confirmarem-se, poderão trazer a space opera de regresso à televisão (de onde tem estado afastada desde o final de Battlestar Galactica em 2009). O primeiro incide sobre o projecto de levar para o pequeno ecrã EVE Online, o popular jogo massively multiplayer online que, com mais de uma década de funcionamento e cerca de 500 mil jogadores activos, tem dado origem a boa intriga e a algumas das melhores batalhas espaciais da ficção científica recente. O artigo de Marc Graser na Variety descreve os objectivos da CCP Games, criadora de EVE, que está a recorrer à comunidade de jogadores para obter ideias que possam germinar numa narrativa original dentro do universo estabelecido pelo jogo, e à aposta (para breve) de algumas histórias em formato de banda desenhada.

A segunda produção será, aparentemente, a adaptação para uma mini-série televisiva de Redshirts, romance meta-ficcional do norte-americano John Scalzi que venceu o Prémio Hugo na categoria de"Best Novel" no ano passado. De acordo com o artigo de John DeNardo no SF Signal projecto está com o canal FX, e apesar de já ter alguns nomes a ele associados, ainda não tem data prevista para o início. Mas será sem dúvida interessante ver uma nova abordagem satírica a algumas ideias e convenções que séries televisivas clássicas como Star Trek popularizaram (e digo nova porque o próprio conceito de redshirt já foi parodiado no excelente Galaxy Quest através da personagem interpretada por Sam Rockwell)

Fontes: Variety / SF Signal

27 de janeiro de 2014

This happening world (2)

Adaptação live action de Ghost in the Shell deverá avançar com Rupert Sanders ao leme (realizador de Snow White and the Huntsman). Depois dos remakes e dos reboots, eis a próxima tendência de Hollywood - recontar com actores reais clássicos da animação japonesa. Poderia haver algum interesse numa readaptação da (excepcional) banda desenhada de Masamune Shirow, sobretudo em termos estéticos - o filme de Mamoru Oshii, afinal, aproximou-se mais de um visual inspirado em Blade Runner e por isso mais próximo das convenções estéticas do cyberpunk. Mas a verdade é que o filme de Oshii, estreado em 1995, continua a ser uma das melhores obras da ficção científica cinematográfica das últimas três décadas, e talvez a melhor entrada que o cyberpunk conheceu no cinema. Personagens como Motoko Kusanagi, Batou, Togusa e Aramaki já se tornaram tremendamente familiares - pelas bandas desenhadas, pelos filmes, pela superlativa série televisiva Stand Alone Complex; será difícil a algum actor ou actriz, por bons que sejam, encarnar tais personagens com um módico de credibilidade. Que tal projecto seja entregue a um realizador inexperiente só consegue sublinhar o carácter desnecessário da empreitada. (via io9)

Neill Blomkamp poderá estar de regresso ao universo de Halo para realizar o episódio piloto da série televisiva. Fã da franchise de first-person shooters da Microsoft, Blomkamp realizou várias curtas promocionais para Halo 3 em 2007 - antes de se distinguir com a excelente longa-metragem em estilo de documentário que se tornaria numa das melhores entradas da ficção científica cinematográfica da última década: District 9. Blomkamp também já esteve à frente do projecto, entretanto descartado, de levar Halo para o cinema; a oportunidade de regressar para a série televisiva é sem dúvida interessante, mesmo estando limitada, até ver, à Xbox One. (via Polygon)

A adaptação para série televisiva da trilogia The Strain, escrita por Guillermo Del Toro e Chuck Hogan, já tem um primeiro teaser (ver abaixo). A série será produzida pelo canal FX e recupera o tema dos vampiros, tão maltratado na literatura e no cinema ao longo dos últimos anos. (via io9)



O número cinco da International Speculative Fiction já se encontra disponível para download gratuito. Este número conta com ficção de Manuel Alves (Portugal), Thomas Olde Heuvelt (Holanda) e Francesco Verso (Itália), para além de artigos, notícias, críticas e entrevistas. (via Amazing Stories)

13 de janeiro de 2014

Game of Thrones: Trailer da quarta temporada

A terceira temporada de Game of Thrones acabou em nota alta, na sequência do polémico e brutal (ainda que um tanto ou quanto enfraquecido por algumas opções narrativas tomadas no contexto da adaptação) Red Wedding - e a quarta, com estreia marcada para 6 de Abril*, promete continuar a seguir as passagens de A Storm of Swords, o terceiro livro da série A Song of Ice of Fire de George R. R. Martin. O primeiro trailer foi divulgado hoje - e quem leu os livros decerto terá reconhecido vários momentos da história e várias personagens que serão introduzidas nesta nova temporada. Destas, destaca-se naturalmente Oberyn Martell, príncipe de Dorne e conhecido como Red Viper, num combate que, se for bem adaptado para o pequeno ecrã, será sem dúvida memorável. 

Abaixo, o trailer. 


*Data da estreia nos Estados Unidos. Tanto quanto sei, o SyFy Portugal ainda não anunciou data de estreia da quarta temporada em Portugal. 

8 de janeiro de 2014

Andy e Lana Wachowski juntam-se a J. Michael Straczynski para Sense8

Sense8 é o título da série televisiva que Andy e Lana Wachowski se encontram a desenvolver para a cadeia de streaming norte-americana Netflix, em conjunto com J. Michael Straczynski (criador de Babylon 5). De acordo com o portal TV Line (via io9), esta série de dez episódios terá oito personagens muito diferentes entre si espalhadas por vários locais do planeta, unidas por uma visão ou um sonho. Cada episódio terá uma localização diferente - São Francisco, Chicago, Cidade do México, Berlim, Reino Unido, Nairobi, Mumbai e Seoul -, seguindo a história individual da personagem ligada àquele local. E no seu encalço estão duas misteriosas entidades - uma delas quer reunir os oito sonhadores, e outra tenciona eliminá-los. 

A premissa, como se vê, é promissora - com a dispersão global a tornar possível construir uma série com uma estrutura narrativa muito própria e muito dinâmica. Até ao momento, pouco mais se sabe sobre este projecto - ainda não foram revelados detalhes do elenco, mas sabe-se que entre as personagens se poderá encontrar um actor mexicano de telenovelas homossexual (não assumido), uma party girl islandesa (o que indica que as localizações podem não corresponder à nacionalidade das personagens), uma executiva coreana, um hacker alemão, um condutor de autocarros africano e um blogger trans-género norte-americano. E duas personagens já têm nome: Jonas será um afro-americano que aparece a todos os sonhadores, e o vilão Mr. Whispers.

De acordo com a informação do portal TV Line, as filmagens de Sense8 terão início em Junho. 

Fontes: TV Line / io9

2 de dezembro de 2013

The Hunger Games: Catching Fire vistos pela Rua Sésamo

Não há no mundo um programa televisivo infantil tão bem construído como Sesame Street - a célebre Rua Sésamo feita com as marionetas de Jim Henson desde 1969 e que, no final dos anos 80, também teve direito a uma (saudosa) versão portuguesa. O que não sabia era que a versão americana não só continua com uma excelente qualidade, como também se tem dedicado a fazer algumas paródias cinematográficas muito interessantes e divertidas, com o seu inconfundível estilo. Há alguns dias, surgiu no vasto mundo da Internet uma nova: The Hungry Games: Catching Fur, paródia evidente ao fenómeno The Hunger Games, que na semana passada conheceu a estreia do segundo filme, Catching Fire (com recordes de bilheteira). Quando ainda não tinha visto o filme, esta paródia pareceu-me mesmo muito divertida, ainda que não entendesse a lógica de alguns elementos; mas após ver o filme, tudo faz sentido: Catching Fur é a paródia definitiva a Catching Fire. Para além de ser sempre um prazer regressar ao Cookie Monster. Como se pode ver:


21 de novembro de 2013

Think with portals: Os meus portais para a ficção científica e para a fantasia

No Kirkus Reviews, John DeNardo (do SF Signal) assina um artigo muito interessante sobre portais na fantasia e na ficção científica. Centrando-se essencialmente na vertente literária destes géneros, DeNardo explora a utilização do conceito de portal - desde a toca do coelho em Alice in Wonderland ao roupeiro de The Chronicles of Narnia, na fantasia, ou das stargates de Andre Norton aos farcasters de Dan Simmons em Hyperion

Considerando que uma parte significativa da minha introdução à ficção científica foi feita pela televisão em séries como Stargate SG-1 (que, há muito tempo e num universo que hoje só podemos conceber como paralelo, passava nas tardes de Domingo da SIC) ou Sliders, o tema dos portais diz-me muito. Em Stargate (a série, baseada no filme de 1994 realizado por Roland Emmerich), uma rede de portais homónimos fazia a ligação entre inúmeros planetas da galáxia, numa narrativa fascinante que, nas primeiras temporadas (de resto, aquelas a que assisti), se inspirava na mitologia egípcia para a criação de raças alienígenas, vilões e ligações à Terra. O portal na Terra estava protegido nas instalações do NORAD nos Estados Unidos (e havia um segundo, na Antárctida, descoberto num episódio fascinante que ainda hoje me permanece na memória, apesar de nunca o ter revisto), e era atravessado regularmente - uma vez por episódio, quase sempre - por uma equipa militar de elite. Já em Sliders o conceito era um pouco diferente - um jovem estudante apaixonado pela Física desenvolve uma forma de criar um portal para um universo paralelo; algo, porém, acaba por correr mal (como não podia deixar de ser), e ele vê-se obrigado a atravessar, com a namorada, o professor e um artista desconhecido apanhado no vórtice por acidente, inúmeros mundos, ao mesmo tempo tão iguais e tão diferentes do nosso, numa tentativa aleatória de regressar a casa. Sim, a premissa é problemática, e a execução a partir do final da segunda temporada perdeu-se por completo; mas nem por isso aqueles primeiros episódios deixaram de ser tão interessantes de acompanhar. Os portais de Sliders eram móveis, feitos por um dispositivo manual onde quer que os protagonistas se encontrassem; já em Stargate, os portais estavam fixos numa determinada posição e num determinado local - seriam apenas móveis se estivessem colocados numa nave.

E quando dei o salto da ficção científica televisiva para a literária, os portais continuaram a estar presentes. Em The Snow Queen, de Joan D. Vinge, o mundo de Tiamat encontra-se isolado da aliança de mundos habitados, conhecida como Hegemonia. Privada da tecnologia avançada de civilizações antigas, a única forma de chegar a Tiamat - ou de sair de Tiamat - é através do wormhole de um buraco negro próximo; a proximidade da estrela binária que ilumina o planeta, porém, determina que durante um longo período de tempo esta passagem se torna demasiado instável para ser utilizada. O que, por sua vez, determina os ciclos de estações em Tiamat, e moldou a fascinante sociedade de winters e summers que a autora apresenta. Daí para cá foram várias as histórias de ficção científica que li onde o conceito é explorado. Em 2001: A Space Odyssey, de Arthur C. Clarke, existe uma stargate, que Bowman atravessa para a sua evolução (a célebre "trip psicadélica" do filme de Stanley Kubrick); em The Forever War, de Joe Haldeman, a frota espacial terrestre utiliza collapsars para atravessar grandes distâncias no espaço (com a relatividade a tratar do resto). E, claro, há os farcasters de Hyperion, o meu livro de ficção científica preferido, também mencionado no artigo de DeNardo. Estes dispositivos, porém, possuem no universo ficcional criado por Dan Simmons utilizações bem mais interessantes - e ousadas - do que o mero transporte de naves pelo espaço. Farcasters de pequenas dimensões podem ser utilizados para criar portas para outros mundos, como bem demonstra a casa de Martin Silenus, um dos peregrinos originais: a sua fortuna permitiu-lhe construir uma habitação na qual cada divisão se encontra num mundo diferente, cortesia de uma utilização inteligente (e dispendiosa) desta tecnologia - a casa-de-banho, por exemplo, ficava num mundo coberto de água. E como esquecer o prodigioso rio (Styx? Lethe? Falha-me o nome), atravessando vários mundos através de múltiplos farcasters?

Curiosamente, também na minha introdução à literatura de fantasia os portais estiveram muito presentes. Em The Brothers' War, livro de Jeff Grubb no universo partilhado de Magic: the Gathering que me abriu as portas ao género (pun intended), um dos principais plot points da história é um portal: a passagem entre o mundo natural de Dominaria e o plano artificial de Phyrexia, selada incontáveis anos antes (essa história é contada em The Thran) e inadvertidamente aberta pelos irmãos Urza e Mishra quando tocaram na powerstone que lhe servia de fechadura. Esse portal seria instrumental para a entrada de Gix e o regresso dos phyrexians de Yawgmoth - e, ao longo do arco narrativo de Urza, novos portais foram utilizados antes e durante a invasão. Também em Warcraft os portais desempenharam um papel fundamental na trama - e não, não me refiro aos portais que assinalam as entradas nas dungeons de World of Warcraft. A invasão dos Orcs de Draenor ao mundo de Azeroth foi feita pelo Dark Portal, aberto por Medivh e Gul'dan; mais tarde, Ner'zhul abriria vários, arruinando Draenor. E, tecnicamente, em His Dark Materials Philip Pullman também recorre aos portais para possibilitar a passagem entre mundos paralelos - a diferença reside na forma como estes são criados. Asriel cria um através da aurora boreal no Norte, no final do primeiro livro; e no segundo, Will obtém a subtle knife, uma faca de dois gumes, um dos quais capaz de cortar o limite da realidade e abrir uma passagem para o universo seguinte. 

Como é bom de ver, nem vou mencionar o universo de videojogos - basta a referência do título. Os portais são um dispositivo interessante, prático e, acima de tudo, conveniente - daí terem sido e continuarem a ser tão utilizados na ficção científica e na fantasia. Entre os exemplos deixados por John DeNardo e estes que aqui referi, muitos outros, e muitos mais, ficam de fora. Fica o eco do desafio de DeNardo aos leitores: de que outros portais se lembram na fantasia e na ficção científica?

Fonte: SF Signal

5 de novembro de 2013

Helix: Nova série de Ron D. Moore para o SyFy Channel já tem trailer

No início do ano, foi anunciado que Ron D. Moore, o criador do recente e aclamado remake à série de culto Battlestar Galactica, estaria a desenvolver uma nova série de 13 episódios intitulada Helix. Com uma premissa algo reminescente de obras como The Thing ou X-Files, Helix centra-se numa investigação científica feita numa instalação remota no Árctico - que, como não podia deixar de ser, terá consequências desastrosas.

Helix tem estreia prevista no SyFy Channel norte-americano no início de Janeiro de 2014. Não está ainda prevista a estreia em território nacional. Abaixo, o trailer.


Fonte: io9

31 de outubro de 2013

The Lord of the Rings em destaque no genérico de The Simpsons

Depois do extraordinário couch gag realizado por Guillermo Del Toro para o episódio especial de Halloween, o genérico de The Simpsons apontou para Tolkien e para a Terra Média de The Lord of the Rings e The Hobbit. O resultado, esse, é bastante inspirado (sobretudo no momento do Gollum):


Fonte: io9