Mostrar mensagens com a etiqueta joão leal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta joão leal. Mostrar todas as mensagens

12 de dezembro de 2012

Clube de Leitura Bertrand do Fantástico de Dezembro: À conversa com João Leal

Na passada Sexta-feira o Clube de Leitura Bertrand do Fantástico voltou a reunir-se em Lisboa. Lord of Light, de Roger Zelazny, serviu de mote à tertúlia que teve como convidado o escritor João Leal, que falou sobre o seu primeiro livro, Alçapão.

Sobre Lord of Light, falou-se dos elementos religiosos e da invulgar mistura de fantasia e de ficção científica que Roger Zelazny soube desenvolver com mestria. Mas o destaque da sessão foi mesmo para Alçapão. Publicado em 2001 pela Quetzal, Alçapão foi o livro de estreia de João Leal, e é uma história dividida em duas, uma no presente e outra "num passado entre o Dilúvio e a Torre de Babel". Segundo o autor, não foi o primeiro livro que escreveu, mas sim o primeiro que publicou - e apesar de nunca antes ter escrito um livro que entrasse no Fantástico, não achou que o desafio fosse muito difícil.

A primeira parte do livro, centrada no cenário do orfanato, foi a última a ser escrita. Começou por escrever a segunda parte do livro, a história da ilha, algo que lhe deu especial prazer. "Há com a ilha uma relação quase animista", comenta, referindo todos os problemas básicos que teve de criar para tornar aquele cenário verosímil - o que comer, as distâncias, os espaços, os ofícios, entre muitos outros aspectos. Já pensou em escrever um conjunto de contos passados sobre a ilha, mas lamenta que "em Portugal ninguém queira publicar contos". Deverá, contudo, voltar a este universo. Aliás, admite desde logo que Alçapão é, de certa forma, uma "narrativa inicial" de um universo mais vasto que pretende continuar a explorar ao longo dos anos, explorando os seus estudos de teologia e angelologia.

Para já, porém, João Leal está a dedicar o seu tempo a um novo livro, que talvez seja publicado em 2013 (se estiver pronto a tempo), e que já rescreveu três vezes, com muitas alterações. "É fácil escrever um livro linear", considera, admitindo que a dificuldade reside no equilíbrio das muitas ideias que vão surgindo. Muitas foram já introduzidas, tanto em termos de conceitos como em questões meramente formais. No entanto, conclui afirmando que "o que me interessa na escrita é contar boas histórias", e que "o leitor deve divertir-se" na leitura.

Finda a sessão, decorreu mais uma Tertúlia Noite Fantástica, decerto muito animada (desta vez não me foi possível estar presente). E a indicação de que em Janeiro, o Clube de Leitura irá até Marte...

24 de agosto de 2012

Clube de Leitura Bertrand do Fantástico: Anunciados livros e convidados para as próximas três sessões (Lisboa)

As próximas sessões do Clube de Leitura Bertrand do Fantástico de Lisboa já têm data marcada, livros escolhidos e convidados - com a devida antecedência para que todos os interessados tenham tempo de colocar as leituras em dia. A agenda será:

12 de Outubro: The Time Traveler's Wife, de Audrey Niffenegger (2003). O romance de estreia da norte-americana Audrey Niffenegger é uma história de amor através do tempo, entre Clare Anne Abshire e Henry DeTamble -  que, devido a uma desordem genética muito invulgar, viaja no tempo de forma involuntária e fora de controlo, sem saber onde vai parar. The Time Traveler's Wife foi adaptado para o cinema em 2009 por Robert Schwentke, com Eric Bana e Rachel McAdams. O convidado desta sessão é o autor Bruno Martins Soares, que este ano concluiu A Saga de Alex 9, trilogia recentemente reeditada pela Saída de Emergência num único volume. 



9 de Novembro: Brasyl, de Ian McDonald (2007). Nomeado para os principais prémios internacionais de ficção científica em 2008 e 2009, Brasyl é uma narrativa tripartida, dividindo-se pelo tempo presente, pelo futuro em meados do século XXI e pelo século XVIII - mas sempre no Brasil. Muito apropriadamente, o convidado para a sessão dedicada a este livro é o primeiro convidado internacional do Clube de Leitura (pelo menos em Lisboa) - o autor brasileiro Eduardo Spohr, cujo livro A Batalha do Apocalipse foi publicado em Portugal pela Editorial Presença. 





7 de Dezembro: Lord of Light, de Roger Zelazny (1968). Distinguido com o Prémio Hugo na categoria "Best Novel" em 1968 (e nomeado para o Nébula), Lord of Light passa-se num planeta distante e hostil no qual os colonos da nave espacial "Star of India" se vêem obrigados a sobreviver. E para isso recorrem à tecnologia que dominam, alterando as suas mentes, reforçando os seus corpos e alcançando até uma forma de quase imortalidade... O convidado para a sessão sobre este clássico da ficção científica será o escritor João Leal, que publicou em 2011 o romance Alçapão, na Quetzal.