Orson Scott Card comemora hoje o seu 63º aniversário. Ender's Game, de 1985, será sem dúvida o seu romance mais conhecido - a história do jovem Andrew "Ender" Wiggin e da sua educação violenta para se tornar num estratega capaz de derrotar os invasores extra-terrestres tornou-se num fenómeno duradouro e num dos textos mais populares da ficção científica literária. Com Ender e com a sua primeira sequela, Speaker for the Dead (1986), Card tornou-se no primeiro (e até agora único) autor a vencer os prémios Hugo e Nébula na categoria de "Melhor Romance" em dois anos consecutivos. No universo ficcional de Ender já foram publicados 15 romances, estando mais alguns previstos; na bibliografia de Card merece ainda destaque a série Tales of Alvin Maker, iniciada em 1987 com o romance The Seventh Son. Para assinalar a efeméride, fica aqui a referência para o pequeno texto biográfico publicado no ano passado.
"First you use machines, then you wear machines, and then...? Then you serve machines." - John Brunner, Stand on Zanzibar
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24 de agosto de 2014
Citação fantástica (149)
When you really know somebody you can’t hate them. Or maybe it’s just that you can’t really know them until you stop hating them.
Orson Scott Card, Speaker for the Dead (1986)
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12 de novembro de 2013
Ender's Game: The enemy gate is down
Corria o ano de 1977 quando, nas paginas da revista "Analog Science Fiction and Fact", um jovem autor norte-americano chamado Orson Scott Card viu publicado um conto seu. Esse conto, intitulado Ender's Game, contava a história de "Ender" Wiggin, uma criança-prodígio com uma ascensão meteórica na hierarquia militar devido à genialidade táctica revelada na "Battle School" - e será essa sua capacidade que irá vencer a guerra que a Humanidade trava contra uma raça de insectóides alienígenas. Já nos anos 80 esse conto seria alargado para um romance, curto e intenso, que manteve o título original - e que num ápice se tornou num dos mais aclamados clássicos da ficção científica moderna, tanto pela crítica como pelo fandom, vencendo os principais prémios do género e dando origem a uma vasta série literária que Card tem desenvolvido desde então. E há muito que se falava de uma adaptação ao cinema, com o próprio autor a escrever vários argumentos ao longo dos anos. Em 2009, o projecto começou por fim a sair do development hell que mantém no limbo várias adaptações de clássicos da ficção científica literária; e um ano mais tarde, o realizador Gavin Hood (X-Men Origins: Wolverine) entrou no projecto, seguido de um elenco a todos os níveis impressionante. A estreia foi marcada para 2013; e, 28 anos volvidos sobre a publicação do livro, Andrew "Ender" Wiggin, Mazer Rackham, a "Battle School" e os Formics chegaram finalmente ao grande ecrã, com Ender's Game.
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25 de agosto de 2013
Citação fantástica (81)
This is how humans are: We question all our beliefs, except for the ones that we really believe in, and those we never think to question.
Orson Scott Card, Speaker for the Dead (1986)
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24 de agosto de 2013
Orson Scott Card (1951 - )
Em 1977, as páginas da revista Analog Science Fiction and Fact publicaram um conto que se viria a tornar numa das mais populares histórias de ficção científica dos últimos 30 anos. O conto, intitulado Ender's Game, fora escrito por um autor em ascensão de nome Orson Scott Card, que oito anos mais tarde o alargaria para um romance e venceria, de uma assentada, os dois prémios mais importantes da ficção científica: o Hugo e o Nébula. Um feito que repetiria no ano seguinte com a primeira sequela, Speaker For the Dead (tendo sido, até ao presente, o único autor a vencer ambos os prémios em dois anos consecutivos).
No universo literário de Ender's Game, Orson Scott Card escreveu e publicou, desde 1985, quase duas dezenas de livros, seguindo tanto a história da criança-prodígio Andrew "Ender" Wiggin como de outras personagens. Este universo está prestes a conhecer a sua primeira transposição para o cinema: Ender's Game, a adaptação do romance homónimo realizada por Gavin Hood e com Asa Butterfield, Harrison Ford, Viola Davis, Ben Kingsley, Hailee Steinfeld e Abigail Breslin, tem estreia marcada para Novembro próximo. Este projecto tem estado envolto em controvérsia, não por causa do livro em si ou da obra de Orson Scott Card, mas devido às suas opiniões polémicas a propósito do casamento homossexual.
Mas a sua carreira literária é mais vasta do que o universo de Ender, tendo publicado também noutros géneros do fantástico, como a história alternativa e a fantasia (The Tales of Alvin Maker), mas também noutros formatos. Assinou a novelização do filme The Abyss, de James Cameron, colaborou com a Marvel Comics em Ultimate Iron Man e, no início dos anos 90, chegou mesmo a escrever diálogos para videojogos como The Secret of Monkey Island e The Dig.
Natural de Richland, no estado de Washington (EUA), Orson Scott Card celebra hoje o seu 62º aniversário.
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6 de agosto de 2013
Ender's Game: Novo trailer
Foi hoje revelado mais um trailer (o último, diz-se) de Ender's Game, com novas imagens da adaptação cinematográfica do livro de Orson Scott Card, excelentes efeitos especiais e um aparente spoiler gigantesco - os trailers contemporâneos deixam muito pouco para a imaginação, mesmo quando, neste caso, não é ainda claro se os enredos mais ou menos secundários do videojogo e da ascensão de Peter e Valentine serão relevantes. De qualquer forma, e pelo menos em formato de trailer, Ender's Game parece um filme bastante promissor. A estreia está marcada para Novembro.
Fonte: io9
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28 de julho de 2013
Citação fantástica (77)
Perhaps it's impossible to wear an identity without becoming what you pretend to be.
Orson Scott Card, Ender's Game (1985)
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22 de julho de 2013
Comic-Con 2013 (4): Ender's Game: Entrevista a Gavin Hood e Roberto Orci
Ender's Game será sem dúvida uma das mais aguardadas estreias da ficção científica cinematográfica de 2013, trazendo para o grande ecrã o clássico de ficção científica militar de Orson Scott Card. Como não podia deixar de ser, o filme esteve em destaque na Comic-Con - e Bryan Bishop, do portal The Verge, esteve à conversa com o realizador Gavin Hood e o produtor Roberto Orci sobre a adaptação de um livro tão aclamado, o desenvolvimento do filme, as personagens, a transposição do enredo de um formato para outro e os problemas inerentes ao marketing dos trailers. Um excerto:
The Verge: You could consider the book cerebral in a lot of ways, but the trailers have been very heavy on the action element. Is that representative of the final film? Was there a decision to make this more of an action ride, or as you said, did you still try to bring in both elements?
Roberto Orci: I mean, it’s in the book, so as we were saying before, no one ever had the technology to kind of quite do this right yet, and so we didn’t want to shy away from the spectacle of it. In a way the spectacle is what makes it a unique property. Audiences have seen everything, and to actually have kind of a giant movie that is actually something you can talk about afterwards, and that actually makes you think, and that, that it’s… You have protagonists out there having a great time, and doing things we’d all want to do like float in that room, but they’re doing it for a potentially more adult purpose, and in preparation, potentially, for conflict and for leadership and for growing up. And to have that in one movie is, I think, part of the appeal. And so both sides of it should be celebrated. Both its cerebralness and its spectacle. I like that it didn’t talk down to kids.
Gavin Hood: I agree with Bob. It’s unusual for a big popcorn movie — which this has to be to achieve the kind of audience impact that it needs — to also have these great characters and dynamics. Now obviously when trailers come out, you don’t want to spend two minutes watching some sort of cerebral angst, right? So the marketing department is like, "Look at our cool stuff! Don’t worry, this is super cool!" And it is. And at the same time, when we go to a movie, which is not a two-minute experience, it’s a two-hour experience, we’ve also all been there and gone, "Okay, you’ve shown me 10 minutes of super cool stuff. Is there a story in here anywhere? Because I don’t need to be sitting here for two hours looking at cool stuff."
So trailers and movies are a little at odds in some ways. So I promise you that we have been true to the core emotional and moral dilemmas that the book is so famous for. And we have also, I hope, delivered on the spectacle that the book is also famous for. This Battle Room? That’s not our invention. It’s in the book. And that’s what makes it such a great property, is this combination of really original environments with a great story and great characters who are not stereotyped, who are not just good versus evil. These are complex characters who are struggling with their own demons and trying to find a way to define themselves as leaders of both others and of themselves. And that’s what I love about Ender’s Game. You go on this spectacular journey and you come to a place where a character really defines who he is, in a good, intelligent way.
A entrevista completa - com um pequeno vídeo que inclui uma pequena entrevista com Asa Butterfield, o actor que interpreta o papel de Ender Wiggin - pode ser lida aqui.
Fonte: The Verge
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18 de julho de 2013
Ender's Game: "recrutamento" na San Diego Comic-Con
A Comic-Con de San Diego, um dos maiores eventos mundiais do seu género, será nos próximos dias o palco privilegiado de tudo o que diga respeito à ficção científica actual nos seus mais variados formatos - nos comics e não só. As mais aguardadas produções do momento vão também marcar presença, e a Summit Entertainment e a Lionsgate estão já a apresentar os novos vídeos promocionais de Ender's Game - o primeiro sobre a invasão alienígena original e o heroísmo de Mazer Rackham (interpretado no filme por Ben Kingsley), e o segundo em formato de propaganda de recruta militar. A avaliar pelas imagens que já foram mostradas, será ainda muito cedo para saber se o filme será uma adaptação fiel do livro de Orson Scott Card (ou mesmo se, considerando alguns elementos da narrativa, tal fidelidade será desejável); mas pelo menos do ponto de vista visual parece ser soberbo.
Ender's Game tem estreia prevista para Novembro.
Fontes: io9 / I. F. Sentinel
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17 de julho de 2013
A quem pertencem os conceitos da ficção científica?
No blogue da 'Amazing Stories', Paul Cook levanta uma lebre interessante, ainda que de forma algo despropositada*: a da utilização não creditada do termo e do conceito de ansible (um dispositivo de comunicação instantânea através do universo), criado por Ursula K. Le Guin em 1966 no seu primeiro romance, Rocannon's World, por vários autores de ficção científica ao longo dos anos, e em particular por Orson Scott Card no premiado e aclamado Ender's Game. Para Cook, a utilização do termo por Card como plot device de toda a narrativa constituiu um "roubo" da ideia original de Le Guin. Há aqui um claro exagero da parte do blogger: a utilização do ansible é relevante para o enredo como as warp drives são fundamentais para boa parte das space operas - mas a narrativa de Ender's Game não se centra no dispositivo. Que diabo: nem a narrativa de The Dispossessed, de Le Guin, se centra no dispositivo, e foi o seu protagonista, Shevek, quem o criou..!* Mas adiante: Para dar validade à sua ideia, Cook vai buscar outros casos célebres, como o da disputa em tribunal entre Harlan Ellison e James Cameron pela premisa básica de Terminator, entre muitos outros.
Isto lembra-me uma outra história recente: a da tentativa de apropriação pela Games Workshop (criadora dos jogos Warhammer e Warhammer 40K, e de toda a literatura derivada) do termo space marine, cunhado pela primeira vez por Bob Olsen no conto Captain Brink of the Space Marines (publicado, ironicamente, na 'Amazing Stories') e celebrizado por muita da ficção científica militar que se seguiu, em especial pelo clássico Starship Troopers, de Robert A. Heinlein. É certo que space marine é um termo bem mais genérico que ansible, mas ainda assim a questão revela-se pertinente: a partir de que ponto é que uma ideia ou um conceito na ficção científica (ou na fantasia, se quisermos) deixa de ser propriedade individual de um autor e passa a ser, digamos, uma trope do género, passível de ser utilizada por qualquer autor?
Talvez mais do que qualquer outro género literário, a ficção científica e a fantasia possuem um vasto conjunto de conceitos e de ideias criados ao longo dos anos e utilizados por vários autores aparentemente sem qualquer ligação. A expressão ansible foi utilizada com um significado idêntico por muitos autores de ficção científica para além de Le Guin (a criadora) ou Card (o ladrão, segundo Cook): uma visita rápida à Wikipedia leva-nos a Vernor Vinge, Dan Simmons, Elizabeth Moon, Jason Jones e L. A. Graf. Tal como o conceito foi utilizado por outros autores com outros nomes (o lodestone resonator de Philip Pullman na trilogia His Dark Materials será talvez um dos mais interessantes). O mesmo se poderia dizer das warp drives de Star Trek, tornadas universais na ficção científica espacial - recordando duas leituras recentes, não me parece que Gene Roddenberry tenha ido atrás de M. John Harrison ou Iain M. Banks com um batalhão de advogados por utilizarem o conceito nas suas obras.
Sendo fã de ficção científica e um escritor em ascensão nos anos 70 e 80, Orson Scott Card utilizou um conceito aproveitado por muitos autores antes de si com a designação criada por Ursula K. Le Guin para dar nome a um dispositivo utilizado no seu primeiro livro - que veio, como se sabe, a alcançar um tremendo sucesso. Talvez Card devesse ter feito uma breve nota sobre a origem do termo - só lhe teria ficado bem, assumidamente -, ainda que a forma como o introduz na narrativa** constitua sem dúvida um piscar de olho ao grande universo partilhado da ficção científica. Não foi o único a fazê-lo (o que em circunstância alguma será desculpa), como muitos foram (e serão) os autores a escrever sobre space marines, a utilizar naves com warp drives e a aproveitar muitos outros conceitos criados, desenvolvidos e subvertidos pelos autores que os antecederam. Estaremos perante casos de roubo de propriedade intelectual? Terá sido apenas um tributo? Mera conveniência desprovida de má intenção? É difícil dizer, mas o caso está longe de ser singular.
* E o tom está longe de ser o único problema do artigo; todo ele parece ser sobre algo mais do que uma mera questão de apropriação intelectual: basta lermos os comentários de Cook tanto no seu próprio artigo, como neste ou neste: o autor não se inibe de dizer que quem defende Card - ou que quem não partilha a sua visão - só pode ser fã de Card, uma batota argumentativa tristemente comum na Internet contemporânea, e mais ainda quando é utilizada por alguém que se afirma escritor), mas ignoremos esse ponto.
** Em Ender's Game: "What matters is we built the ansible. The official name is Philotic Parallax Instantaneous Communicator, but somebody dredged the name ansible out of an old book somewhere and it caught on".
8 de maio de 2013
Ender's Game: Primeiro trailer revelado
O primeiro trailer de Ender's Game foi finalmente revelado - e ainda que revele talvez mais do que devesse, não deixa de mostrar uma filme extremamente promissor, com várias alusões a algumas das cenas fundamentais do clássico de Orson Scott Card nestes breves dois minutos.
Ender's Game tem estreia prevista para Novembro.
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3 de maio de 2013
Ender's Game: Primeiras imagens do filme, trailer previsto para 7 de Maio
Se eu visse a imagem do Ben Kingsley como Mazer Rackham e não soubesse que de facto se tratava daquela personagem, iria jurar que o tinham antes escolhido para o papel de Gully Foyle numa adaptação cinematográfica de The Stars My Destination, de Alfred Bester (algo que seria certamente espectacular) do que para o papel do veterano de guerra de Ender's Game. À primeira vista, porém, parece-me uma excelente escolha para o papel - tal como o resto do elenco, que inclui alguns dos mais talentosos actores da nova geração (Asa Butterfield, Hailee Steinfeld, Abigail Breslin). Ender's Game tem estreia prevista para 1 de Novembro nos Estados Unidos; o primeiro trailer será exibido na próxima semana através do YouTube. Aqui fica o teaser ao trailer (uma moda especialmente irritante, admita-se):
Fonte: io9
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26 de março de 2013
Ender's Game: Novo poster promocional mostra primeira imagem da "battle room"
Um dos elementos mais memoráveis de Ender's Game, o best-seller premiado de Orson Scott Card, é a "Battle Room", a sala especial da Battle School onde as equipas compostas pelos estudantes travam combates estratégicos num ambiente de gravidade zero. De acordo com o realizador do filme, Gavin Hood, as cenas de combate em gravidade estão "fantásticas", com os jovens actores a ser submetidos a um programa de treino orientado por astronautas da NASA. O filme, com estreia marcada para 1 de Novembro nos Estados Unidos, já se encontra em pós-produção, mas ainda não foi disponibilizado qualquer trailer promocional.
Fontes: io9 / Ender's Game Blog
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15 de janeiro de 2013
Cinema fantástico: as estreias de 2013 (13) - Ender's Game
2013 será também o ano em que Ender's Game (1985), o livro do norte-americano Orson Scott vencedor dos prémios Hugo e Nébula, será finalmente adaptado ao cinema num filme homónimo realizado por Gavin Hood. Quem leu o livro sabe do que se trata: é a história de Ender, um jovem prodígio recrutado pela International Fleet e treinado na célebre Battle School para enfrentar a ameaça alienígena dos "Buggers". Até ao momento, poucas informações foram reveladas sobre o filme. Sabe-se que o argumento não é aquele que o próprio Orson Scott Card escreveu há alguns anos, que a história combina elementos de Ender's Game e Ender's Shadow, e que o autor está envolvido na produção do filme. E conhece-se o elenco, que se revela muito promissor. Se entre os adultos Harrison Ford (Coronel Graff), Viola Davis (Major Anderson) e Ben Kingsley (Mazer Rackham) há a garantia de qualidade, entre os mais novos há uma grande colecção de jovens talentos, como Asa Butterfield (Ender Wiggin), Abigail Breslin (Valentine Wiggin), Hailee Steinfeld (Petra Arkanian) e Aramis Knight (Bean).
Ender's Game está previsto para Novembro de 2013 - isto caso a pós-produção não conheça atrasos devido à falência da Digital Domain, empresa a cargo dos efeitos especiais do filme. Ainda não há um trailer disponível, mas já foi libertada uma primeira imagem, com Harrison Ford em destaque.
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5 de dezembro de 2012
Ender's Game: Primeira imagem da adaptação cinematográfica
Ender's Game, o filme, só estreará em Novembro de 2013 - ainda faltam muitos meses para podermos todos ver quão fiel será esta adaptação do livro premiado de Orson Scott Card. Como certamente ainda faltarão alguns meses para a disponibilização do primeiro trailer. Para já, fica esta primeira imagem do filme, com Harrison Ford em destaque no seu papel de Coronel Graff.
Um dos pontos da adaptação que mais discussão tem gerado online é relativo à idade das personagens. No livro, Ender e os restantes miúdos tinham seis anos quando ingressaram na Battle School; no filme, parecem estar a entrar na adolescência. Para além das questões práticas decorrentes da rodagem do filme, esta decisão de envelhecer as personagens pode revelar-se positiva, apesar de ser um desvio claro à narrativa que lhe serve de inspiração. Talvez não seja má ideia recordarmos o caso da série Game of Thrones.
Fonte: Entertainment Weekly / io9
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14 de setembro de 2012
Ender's Game
Há dias, o portal io9 publicou um top12 das melhores histórias de guerra na ficção científica. Apesar de algumas surpresas, os livros que ocupam os três primeiros lugares da lista são já clássicos nestas andanças, sendo com frequências considerados as obras mais relevantes dentro deste tema da ficção científica: Starship Troopers, de Robert A. Heinlein, The Forever War, de Joe Haldeman, e Ender’s Game, de Orson Scott Card. As três obras têm uma premissa comum - a Humanidade encontra-se em guerra com uma raça alienígena que, se não for travada, poderá implicar a aniquilação da raça humana. No entanto, os três autores recorreram à mesma premissa para contarem histórias radicalmente diferentes. Starship Troopers centra-se no processo de recruta e em questões tácticas, estratégicas e sociais (passe a simplificação), enquanto The Forever War reflecte sobre a loucura e a alienação da guerra utilizando a dilatação temporal como plot device. Já Ender’s Game incide sobre o treino intensivo, desde a infância, dos futuros comandantes das frotas espaciais da Terra, e nas consequências dessa educação, através de uma personagem tão ambígua como fascinante: Andrew “Ender” Wiggin.
No futuro onde a narrativa tem lugar, a Terra vive na sombra das duas guerras travadas contra uma raça alienígena designada por “Formics” mas vulgarmente conhecida por “buggers”, devido à sua aparência e modelo social idêntico ao dos insectos. Apesar das divisões políticas que existem, a Humanidade tem uma presença militar espacial unificada na "International Fleet" (IF). Saída de uma vitória graças ao lendário Mazer Rackham, que comandou a frota da IF na Segunda Guerra, a IF procura um novo líder capaz de comandar as frotas numa derradeira guerra com os alienígenas - e para esse fim, monitorizam as crianças à procura de potenciais líderes, que serão treinados na "Battle School" e, mais tarde, na "Command School".
Andrew “Ender” Wiggin vive sob o estigma de ser um “Terceiro”, ou seja, um terceiro filho numa sociedade onde apenas são permitidas duas crianças por casal. É uma criança a todos os níveis brilhante, com uma forte ligação afectiva à sua irmã Valentine a compensar o terror que o seu irmão Peter lhe provoca. Devido a um incidente na escola após a remoção do dispositivo de monitorização, Ender acaba por ser seleccionado para a “Battle School”, devido à crença do Coronel Graff de que ele se revelará o comandante que salvará a Humanidade.
O conto original que Orson Scott Card expandiu para criar Ender’s Game parte deste ponto e explora o treino intensivo de Ender na “Battle School”, as relações de amizade, inimizade e rivalidade que estabelece com as outras crianças, o seu amadurecimento forçado e precoce em condições brutais e a genialidade táctica que revela, mesmo perante as maiores adversidades (e as menores probabilidades de sucesso). Ender, como referi, é uma personagem fascinante na sua ambiguidade. A sua resistência ao “molde” que lhe está a ser imposto através da formação militar - do qual tem plena consciência - é visível, e as suas ambições modestas e pacíficas estão em conflito permanente contra o ambiente que o rodeia - primeiro em casa, com Peter, e mais tarde na escola, com as restantes crianças e com o próprio jogo. Esse jogo, pilar fundamental da formação militar na “Battle School”, consiste em simulações de batalhas tácticas competitivas em gravidade zero, com equipas (pelotões) de crianças organizadas entre si em hierarquias militares rigidamente definidas. Na expansão da narrativa, Card incluiu não só o enquadramento de Ender, como também as narrativas laterais de Valentine e Peter na Terra, e a ascensão que, à sua maneira muito própria, também conheceram.
O génio de Ender e as relações que estabelece são o motor de uma narrativa que se desenvolve a um ritmo extraordinariamente rápido (foi das mais rápidas leituras que fiz nos últimos anos), e os twists finais são surpreendentes (pelo menos para mim foram). Ainda que seja considerado um livro destinado sobretudo a um público mais juvenil, diria que Ender’s Game é uma leitura cativante para qualquer idade, devido ao forte protagonista, ao ritmo elevado e às reflexões que suscita.
Entretanto, Orson Scott Card alargou o mundo de Ender com várias sequelas, prequelas e histórias paralelas. E em 2013, estreará a adaptação cinematográfica de Ender’s Game, realizada por Gavin Hood (com Orson Scott Card como produtor), e com um elenco composto por Asa Butterfield, Harrison Ford, Ben Kingsley, Viola Davis, Hailee Steinfeld e Abigail Breslin, entre outros.
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24 de agosto de 2012
Orson Scott Card (1951 - )
Orson Scott Card entrou para a história da ficção científica ao vencer os Prémios Hugo e Nébula na categoria de "Best Novel" em dois anos consecutivos, com Ender's Game (1985) e Speaker For the Dead (1986). Com Ender's Game e a ramificação Ender's Shadow, Card deu início a uma vasta série de ficção científica que conta já com onze livros publicados, doze contos e várias bandas desenhadas.
A adaptação cinematográfica de Ender's Game estreará no Outono de 2013. Card foi um dos produtores executivos do filme, realizado por Gavin Hood, que conta com actores como Asa Butterfield, Harrison Ford, Viola Davis, Ben Kingsley e Hailee Steinfeld, entre outros.
Na sua carreira literária, Orson Scott Card também tem obra publicada noutros géneros do Fantástico, para além de narrativas bíblicas, peças de teatro e poesia. Membro activo da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, Card é também conhecido pelas suas posições contra o casamento homossexual.
Orson Scott Card nasceu em Richland, no estado de Washington (Estados Unidos) em 1951. Actualmente vive em Greensboro, Carolina do Norte, e celebra hoje 61 anos.
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2 de agosto de 2012
Leituras de Verão*
As férias já acabaram, e em grande medida a preguiça e os videojogos Portal e Portal 2 levaram a melhor face à leitura. Enfim, o pouco tempo que sobrou deu para concluir a leitura de A Canticle For Leibowitz, de Walter M. Miller Jr. (excelente), e para entrar em Wyrd Sisters, o sexto livro da série Discworld, de Terry Pratchett (uma gargalhada, como é habitual).
Mas para o que sobra do Verão, que já vai a meio, ainda haverá tempo para a leitura - e já tenho algumas programadas**. A coisa deverá seguir mais ou menos assim:
O Futuro à Janela, de Luís Filipe Silva
Encontrei-o durante as férias - que se não foram produtivas em termos de leitura, foram muito interessantes para encontrar relíquias. Tenho bastante curiosidade quanto aos "anos de ouro" da Ficção Científica portuguesa, e já vai sendo altura de ler alguma coisa em português (coisa que não faço há mais ou menos dois anos).
Stand on Zanzibar, de John Brunner
Estou curioso quanto a este livro - vencedor do Prémio Hugo em 1968 e muito recomendado por Joe Haldeman. Recebi-o há dias e, considerando que 1) é volumoso*** e 2) a avaliar pela rápida olhadela que lhe dei, parece ter um estilo narrativo muito peculiar, julgo que me deverá ocupar durante quase todo o mês de Agosto. Mas agora que o tenho aqui ao lado, estou ainda mais curioso.
Ender's Game, de Orson Scott Card
Outro que me tem deixado bastante curioso - até porque gosto bastante de ficção científica militar, e tenho lido coisas muito boas sobre este livro. A adaptação cinematográfica sai para o ano - e o autor está envolvido na produção**** -, pelo que é altura de me dedicar a ele.
O resto fica para o Outono.
* Em jeito de "resposta" a este post. O Frankenstein e as sequelas de Dune também cá andam, e há bastante tempo, à espera de vaga.
** Naturalmente, as leituras programadas não serão necessariamente as leituras lidas. Os meus planos costumam não passar disso mesmo - de planos.
*** Não é volumoso, é mesmo um doorstopper em formato paperback - só não é o maior livro da colecção SF Masterworks porque, se não me engano, Helliconia, de Brian Aldiss, é ainda maior.
**** Claro que, depois de alguns desastres recentes, as minhas expectativas para com qualquer adaptação cinematográfica estão consideravelmente mais moderadas.
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4 de julho de 2012
Cinema: projectos originais e adaptações novas em curso
Numa época de prequelas, sequelas, remakes e muitas outras provas de falta de originalidade, não deixa de ser bom saber que estão para sair algumas adaptações novas e alguns trabalhos interessantes e originais na área do Fantástico no cinema, tanto longo como curto. Neste artigo do io9, a jornalista Charlie Jane Anders apresenta uma interessante lista dos projectos que podemos esperar nos próximos tempos. Deixo aqui alguns destaques sobre as adaptações:
World War Z
Ainda não li o livro homónimo de Max Brooks, mas o facto de o filme incluir Damon "Lost" Lindeloff na equipa criativa faz-me pensar logo no trainwreck de Prometheus. A menos, claro, que Lindeloff deixe de se armar aos cucos e escreva (ou rescreva) um argumento minimamente aceitável, sem ideias rebuscadas e conceitos obscuros a fingir que são profundos. É esperar para ver, mas sem grandes expectativas.
Ender's Game
A obra premiada de Orson Scott card vai ser finalmente adaptada ao cinema. Com realização de Gavin Hood (X-Men Origins: Wolverine), o filme conta com um elenco de luxo: Asa Butterfield, Abigail Breslin, Hailee Steinfield, Harrison Ford, Ben Kingsley e Viola Davis, entre outros. Ainda não li o livro (está na lista de leitura para breve), mas sabendo que Ender's Game é normalmente considerado uma das grandes obras de ficção científica militar e considerando o elenco, é caso para esperar algo no mínimo interessante.
Neuromancer
Depois de Blade Runner, Ghost in the Shell e The Matrix, ainda haverá espaço para um grande e revolucionário filme de cyberpunk? Talvez - Neuromancer, de William Gibson, é praticamente o pai de todo o subgénero, e a avaliar pela densidade e pela componente visual da obra, diria que a adaptação tem potencial para ser a todos os níveis memorável. Tanto quanto se sabe, o projecto vai avançar - só não se sabe é ainda em que moldes. A mim surpreende-me é que se tenha esperado tanto tempo para o fazer.
Snow Crash
Outro da minha lista de leitura que vai ser adaptado, e mais um projecto a entrar no universo cyberpunk. O realizador da adaptação do livro de Neal Stephenson será Joe Cornish, que ficou recentemente célebre pelo filme Attack the Block (que alguns amigos me garantem ser excelente). Também ainda não se sabe muito sobre este projecto.
Hyperion
Este não é mencionado no artigo do io9. Hyperion, de Dan Simmons, será adaptado ao cinema por Scott Derrickson (The Day the Earth Stood Still, The Exorcism of Emily Rose). Apesar de o filme estar previsto para 2013, ainda pouco se sabe sobre o projecto - apenas que adaptará em simultâneo Hyperion e a sua sequela directa, The Fall of Hyperion. O que, convenhamos, não augura nada de bom. Se por um lado Derrickson não parece ter "currículo" para levar a bom porto um trabalho desta envergadura, juntar as complexas narrativas de Hyperion e The Fall of Hyperion num único filme que dificilmente terá três horas será certamente algo impossível de concretizar com um mínimo de sucesso (duvido que a coisa fosse viável em dois filmes, quanto mais num só). Será porventura interessante ver o Shrike no grande ecrã, mas julgo que a adaptação da história de Simmons vai conhecer o mesmo destino de muitas outras adaptações nos últimos anos: ideias com imenso potencial terrivelmente desperdiçadas (ver The Golden Compass, por exemplo).
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