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16 de julho de 2014

Big Hero 6: Primeiro trailer

É interessante notar como o sucesso do Marvel Cinematic Universe tornou possível a adaptação de outras propriedades intelectuais menos conhecidas da Marvel - Guardians of the Galaxy é já um dos mais antecipados blockbusters deste Verão, e no Outono estreará Big Hero 6, a primeira produção animada da Disney de uma propriedade intelectual da Marvel. No caso, da banda desenhada criada em 1998 por Steven T. Seagle e Duncan Rouleau. O primeiro trailer foi ontem disponibilizado:


Fonte: io9

8 de março de 2014

O som e a fúria (16)

Para hoje, uma cedência ao hype - e será difícil encontrar por estes dias uma música mais overhyped do que Let It Go, tema composto por Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez para a interpretação de Idina Menzel no mais recente êxito de animação da Disney, Frozen. Let It Go venceu o Óscar na categoria de "Best Original Song" - e se será possível questionar a justiça do prémio na comparação com as restantes nomeações (e com outros temas que não foram nomeados), já a qualidade superlativa do tema e da interpretação de Menzel não deixa espaço para grandes dúvidas. O hype, exagerado por natureza, não lhe retira o mérito; Let It Go não chegará talvez ao patamar de temas clássicos da Disney como Can You Feel the Love Tonight, que Elton John imortalizou para o filme The Lion King (talvez traga este tema aqui quando finalmente ver o filme), mas é uma excelente música.

Diz quem viu que Frozen, inspirado num conto de Hans Christian Andersen (que, por acaso, serviu de base a um dos meus romances de ficção científica preferidos), é também um belo filme. Um dia destes dar-lhe-ei destaque no artigo de cinema de Terça-feira. Por hoje, ficamo-nos com Let It Go. Bom fim-de-semana. 

8 de outubro de 2013

Tron: o universo virtual que antecedeu os universos virtuais

Quando se fala em Tron, filme de culto da Disney que surpreendeu meio-mundo nesse ano gordo da ficção cientifica cinematográfica que foi 1982*, aquilo que regra geral surge na mente de quem viu o filme é o seu visual tão singular como bizarro, misturando actores reais com cenários esquisitos (simplifico) e animação algo abstracta, quando não mesmo psicadélica. De facto, a componente visual será porventura o traço mais identificativo e mais relevante deste filme de Steven Lisberger - e, à sua época, a sua estética única terá decerto sido surpreendente, de tão fora-do-baralho que era (ainda é). No entanto, olhando à distância de pouco mais de três décadas, aquilo que mais surpreende em Tron é, sim, o facto de ter surgido na época em que surgiu a contar a história que contou - e a propor as ideias que propôs. Em 1982, estávamos longe de imaginar que as capacidades computacionais e o software informático atingissem o nível de sofisticação do presente; não sonhávamos sequer que as experiências interactivas algo simples dos videojogos que floresciam nas (hoje quase extintas) arcadas se tornariam nas experiências narrativas hiper-realistas de alguns títulos recentes; e o cyberpunk que revitalizaria a ficção científica com as suas simulações virtuais e a sua estética underground estava ainda a um par de anos da sua afirmação definitiva e sustentada. E antes de tudo isto existiu Tron, um filme ousado que utiliza o boom dos videojogos no início dos anos 80 e uma trope clássica da ficção científica (a inteligência artificial com más intenções) para colocar a possibilidade de entrar numa interface virtual e interagir com o software.


A história é simples e, por vezes, algo ingénua: Kevin Flynn (Jeff Bridges) é um programador brilhante que criou alguns videojogos revolucionários - roubados por um colega, Ed Dillinger (David Warner), que os usou para subir na vida. Flynn tenta encontrar uma forma de provar que o sucesso de Dillinger é, na verdade, seu, mas todas as tentativas de infiltrar o sistema informático da empresa onde trabalhou com o seu rival esbarram no Master Control Program - um software com inteligência artificial que acaba por conquistar um poder demasiado grande, ao ponto de dominar o seu criador e se tornar numa ameaça mundial.


Não há em Tron subtileza narrativa: estabelece-se o protagonista-herói, o vilão e o interesse romântico, e a aventura, pelo menos no que à narrativa diz respeito, segue sem surpresas ou ambiguidade, com todos os obstáculos previsíveis. A área experimental de Lora (Cindy Morgan) serve de Chekhov's gun ao enredo, com o "dispositivo de digitalização" a dar a passagem a Flynn do mundo físico para o ciberespaço onde se move o software - e, a partir daqui, a deixar a estética de Tron assumir as rédeas do filme.


E se na narrativa Tron não se destacaria, na estética torna-se superlativo - com a sua realidade virtual colorida, luminosa e elegante a merecer lugar destacado na iconografia do ciberespaço. Os feixes luminosos, as icónicas corridas virtuais de motos a desenhar labirintos mortais, as backdoors, as interfaces defensivas estilizadas, os discos - tudo é ao mesmo tempo estranho e fascinante, fruto de uma inteligente combinação de personagens reais com efeitos computorizados topo de gama (para a época). E isso passa para a aventura, que de outra forma seria banal. Na realidade virtual, os programas ganham contornos antropomórficos, emulando os seus utilizadores - que querem continuar a servir, à revelia das directivas do Master Control Program. E Flynn, passando-se por um programa, vê-se obrigado a competir e combater contra uns, e a aliar-se a Tron (Bruce Boxleitner), um programa de segurança muito sofisticado, à medida que vai desvendando os segredos daquela estranha realidade.


É possível que, para alguns, a estética de Tron surja hoje irremediavelmente datada - a sofisticação dos efeitos especiais contemporâneos está a anos-luz daquilo que a Disney fez em 1982 (como a própria sequela, Tron: Legacy, comprova). Mas a verdade é que o ambiente colorido e mesmo clunky de Tron continua a ter um charme muito próprio. Os fatos das personagens, as motas, a nave do Master Control Program, o feixe de luz no qual se deslocam numa pequeno veículo, a forma como interagem com o meio que os rodeia - todos os seus elementos são ainda hoje reconhecidos de imediato. Na sua inocência efusiva e aventureira, nunca o ciberespaço foi representado como em Tron, antes ou depois da sua estreia - e esse será talvez o maior elogio que se lhe pode fazer. Pode não ser um marco narrativo, como outros filmes do género - mas a riqueza singular da sua estética e da sua componente visual fazem do filme um clássico incontornável da ficção científica. 08/10

Tron (1982)
Realizado por Steven Lisberger
Argumento de Steven Lisberger e Bonnie MacBird
Com Jeff Bridges, Bruce Boxleitner, David Warner, Cindy Morgan, Barnard Hughes, Dan Shor, Peter Jurasik e Tony Stephano
96 minutos

* O título é indisputado: 1982 foi mesmo o melhor ano de sempre da ficção científica cinematográfica. Vejamos: Blade Runner, E.T., The Thing, Tron, Star Trek II: The Wrath of Khan, e mais alguns menos conhecidos. É obra.  

14 de maio de 2013

Wreck-it Ralph: All his base is belong to us

É interessante ver Wreck-it Ralph, filme de animação da Disney estreado em 2012, e pensar em como de certa forma está para as gerações do presente como Toy Story, da Pixar, esteve para as gerações anteriores, para as quais os brinquedos tradicionais ainda foram muito importantes. Não que o tenham deixado de ser de todo; mas a verdade é que os videojogos têm vindo a conquistar um espaço cada vez maior no que ao entretenimento diz respeito para miúdos e graúdos, ganhando uma relevância cultural capaz de sustentar uma longa metragem direccionada tanto para as crianças de hoje em dia, que convivem com videojogos desde tenra idade, como para os seus pais, que foram crianças e jovens antes do advento das consolas, quando a arcade culture era ainda dominante no que ao entretenimento interactivo dizia respeito. De facto, a grande força de Wreck-it Ralph é a forma inteligente como constrói todo um universo ficcional baseado nos videojogos utilizando as suas referências, o seu visual e as suas especificidades para dar forma a uma narrativa sólida e, acima de tudo, apelativa para vários públicos distintos. 

Para os mais velhos, Wreck-it Ralph é um filme profundamente nostálgico - mesmo para alguém como eu, que nunca viveu a cultura de arcada (na aldeia onde cresci as máquinas eram escassas, e as moedas mais ainda) e que entrou mais a sério no mundo dos videojogos já durante a adolescência, com uma Playstation original, cinzenta e rectangular. As inúmeras referências a videojogos mais antigos, a reunião do grupo de apoio "Bad-Anon" com alguns vilões clássicos, os easter eggs escondidos na fascinante "Game Central Station" - todos estes elementos são introduzidos logo nos primeiros minutos, dando profundidade àquele universo e enquadrando na perfeição tanto as personagens principais, como toda a narrativa do filme. 


Para os mais novos - e também para os mais velhos, ou pelo menos para aqueles que se consigam desligar do fascinante subtexto do filme -, Wreck-it Ralph conta com mestria uma história muito simples. Ralph é o vilão do jogo Fix-it Felix, Jr., mas vive frustrado por estar 30 anos a desempenhar o mesmo papel sem obter qualquer reconhecimento pelo seu trabalho. O grupo de apoio a vilões não ajuda, pese embora as boas intenções dos seus intervenientes - e Ralph decide obter o reconhecimento merecido noutros jogos, como Hero's Duty (numa paródia clara aos shooters modernos) - mas é no colorido e açucarado Sugar Rush (reminescente de Mario Kart e de outros títulos do género) que vai viver uma inesperada aventura na companhia da improvável Vanellope.


O voice acting é soberbo: John C. Rilley dá vida de forma especialmente feliz a Ralph, e Sarah Silverman dá a Vanellope uma voz perfeita para a sua hiperactividade contagiante. O restante elenco inclui Alan Tudyk como King Candy, Jack McBrayer como Felix, Jane Lynch como Calhoun e Mindy Kaling como Taffyta. É uma pena que, no que à exibição do filme em Portugal diz respeito, não tenha havido (tanto quanto sei) a possibilidade de ver o filme na versão original. Nada contra as versões dobradas - mas não são para mim, e não estou disposto a pagar para ver um filme dobrado (sobretudo depois de algumas más experiências com dobragens - veja-se o caso de Shrek, por exemplo). De resto, escapa-me a lógica que determina que mesmo uma sessão de meia-noite tenha de ser dobrada.


Mas voltando ao filme propriamente dito: se a primeira parte de Wreck-it Ralph é uma vertigem de referências, gags e muitos detalhes interessantes, a segunda assume um tom um pouco mais sério (mas nunca demasiado sério), com alguns twists muito interessantes a serem introduzidos no enredo. Este, por mais simples que seja, nunca abandona o universo que lhe serve de base, e vários dos seus plot devices são inspirados também nos videojogos. As referências são uma constante - mas nesta parte mais discretas, quase camufladas no cenário à espera de um olhar atento.


Para todos os efeitos, Wreck-it Ralph é mesmo uma viagem nostálgica pela história dos videojogos, com um sem-número de referências recentes (Leeroy Jenkins), antigas (Aerith Lives!) e mais antigas (um Q*Bert sem-abrigo? Genial.); algumas serão mais ou menos evidentes mesmo para quem nunca dedicou atenção aos videojogos; outras são obscuras, e mesmo muitos gamers não as irão apanhar sem a ajuda de, pelo menos, algumas pausas e rewinds. Mas mais do que a nostalgia, Wreck-it Ralph mostra de forma exemplar como os videojogos são parte inalienável da cultura popular dos últimos 30 anos - e fá-lo com humor, com excelentes personagens, com um trabalho de voice acting soberbo e com uma narrativa relevante a sustentar todas as suas referências. Para uma geração que cresce e que convive de perto com este meio, Wreck-it Ralph tem o potencial de se vir a tornar num clássico. 8.4/10


Wreck-it Ralph (2012)
Realizado por Rich Moore
Argumento de Rich Moore, Phil Johnston, Jim Reardon e Jennifer Lee
Com John C. Rilley, Sarah Silverman, Alan Tudyk, Jack McBrayer, Jane Lynch e Mindy Kaling
108 minutos

30 de outubro de 2012

Disney prepara aquisição da Lucasfilm, detentora de Star Wars

Não sei se isto é uma boa notícia ou uma má notícia, mas parece-me ser uma das notícias do dia: está muito próxima a aquisição da LucasFilms pela Disney - que, aparentemente, até já tem planos para lançar o Episódio 7 de Star Wars já em 2015. De acordo com a notícia publicada no portal The Verge, o valor da aquisição situa-se nos 4,05 mil milhões de dólares, com George Lucas a receber metade deste valor e mais 40 milhões de dólares em acções. A Disney ficará assim com todos os direitos sobre a franchise Star Wars, que, reconheça-se, é uma autêntica mina de ouro. Ainda está por saber o impacto deste negócio em Star Wars, sobretudo no que a novos filmes diz respeito, mas para já julgo ser seguro confirmar - citando um dos mais hilariantes comentários à notícia - a entrada de Leia na galeria de "princesas da Disney".

Actualização#1: Na era da Internet a paródia está sempre assegurada. Na Forbes: Possible Star Wars-Disney Mash-up Movies. Talvez valha a pena aguardar por Alice in Wookieland

Fonte: The Verge

19 de setembro de 2012

Wreck-it Ralph, ou a nostalgia dos videojogos segundo a Disney


Não sei se o objectivo cativar os miúdos de hoje ou os miúdos que, há algumas décadas, se deliciavam com algumas das personagens dos jogos a que Wreck-it Ralph faz alusão. Sei que o conceito é bastante criativo, e imagino que a Disney deve ter empenhado a fortuna acumulada de todas as suas princesas para pagar os direitos de algumas personagens de jogos clássicos* (só à custa do Sonic deve ter recambiado a Cinderela para uma esquina de gosto duvidoso). De qualquer forma, nem que seja pela nostalgia, valerá certamente ver. Estreia por cá a 6 de Dezembro.

*Consta que não houve fundos para incluir Mário e Luigi.