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14 de julho de 2014

Christopher Priest (1943 - )

Com quatro prémios British Science Fiction e um prémio World Fantasy na categoria de "Melhor Romance", a obra de Christopher Priest merece destaque no fantástico literário. Indoctrinaire marca a sua estreia no formato de romance em 1970; seguiram-se Fugue for a Darkening Island (1972), The Inverted World (1974), The Space Machine  (1976), A Dream of Wessex (1977), The Affirmation (1981), The Glamour (1984), The Extremes (1998) e The Separation (2002), entre outros. The Prestige, de 1995, será talvez o seu romance mais conhecido, com a história dos dois ilusionistas rivais a ter sido agraciada com o prémio World Fantasy e a ter conhecido uma adaptação cinematográfica de sucesso, realizada por Christopher Nolan com estreia em 2006. O seu mais recente romance, The Adjacent, data de 2013.

Na bibliografia de Christopher Priest destacam-se ainda quatro colectâneas de ficção curta. Na segunda, An Infinite Summer, de 1979, Priest reuniu três contos que marcam o início do seu "Dream Archipelago", o universo ficcional que viria a explorar poucos anos mais tarde em The Affirmation, e num dos seus romances mais recentes: The Islanders (2011). Aos contos originais juntar-se-iam alguns novos em 1999, com a colectânea The Dream Archipelago

No ensaio, merece destaque The Last Deadloss Visions, uma violenta (e virulenta) crítica de Priest àquele que será talvez o mais famoso livro de ficção científica nunca publicado: a antologia The Last Dangerous Visions, organizada por Harlan Ellison ainda nos anos 70. O ensaio original foi publicado no formato de uma fanzine de edição única, que se tornou tremendamente popular - e que deu origem a uma crítica mais elaborada, publicada em livro com o título The Book on the Edge of Forever, em 1993. 

Christopher Priest nasceu a 14 de Julho de 1943 em Cheshire, no Reino Unido, e celebra hoje o seu 71º aniversário.

10 de maio de 2014

Christopher Priest: "Just because a novel is set in an environmentally challenged future doesn’t mean it automatically acquires “seriousness”" (entrevista)

Aos 70 anos, Christopher Priest ocupa um lugar destacado na literatura de ficção científica contemporânea. Autor de romances consagrados do género como The Inverted World (1974), The Affirmation (1981), The Separation (2002) e The Islanders (2011), Priest já conquistou por quatro vezes o British Science Fiction Award na categoria de romance; e a sua incursão no território da fantasia com The Prestige (2005) valeu-lhe o World Fantasy Award e foi adaptado ao cinema em 2006 por Christopher Nolan. Em entrevista a Dag Rambraut e Mark Yon para o portal SFFWorld, Priest fala do seu mais recente romance, The Adjacent, dos temas e motivos recorrentes na sua obra, sobre o seu célebre "Dream Archipelago" e sobre outros aspectos da sua já longa carreira literária. Dois excertos:
SFFWorld: You paint a pretty grim picture of the future although some would probably say that’s where we’re heading if we don’t take the environmentally issues seriously. Is this something you’ve wanted to set the focus on?
Christopher Priest: You can paint a grim picture of the present day. Or of Victorian England. Or of La Belle Epoque. Or of the Old West. Or you can instead celebrate it, relish it, enjoy it.
Just because a novel is set in an environmentally challenged future doesn’t mean it automatically acquires “seriousness”. As global warming really gets going, people will still make love, eat dinner, laugh at jokes. There’s nothing much that’s inherently “grim” in The Adjacent, although the background is a bit of a problem.
Here we are in the world of the present: with madmen fracturing the bedrock for a few extra years of “cheap” energy, of Russia rattling sabres at its neighbours, of extremists attacking children because they want to go to school, of big corporations polluting the world for the sake of a quick buck. Life goes on, seriously or unseriously. You make of it what you can.
SFFW: Have you ever struggled between what you would like to happen to a character and what you considered more sensible to occur? Can you tell us when and what did you do at last?
CP: When things are going well, books often feel as if they are writing themselves. Certainly that is true of characters. Once you have got a grip on what they are like, what their past is, what their present concerns or ambitions might be, then many scenes will develop naturally. You just turn them loose and see what happens.
The opposite is also true: if you try to force a character to do or say something that the story demands, quite often the scene will feel later as if it has gone wrong.
A entrevista completa pode ser lida aqui.

Fonte: SFFWorld

23 de abril de 2014

This happening world (10)

Em Abril começa a temporada dos prémios, das polémicas relacionadas, e das eternas discussões sobre a literatura de género. Sobre os prémios e as polémicas, escrevi este artigo para a Bang!; sobre o debate dos géneros na ficção, escreveram Juliet McKenna no The Guardian e Chris Beckett na The Atlantic - dois artigos que merecem ser lidos pela pertinência dos argumentos apresentados, pelos estigmas que não desaparecem nem mesmo numa época em que a pop culture foi capturada pelo poço gravitacional dos universos geek, e pela importância da ficção científica no presente.

Na Amazing Stories, Steve Fahnestalk recupera os juveniles de Robert A. Heinlein e pergunta: serão ainda relevantes? Numa época em que a ficção de género voltou a entrar em força no território young adult, é bem possível que sim - e Fahnestalk explora os romances publicados por Heinlein entre 1947 e 1959. Que é como quem diz: entre Rocket Ship Galileo, o primeiro dos seus livros YA, até Starship Troopers, que marca a transição da sua literatura juvenil para os temas mais adultos que marcaram a sua obra a partir dos anos 60. 

Em entrevista a Ryan Hill para o portal ScreenInvasion, Christopher Priest fala sobre o seu mais recente romance, The Adjacent, sobre o tema da magia na sua obra, e sobre adaptações cinematográficas - mais concretamente, sobre a adaptação a The Prestige realizada por Christopher Nolan em 2005 - e é interessante como o autor consegue, ao mesmo tempo, tecer críticas positivas e negativas (e ambas com justiça) ao trabalho do realizador britânico.