Numa época em que a indústria dos videojogos vive de franchises, dos flagelos das microtransactions e das social components, e da simplificação das propriedades intelectuais, é algo reconfortante saber que ainda há estúdios e visionários capazes de pensar out of the box e tentar desenvolver conceitos arrojados. Há tempos, falei aqui da ideia de Chris Roberts de implementar um sistema de "morte permanente" nas personagens individuais de Star Citizen; hoje, leio no Polygon que a CD Projekt Red está a ponderar introduzir em Cyberpunk 2077 personagens cujos idiomas falados dependam directamente das suas histórias e origens pessoais - obrigando o jogador a adquirir dispositivos (implantes, certamente) de tradução que podem ser mais ou menos eficazes dependendo da sua qualidade (e preço). Arriscado? Sem dúvida - será sem dúvida estranho encontrar para o jogador encontrar um personagem relevante para o progresso da narrativa a falar apenas russo ou japonês. Por outro lado, se este elemento for introduzido de forma inteligente, poderá dar ao universo de Cyberpunk 2077 uma profundidade e um realismo incomparáveis. Veremos se os estúdios polacos conseguem levar esta ideia avante.
Fonte: Polygon

