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4 de junho de 2013

Remember Me: Primeiras impressões da crítica especializada

Um dos videojogos cujo percurso tenho vindo a acompanhar ao longo dos últimos meses é Remember Me, da Capcom, um título de acção na terceira pessoa numa Paris futurista e cyberpunk. O jogo estará disponível daqui a poucas horas (via Steam) e nas lojas a dia 7 de Junho, mas a imprensa especializada já começou a publicar as primeiras reviews - e, a avaliar pelos avaliações, o jogo oscila entre o mediano e o bom. Abaixo, um breve apanhado (que não dispensa, para os interessados, a leitura dos artigos completos):

Remember Me suffers when it pushes its design beyond the capabilities of its mechanics, when its gameplay ambitions exceed its capacity to meet them. Most games would falter under the weight of those mechanical complications, and Remember Me eyes trouble the most pointedly when it falls prey to overused video game conventions. But Remember Me's fiction and world-building make it more than just another running, jumping and climbing-oriented beat-'em-up — they make it a future worth exploring. (ver análise completa)

I remain pretty positive on my experience with Remember Me, though, despite its faults, and I must admit a great deal of subjectivity in that feeling. Remember Me hits a lot of the neural buttons tied to my favorite science fiction ideas, and its often-glossy take on Philip K. Dick-esque darkness is something I find extremely appealing. Because of that, there’s a great deal I’m personally willing to forgive when it comes to Remember Me, and I have a feeling there will be other players who feel the same way. (ver análise completa)

One or two of the game’s problems would have been easy to ignore, but when mixed together it makes for a disappointing game experience. Perhaps what is most disconcerting is that publishers may not attribute Remember Me’s troubles to the poor camera work, lackluster game design or sticky controls. Instead, this will be yet another example of a game with a female protagonist that that doesn’t live up to expectations, confirming what publishers want to believe about the viability of female heroes in the video game landscape. It’s just tragic that all of this promise is ultimately wasted on a flat, linear experience. (ver análise completa)

Remember Me is a likeable, even admirable game that tells a deeply personal story in a thoughtfully-fashioned world populated by richly detailed character models. But ultimately, it failed to challenge or excite me as a game, as all of its best ideas are confined to its overarching fiction rather than its gameplay. I rarely felt like a Memory Hunter except for the few Memory Remix sections. I’d love to spend time in this world sampling its fiction and tasting some of its ideas, but unfortunately I can’t say the same for the game, which is very forgettable. (ver análise completa)

Quanto à minha opinião sobre o jogo, talvez apareça com as Steam Summer Sales (ou com qualquer outra promoção). 

Fontes: Polygon / Game Front / Forbes / IGN

* Claro, o IGN foi também o portal de gaming que deu a Mass Effect 3 uma pontuação de 9.5/10 e praticamente fez campanha contra os gamers, pelo que qualquer análise vinda de lá deve ser tomada, como se diz em inglês, with a grain of salt.

22 de abril de 2013

Resident Evil: Um reboot necessário?

Jen Bosier, uma das colaboradoras do (excelente) blogue da revista Forbes dedicado aos videjogos, publicou há dias uma reflexão muito interessante sobre a possibilidade - ou mesmo a necessidade - de a série Resident Evil seguir uma das mais recentes tendências dos meios audiovisuais: o reboot. Escreve Bosier:
With the shining exception of Resident Evil 4, the franchise has slowly but surely been losing its way since Resident Evil: Nemesis or Resident Evil: Code: Veronica, depending on your feelings on the latter, story-driven affair. With Resident Evil 6 firmly behind us, it’s only a matter of time before Resident Evil 7 is teased, which makes me wonder: Is it time for a reboot?
Resident Evil 3: Nemesis continua a ser um dos meus jogos preferidos (tal como Bosier refere noutro artigo muito interessante, algumas mecânicas novas, as criação de munições e Nemesis fizeram do jogo uma experiência a todos os níveis inesquecível); ver a franchise regressar à qualidade dos primeiros três títulos seria sem dúvida uma excelente notícia. Na altura, a narrativa ainda estava razoavelmente contida entre o incidente na mansão das Arklay Mountains e a fuga dos protagonistas de Resident Evil 2 (Leon Kennedy, Claire Redfield e Sherry Birkin) e de Resident Evil 3: Nemesis (Jill Valentine e Carlos Oliveira) de uma Raccoon City infestada momentos antes da sua destruição. Resident Evil Code: Veronica X , com um pendor muito narrativo, ainda se manteve bastante fiel às origens da série - mas também foi aqui que a série conheceu o primeiro momento de jumping the shark, com a introdução de um irritante "Super-Wesker" (na prática, um misto de Wesker com o Agent Smith de The Matrix, bullet time incluído). 

Apesar de ter Leon como protagonista (e de Ada aparecer), Resident Evil 4 afastou-se tanto da fórmula original que praticamente se tornou num jogo diferente. Não desfazendo: RE4 é um óptimo jogo, difícil q.b., repleto de detalhes interessantes e com alguns dos inimigos mais memoráveis e assustadores da franchise, como os "Regenerators". Mas apesar da sua atmosfera opressiva e da sua banda sonora lúgubre, RE4 é mais um título de acção do que de survival horror, uma tendência que se acentuou nos jogos subsequentes. Mas não foi o horror o único elemento a deteriorar-se; também a narrativa (o aspecto mais fraco de RE4) perdeu qualidade, tornando-se, nas palavras de Bosier, numa "unholy mess" - porventura mais próxima da salganhada insípida dos filmes de Paul W. S. Anderson do que da trilogia de sucesso da Playstation original. 

Para todos os efeitos, RE4 foi um reboot à série Resident Evil, utilizando uma das suas personagens mais populares para transportar a narrativa num novo rumo e para fazer os seus controlos libertarem-se em definitivo do modelo "tank" que caracterizou os primeiros títulos, actualizando-os para os sistemas dos jogos de acção contemporâneos. E a verdade é que, apesar de RE4 ser um excelente título, a direcção que deu à franchise falhou - a narrativa perdeu-se e os jogos que se seguiram perderam as suas características de survival horror para se tornarem em jogos de acção mais ou menos genéricos. Basta ler o que se escreveu, em críticas especializadas e fóruns de discussão frequentados por jogadores, sobre RE5 e RE6. Regressar atrás para recomeçar a série do zero (ou, pun intended, do um) implicaria mais do que decidir como reorganizar toda a narrativa e todas as personagens dos últimos dezassete anos, uma tarefa decerto hercúlea - implicaria, também, decidir entre devolver a série às suas origens de survival horror ou reconstruí-la em modo de acção. 

Dado o passado recente da Capcom, não é difícil imaginar qual seria a opção seguida. E, para isso, talvez seja preferível deixar tudo como está. 


28 de fevereiro de 2013

Remember Me com lançamento confirmado para Junho

4 de Junho nos Estados Unidos, 7 de Junho na Europa - para PS3, Xbox 360 e PC. Estas são as datas de lançamento de Remember Me, o novo jogo de acção na terceira pessoa em ambiente cyberpunk desenvolvido pela Dontnod Entertainment e distribuído pela Capcom. Foi disponibilizado ontem um novo trailer, centrado em Nilin e na sua cruzada numa futurista Neo-Paris para recuperar as suas memórias.


Fonte: Polygon

15 de fevereiro de 2013

Remember Me: estilos de combate e roubo de memórias

Um dos jogos que aguardo com mais expectativa em 2013 é Remember Me, um título de ficção científica cyberpunk cuja narrativa se passa numa futurista Paris de 2084. A protagonista é Nilin, uma memory hunter, e o jogador acompanha-a na sua tentativa de recuperar as memórias pessoais que lhe foram roubadas. Remember Me está a ser desenvolvido pelos estúdios Dontnod Entertainment para a Capcom, o que me coloca algumas reservas - afinal, nos últimos anos, tem-se esforçado imenso para atingir os níveis de esperteza saloia da Electronic Arts.

Remember Me tem lançamento previsto para Maio próximo, com um formato de acção que combina elementos de stealth, platforming e combate numa Paris cyberpunk reminiscente de Blade Runner e Akira (com uma história aludir a um Eternal Sunshine of the Spotless Mind meets Neuromancer), e promete introduzir dois conceitos que, bem explorados, podem tornar o jogo especialmente interessante. O primeiro destes conceitos é o próprio sistema de combate, que através da funcionalidade Combo Lab dá ao jogador a possibilidade de desbloquear várias habilidades e combiná-las de diversas formas para receber bónus, ajustando o estilo da personagem aos desafios que vai enfrentando. Isto, aplicado de forma inteligente (ou seja, evitando uma ou duas combinações óbvias do tipo jack of all trades), pode dar aos jogadores uma grande liberdade de combinarem estilos e encontram combinações que tornem a experiência mais pessoal e desafiante. O segundo conceito é a possibilidade de Nilin "infiltrar" as memórias de outras personagens do jogo e alterá-las através de pequenas cenas interactivas - e escusado será dizer que o potencial desta funcionalidade é tremendo, dando ao jogador inúmeras possibilidades de interacção com outras personagens e mesmo de redefinição de momentos da narrativa. Isto, claro, se o conceito for explorado de forma inteligente. 

Resta, por isso, saber se Remember Me vai explorar o seu potencial. E, claro, falta ainda desvanecer todas as incertezas habituais num jogo da Capcom: política de DLC, versão de PC (o historial neste campo é tenebroso). De qualquer forma, é um tema a continuar a acompanhar. No Polygon, foram divulgadas algumas imagens novas sobre este título.

Fonte: Polygon