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22 de maio de 2014

This happening world (13)

No Polygon, Ben Kuchera assina uma excelente reportagem sobre como a Blizzard Entertainment criou Heroes of the Storm, a sua muito aguardada entrada no mercado dos jogos multiplayer battle online arena (MOBA) há vários anos dominado por títulos como League of Legends e DOTA. É interessante notar como tantas coisas nesta indústria acabam por funcionar por serendipismo - neste caso, com a ironia acrescida de os MOBA terem emergido no quintal da própria Blizzard, através de um mod feito com o editor de campanhas de Starcraft.

Concluído que está o bloco de Theros, a Wizards of the Coast já revelou qual será o nome do próximo bloco temático de Magic: the Gathering que será lançado no início do Outono: Khans of Tarkir. Pouco mais se sabe para além do título - Tarkir, aparentemente, é o plano-natal de Sarkhan Vol, o planeswalker alinhado com a magia vermelha que apareceu pela primeira vez em Alara; e é um mundo em permanente estado de guerra, conhecido também pelos seus dragões. Entretanto, os spoilers de Conspiracy, a expansão adicional pensada essencialmente para o formato de draft (e com muitas coisas interessantes para Commander) continuam a bom ritmo.

O artista Paul Connor adicionou aos cenários sombrios e desconcertantes do videojogo independente Limbo algumas criaturas icónicas da filmografia de Hayao Miyazaki - e o resultado, para além de visualmente soberbo, é um teaser encantador para um videojogo que, infelizmente, nunca será feito. O destaque foi dado pelo io9.

Copyright Paul Connor
Fontes: io9 / Deviant Art / Daily MTG / Polygon

31 de dezembro de 2013

2013 em retrospectiva (5): Os melhores jogos

The Walking Dead, da Telltale Games
Não há volta a dar-lhe: a aventura gráfica que a Telltale Game desenvolveu em cinco episódios no universo ficcional da banda desenhada de Robert Kirkman foi não só um dos melhores jogos de 2012 como também o jogo que mais marcou as minhas lides interactivas em 2013. Na memória fica uma das mais impressionantes e emotivas histórias que já tive a oportunidade de explorar em frente ao computador, num mundo pós-apocalíptico repleto de zombies no qual os protagonistas não são heróis de acção e damsels in distress, como é tão frequente no meio, mas sim um homem comum e uma criança, juntos por circunstâncias fortuitas. Algumas personagens da banda desenhada têm cameos breves (Glenn e Hershel), mas é mesmo o elenco original que brilha - e que estão na origem de decisões complicadas, onde a opção correcta pode não ser exactamente a opção correcta (e cujas consequências quase de certeza se irão fazer sentido, mais cedo ou mais tarde). Com um argumento soberbo, uma estética consistente, e um everyman carismático pela sua simplicidade, The Walking Dead revelou-se a todos os níveis numa experiência soberba, infinitamente superior em termos narrativos à própria série televisiva da franchise. O DLC 400 Days veio explorar com brio algumas opções e personagens que decerto irão surgir na segunda temporada - e esta já arrancou, com o primeiro episódio, All That Remains, a ser lançado antes do Natal. 

World of Warcraft: Mists of Pandaria, da Blizzard Entertainment
A quarta expansão do vetusto World of Warcraft, que domina o sector dos massively multiplayer online role play games desde o seu lançamento há quase uma década, revelou-se surpreendente: com gráficos parcialmente melhorados, os cenários espantosos na ilha de Pandaria serviram de palco a algumas das melhores sequências narrativas desde o jogo original - entre as quais se destacaram a inevitável quest lendária de Wrathion e as missões de reputação com as facções dos Klaxxii, dos Shado-Pan, dos August Celestials e da Golden Lotus (pré-5.4). É uma pena que, em termos sociais, o jogo tenha perdido muito do seu encanto ao longo dos anos - na sua essência, o World of Warcraft contemporâneo é uma longa experiência individual, e regra geral solitária mesmo nas situações em que a companhia de outros jogadores é necessária, como os raid encounters e as dungeons (simplificadas até à banalidade absoluta). Mas nem por isso Mists of Pandaria deixou de surpreender e cativar um céptico como eu, para quem a introdução dos Pandaren tão tarde talvez fosse já demasiado tarde (sim, e eu joguei Warcraft 3: The Frozen Throne, e sei bem que a ideia não surgiu de um certo filme de animação recente). 

Magic: the Gathering: Theros
Após um interregno de dez anos, o meu regresso "oficial" às cartas coleccionáveis de Magic: the Gathering foi uma experiência muito interessante, com o bloco de Return to Ravnica a mostrar algumas das (excelentes) ideias, mecânicas e cartas que deixei escapar durante o hiato. Mas foi Theros que demonstrou a sofisticação actual do jogo: uma expansão com um mundo fascinante, bem construído sobre a mitologia grega, com as referências e as associações a serem transpostas na perfeição para as cartas e para as mecânicas de jogo. Aos cinco deuses do panteão de Theros (e aos semi-deuses que se adivinham nas duas próximas expansões) juntam-se o planeswalker Xenagos, um sátiro que descobre a vastidão do Multiverso e a insignificância do hedonismo do seu povo, e a já conhecida Elspeth Tirel, a cavaleira-planeswalker que escapou à guerra em Bant e ao desastre de Mirrodin e regressou a Theros para encontrar alguma paz. Mas um confronto com uma hidra capturou a atenção do Deus do Sol, Heliod... Theros é a primeira parte do bloco homónimo, que terá continuidade já em finais de Janeiro com a expansão Born of the Gods. Journey Into the Nyx deverá concluir a história no final de Abril. 

11 de novembro de 2013

World of Warcraft: Revelados mais detalhes sobre filme de Duncan Jones na BlizzCon 2013

Como não podia deixar de ser, a BlizzCon 2013 - que decorreu entre 9 e 10 de Novembro em Anaheim, na Califórnia - serviu também de palco para anunciar novidades relativa à transposição para cinema do mundo ficcional da franchise Warcraft. Ao leme do projecto, como já fora anunciado, está o realizador Duncan Jones (Moon), fã assumido do MMO da Blizzard Entertainment - e, mais do que adaptar a história recente do jogo homónimo, o filme World of Warcraft irá recuar aos primórdios de Azeroth e do conflito que opôs Orcs a Humanos. Sem querer definir trincheiras entre heróis e vilões (no jogo de estratégia em tempo real original, os Orcs eram claramente os vilões), Jones quer dar algum equilíbrio a ambos os lados - e adiantou que Anduin Lothar e Durotan serão duas das mais importantes personagens na narrativa. 

World of Warcraft combinará acção real com CGI e motion capture - com a Industrial Light and Magic já confirmada na criação dos orcs. O filme começará a ser filmado no início de 2014 e tem estreia prevista para Dezembro de 2015. 

Fonte: Polygon

9 de novembro de 2013

Heroes of the Storm: Novo vídeo de apresentação da Blizzcon 2013

Como não podia deixar de ser, Heroes of the Storm, o jogo que a Blizzard Entertainment está a preparar para entrar no muito popular mercado dos jogos Multiplayer Battle Online Arena (MOBA) tem sido um dos destaques da BlizzCon 2013 - e o novo vídeo promocional dá uma ideia muito clara de quão persistente é o espírito de Blizzard All-Stars neste título. Independentemente da minha embirração com a personagem de Nova (custa a crer que uma protagonista tão genérica tenha sido criada pelas mesmas pessoas que desenvolveram Kerrigan) e das minhas reticências pessoais para com o formato, não deixa de ser interessante ver o medley de Sarah Kerrigan, Diablo e o Lich King numa equipa em estilo DotA.


Fonte: Polygon

8 de novembro de 2013

World of Warcraft: Próxima expansão, Warlords of Draenor, anunciada na BlizzCon 2013


É curioso: quando toda a gente na Internet especula sobre o que restará em termos de conteúdos ao vetusto World of Warcraft, o mais popular massively multiplayer online role playing game da última década, para alimentar as eventuais próximas - e poucas - expansões, a possibilidade de regressar atrás é quase sempre esquecida (quando, na verdade, foi estabelecida na primeira expansão, The Burning Crusade, com as "Caverns of Time" e a Bronze Dragonflight). Na BlizzCon, a convenção anual da Blizzard Entertainment em Anaheim, Califórnia, Chris Metzen anunciou no seu keynote speech que a próxima expansão de World of Warcraft, Warlords of Draenor, irá fazer exactamente isso: regressar a um Draenor anterior à chegada da Burning Legion e da destruição daquele mundo pelos portais para Azeroth. Em termos narrativos, o jogo continuará a acompanhar Garrosh Hellscream, que escapa ao julgamento pelos seus actos em Mysts of Pandaria e tenta alterar o passado da Horda.

No que diz respeito à jogabilidade, a keynote de Metzen referiu ainda modelos actualizados para as raças mais antigas (entre os veteranos o murmúrio "finalmente" torna-se audível) e um level cap alargado até 100, para além das novas quests e dos novos conteúdos de endgame. 

Numa nota pessoal: se nesta nova expansão a Blizzard conseguir enquadrar tão bem a narrativa com as mecânicas de jogo como em Mists of Pandaria, Warlords of Draenor terá tudo para ser um sucesso. 

18 de outubro de 2013

Blizzard All-Stars passa a Heroes of the Storm


Não sou exactamente fã de videojogos MOBA (Multiplayer Online Battle Arena) - formato que nasceu em mapas personalizados desenvolvidos por fãs nos editores de jogo dos títulos da Blizzard Entertainment Starcraft (com o mapa "Aeon of Strife") e Warcraft III (com o célebre "Defense of the Ancients"), e que nos últimos ganhou uma enorme popularidade global enquanto e-sport com Dota, da Valve, e sobretudo com League of Legends, da Riot Games. Em termos meramente pessoais, a componente de player versus player não me entusiasma - e isso, aliado à comunidade conhecida pela sua imaturidade e agressividade verbal (a roçar a sociopatia), fez como que sempre mantivesse uma distância saudável do género. Talvez Heroes of the Storm, o título que a Blizzard Entertainment está a preparar para entrar num mercado que, não sem ironia, nasceu nos seus próprios jogos, não seja suficiente para eu dar uma oportunidade aos MOBA; no entanto, a possibilidade de jogar com um grupo de amigos com personagens que me acompanham há mais de uma década nos videojogos, como Zeratul, Sarah Kerrigan, Jim Raynor, Thrall, Uther Lightbringer, entre muitos outros, não deixa de ser muito aliciante.

E, claro, o vídeo promocional da mais recente mudança de nome de Heroes of the Storm (conhecido previamente como Blizzard All-Stars e Blizzard DotA) está excelente - sobretudo para quem conhece os universos interactivos dos estúdios de Anaheim.

Fonte: Polygon

21 de agosto de 2013

Diablo III: Anunciada primeira expansão, Reaper of Souls

A Blizzard Entertainment anunciou hoje (oficialmente) a primeira expansão para o terceiro capítulo da série Diablo. Intitulada Reaper of Souls, esta expansão introduz uma nova classe, "Crusader" (decerto com semelhanças à classe "Paladin" de Diablo 2), um novo limite de poder e um novo inimigo: Malthael, o Anjo da Morte. O anúncio fez-se acompanhar de um cinematic trailer na melhor tradição da Blizzard.

Diablo III: Reaper of Souls não tem ainda data de lançamento prevista.


Fonte: Gamefront / Forbes

15 de agosto de 2013

World of Warcraft: The Siege of Orgrimmar

Admito que o meu regresso, por intermédio de um amigo, ao vasto mundo online de World of Warcraft foi alimentado sobretudo pela nostalgia. Afinal, entre os primeiros meses do jogo original até aos últimos da segunda expansão, Wrath of the Lich King, sempre se passaram mais ou menos cinco anos - sem dúvida muito tempo para jogar um videojogo, sobretudo quando este apresenta uma componente social potencialmente tão rica como o sucesso da Blizzard. As expectativas não eram altas - a meu ver, toda a ideia de Mists of Pandaria devia talvez ter sido a base da primeira expansão, dado que o easter egg de Chen Stormstout em Warcraft 3: The Frozen Throne ainda estava bem presente na memória de boa parte dos jogadores (aliás, antes de os 'Blood Elves' e os 'Draenei' serem apresentados como novas raças jogáveis, muita gente apostava precisamente nos 'Pandaren'). Mas a verdade é que, ao contrário dos outros jogos lançados entretanto (Diablo III, Starcraft II: Heart of the Swarm), com Mists of Pandaria os velhos estúdios de Anaheim, Califórnia, voltaram a surpreender-me pela positiva. 'Pandaria', o novo continente a explorar, é um território magnífico, aproveitando ao máximo os gráficos de estilo desenho animado deste jogo com quase uma década; e o departamento criativo soube colocar nas várias zonas sequências de quests normalmente interessantes, sem se repetir em excesso e com uma narrativa muito mais interessante do que alguma vez imaginei. 

Muito a propósito: foi hoje divulgado um trailer para o próximo e último major update aos conteúdos de Mists of Pandaria. Intitulado The Siege of Orgrimmar, esta actualização vai fechar o arco narrativo que envolve Garrosh Hellscream na liderança de uma Horda cada vez mais sanguinária e isolada. Sem dúvida algo muito promissor para o final da expansão e para dar seguimento aos conteúdos da próxima (ainda envoltos no segredo dos deuses).



Fonte: Polygon

22 de julho de 2013

Comic-Con 2013 (1): Alguns destaques

Nos últimos dias decorreu a Comic-Con de San Diego, a maior convenção do seu género - repleta de novidades sobre o que esperar nos próximos tempos na fantasia e na ficção científica em livros, banda desenhada, filmes, televisão e videojogos. Vários portais internacionais fizeram uma cobertura exaustiva do evento, com todos os seus painéis de convidados, previews e apresentações. Alguns destaques mais ou menos breves (seguir-se-ão outros, com trailers):

Edge of Tomorrow: Desconhecia este filme de ficção científica realizado por Doug Liman (The Bourne Identity), adaptando para o cinema o romance All You Need Is Kill, do japonês Hiroshi Sakurazaka - mas será sem dúvida um projecto a acompanhar durante os próximos meses. Para já - e para além de alguns detalhes do enredo revelados na Comic-Con -, sabe-se que Edge of Tomorrow é um filme de ficção científica militar, que conta com Tom Cruise, Emily Blunt e Bill Paxton, e que incluirá power-armors. O que, diga-se de passagem, já é promissor q.b.. (io9)

Marvel: The Avengers 2, Guardians of the Galaxy e mais: Por mais que me tenha divertido no ano passado com The Avengers (uma excelente surpresa quando estava à espera de um fiasco), os universos ficcionais da Marvel continuam a ser-me um tanto ou quanto indiferentes. Mas o gigante dos comics apostou forte na Comic-Con e, entre as novidades relacionadas com as franchises de Thor e de Captain America deixou duas bombas: o subtítulo da sequela directa a The Avengers, Age of Ultron, dissipando assim quaisquer dúvidas sobre qual o vilão que se seguiria (e, pelos vistos, guardando Thanos - mostrado numa pequena sequência nos créditos do primeiro filme - para um capítulo futuro), e as primeiras imagens de Guardians of the Galaxy. Este filme conta com John C. Reilly, Zoe Saldana, Djimon Hounsou, Michael Rooker e Benicio Del Toro, e tem estreia prevista para o Verão de 2014. (io9)

World of Warcraft (filme): Que Duncan Jones estava ao leme da adaptação cinematográfica da mais popular (e lucrativa) propriedade intelectual da Blizzard Entertainment já se sabia há algum tempo - mas quem esteve em San Diego teve a oportunidade de ver um primeiro teaser do filme, mostrando, como não podia deixar de ser, um Orc e um Humano. A produção do filme deverá ter início em 2014. (Polygon)

Fontes: io9 / Polygon

3 de julho de 2013

As memórias e as construções narrativas de World of Warcraft

No Polygon, uma entrevista interessante com Mark Kern, antigo membro da Blizzard ligado ao desenvolvimento de World of Warcraft e fundador da Red 5 Studios, que se encontra a desenvolver o MMO Firefall. De acordo com Kern, a adaptação dos jogos massively multiplayer online - dos quais World of Warcraft é um dos mais persistentes casos de sucesso - aos jogadores ditos "casuais" tem "esvaziado o formato" - se numa primeira fase essa política serviu para atrair milhões de jogadores, acabou também por desvalorizar a dificuldade dos desafios e mesmo a componente narrativa dos jogos. 
"Since these quests are so easily and quickly accomplished," Kern wrote, "the developer is not motivated to spend any time creating rich quests or events for players, since they will only be done once and discarded in the blink of an eye. Developers have no choice but to rely on kill 10 rats, FedEx or escort for nearly every quest, and to do so with the least amount of work possible, lacking in depth or story. It's simply not worth it to do anything more." 
Kern não deixa de ter alguma razão naquilo que diz - e é verdade que a experiência actual de World of Warcraft é radicalmente diferente daquela que tive em 2005, quando o jogo foi lançado na Europa. À época, porém, o desafio era outro - como fazer com que os jogadores mais casuais e, por vezes, mais interessado nos aspectos narrativos e de worldbuilding (era o meu caso), tenham também acesso a todos os conteúdos, mesmo que em dificuldades mais baixas e com recompensas materiais (leia-se: itens) inferiores? A tempo, a Blizzard acabou por conseguir uma solução de compromisso interessante, com desafios de end game pensados para grupos de dez jogadores, longe das (absurdas) dungeons de 40 jogadores; no processo, porém, acabou por desvitalizar boa parte do mundo que começou a criar há quase 20 anos. 

A verdade é que dos cinco anos que passei a jogar World of Warcraft, algumas das memórias mais persistentes que tenho são de conteúdos narrativos - os Discos de Norgannon nas ruínas de Uldaman, que revelaram a origem telúrica dos Anões (a personagem principal de um dos amigos com quem jogava era um anão - ainda hoje fazemos piadas sobre isso); a exploração das fascinantes Blackrock Dephts, libertando e escoltando o Marshal Windsor e o (à época) extraordinário desmascarar de Onyxia em Stormwind; a grande aventura para ganhar a confiança de Tirion Fordring, paladino caído em desgraça, cuja história trágica foi explorada numa das quests mais bem escritas do jogo; a batalha de Darrowshire, nas ruínas daquela vila nas Plaguelands. Hoje já não há conteúdos com este grau de ambição e de dificuldade, o que parece dar razão a Kern; resta saber se isso é devido ao desejo dos jogadores - casuais ou hardcore - por conteúdos de consumo mais imediato, ou por falta de vontade do desenvolvimento. 

Tudo isto deu-me uma ideia. Aproveitando o facto de a minha conta de World of Warcraft ter sido recentemente reactivada - cortesia de um amigo e velho companheiro de jogo por ocasião do meu aniversário em Junho -, irei explorar com uma personagem nova as várias instances do jogo clássico, comparando as narrativas e as mudanças introduzidas nos últimos anos (sobretudo com a terceira expansão, Cataclysm) com as versões antigas, que explorei há mais ou menos oito anos. E, claro, irei falar sobre as semelhanças e as diferenças aqui. Começarei dentro de alguns dias. 

Fonte: Polygon

11 de março de 2013

Starcraft 2: Heart of the Swarm disponível a partir de amanhã

Starcraft 2: Heart of the Swarm, a muito aguardada sequela/expansão a Wings of Liberty, terá amanhã o seu lançamento oficial - quase um ano mais tarde do que o plano inicial da Blizzard Entertainment, que previa lançar as duas expansões de Starcraft 2 num intervalo de tempo de três anos. Claro, falamos da Blizzard - com um vasto historial de prazos não cumpridos (e ainda bem, em muitos casos) -, mas neste caso o desfasamento nas previsões originais tem um impacto muito palpável e porventura negativo se quisermos considerar os três capítulos como um jogo completo. Resta saber: para quando Legacy of the Void, a campanha dedicada aos Protoss que deverá encerrar o arco narrativo iniciado em 2010 com Wings of Liberty?

De qualquer forma, Heart of the Swarm estará disponível amanhã - e mais Starcraft é sempre uma boa notícia. Os fãs ficarão finalmente a saber como vai a história progredir após o final de Wings of Liberty e a mais ou menos inesperada redenção de Sarah Kerrigan. No GameFront, CJ Miozzi publicou um longo e detalhado guia sobre o que esperar desta sequela/expansão em termos de narrativa, campanha single player e de modalidades multiplayer - um artigo cuja leitura recomendo a todos os interessados nesta série da Blizzard. Em breve, farei um apanhado das várias reviews publicadas ao jogo nos principais meios que frequento. E, eventualmente, publicarei por aqui a minha própria review - pois Heart of the Swarm não será, com pena minha (e ao contrário do seu antecessor), uma compra de lançamento. 

Fonte: GameFront

26 de fevereiro de 2013

Novo trailer para Starcraft 2: Heart of the Swarm

Heart of the Swarm, a primeira expansão de Starcraft 2, tem lançamento marcado já para o próximo dia 12 de Março - e a Blizzard Entertainment disponibilizou um novo trailer, desta vez focado na narrativa (e, seguindo a recente moda cinematográfica, a revelar mais do que devia):



Muito interessante (e muito bem feito, claro), mas infelizmente repetitivo: quem conhece a série já assistiu uma vez à ascensão de Sarah Kerrigan no Zerg Swarm. Que desta vez o faça por uma vingança pessoal e não pelos desígnios da Overmind acaba por ser apenas mais um detalhe. Enfim, nada de surpresas neste campo, é esperar para ver como a Blizzard dá forma ao jogo: o primeiro capítulo de Starcraft 2, Wings of Liberty, também não chegou perto do rasgo narrativo de Broodwar, mas em termos de jogabilidade foi uma experiência formidável.   

31 de janeiro de 2013

Duncan Jones vai realizar o filme de World of Warcraft

Parece que World of Warcraft sempre vai conhecer uma adaptação cinematográfica - algo que todos os gamers julgavam nunca ter passado o estatuto de "rumor". E o realizador do projecto será Duncan Jones, que nos últimos anos realizou filmes como Moon e Source Code. A financiar o projecto está a Warner Brothers, que, pelos vistos, quer Johnny Depp como estrela maior do filme. 

Que a história de World of Warcraft - e de toda a série Warcraft - tem potencial para servir de base a uma sólida série de filmes de fantasia épica, disso não duvido. O universo ficcional que a Blizzard criou em meados da década de 90 foi buscar muitas das suas ideias à Terra Média de Tolkien, mas deu-lhes vários twists muito interessantes, uma mão-cheia de personagens muito bem desenvolvidas (assim de repente, ocorre-me Sylvanas Windrunner e o Tyrion Fordring original) e um worldbuilding especialmente bom - com os Titãs (e Sargeras), os Deuses Antigos e os Aspectos. Há anos, comprei e li com gosto várias histórias de Warcraft, onde destacaria a excelente noveleta de Chris Metzen*, Of Blood and Honor, e a forma fantástica como Jeff Grubb recriou nas páginas do livro The Last Guardian um dos mais fascinantes cenários do jogo: Karazhan. Isto, claro, sem contar com a história original de Thyrande, Malfurion e Illidan, com o coming of age de Thrall ou mesmo com a história de Aegwynn. Dito de outra forma: há imensas histórias que podem ser contadas num filme de World of Warcraft; resta saber se Duncan Jones e a Warner Bros. irão optar por contar bem uma história muito concreta e já conhecida, uma salada de frutas mais frustrante que uma sessão de daily quests, ou mesmo contar uma história nova para fazer a ponte para uma nova expansão ou para um World of Warcraft 2.0.  

Há ainda, claro, a questão do timing - produzir o filme de World of Warcraft numa altura em que o jogo, já com a caminhar para o nono aniversário, começa a dar sinais de desgaste. Talvez o projecto faça parte de uma tentativa de revigorar a série, ou de a lançar num novo rumo - ou mesmo, quem sabe, de lhe dar uma conclusão em grande. De qualquer forma, será certamente interessante ver no grande ecrã todo aquele universo de sword and sorcery with a dash of gunpowder and steampunk.

Fonte: io9

*Chris Metzen é vice-presidente de desenvolvimento de narrativas e franchises da Blizzard, e responsável pelos enredos de Starcraft, Warcraft e Diablo. 

22 de janeiro de 2013

Starcraft II: Heart of the Swarm: Disponibilizado vídeo de abertura

A Blizzard disponibilizou hoje o vídeo de abertura do muito aguardado Heart of the Swarm, o segundo capítulo da trilogia de videojogos que compõem Starcraft II (os outros são Wings of Liberty, de 2010, e Legacy of the Void, que será lançado... quando estiver pronto). De forma muito resumida, o que nos mostra este vídeo é o tema desta nova campanha: Zerg, Zerg, Zerg. Com vários indícios sobre o rumo narrativo que o jogo deverá tomar na sequência da história deixada em aberto em Wings of Liberty.

Starcraft II: Heart of the Swarm será lançado a 12 de Março de 2013.



Fonte: Blizzard Entertainment

15 de novembro de 2012

Starcraft 2: Heart of the Swarm com data de lançamento revelada

E, apesar de isso já não ser notícia, essa data será 12 de Março de 2013. 

É possível que o Starcraft original, juntamente com a formidável expansão Broodwar, tenha sido o jogo que mais prazer me deu jogar. Gostei da história (e de todo o enquadramento), uma interessante space opera com imensas homenagens a várias obras que, na literatura e no cinema, sempre me disseram muito (Starship Troopers e o universo de Alien, para não ir muito mais longe) e uma certa atmosfera tão antiquada como irresistível. E com personagens muito boas - se James "Jim" Raynor é o clássico herói atormentado, que dizer de Sarah Kerrigan, com o seu passado conturbado e a traição que a levou a tornar-se numa das mais memoráveis vilãs que os universo dos videojogos já conheceu? Ou Zeratul, um anti-herói particularmente bem construído, devastado pela culpa dos actos que cometeu em nome de um bem maior? Para não falar da jogabilidade, claro, e do excepcional - e, atrevo-me, do irrepetível - equilíbrio que a Blizzard Entertainment acabou por obter entre as raças Terran, Zerg e Protoss, numa mecânica de pedra-papel-tesoura perfeita. 

Escusado será dizer que aguardei ansiosamente por Starcraft 2: Wings of Liberty, a sequela que, doze anos mais tarde, prometia dar continuidade à história deixada em aberto no devastado Koprulu Sector. Foi uma manobra arriscada da Blizzard: ao invés de lançar um título com uma campanha distinta, com mais ou menos dez missões, para cada uma das raças, optou por criar três jogos, um para cada raça. O primeiro, Wings of Liberty, saiu em Julho de 2010, dedicado inteiramente aos Terran, a partir do ponto de vista de Jim Raynor e da sua facção rebelde. O segundo, Heart of the Swarm, dedicado aos Zerg, tinha lançamento previsto - e sabemos como são as previsões da Blizzard - para dezoito meses mais tarde. Por fim, Legacy of the Void, com a história a entrar no universo dos Protoss, seria lançado três anos após o lançamento do primeiro título. 

Serviu Starcraft 2 de pretexto para abandonar World of Warcraft, e no próprio dia de lançamento comecei a jogá-lo. Sei que o jogo não agradou a muita gente, mas a mim não me defraudou: diverti-me imenso com a campanha single player, com a criatividade de algumas missões ("Outbreak" e "The Belly of the Beast" destacam-se) e com algumas reviravoltas numa história que, mesmo não estando tão boa como a original (e tendo alguns momentos questionáveis), mantinha qualidade suficiente para entreter. O problema é que a continuação, Heart of the Swarm, não saiu dezoito meses depois - vai sair em Março próximo, quase três anos após o lançamento de Wings of Liberty. E nem vale a pena tentar adivinhar quando será enfim disponibilizado o último capítulo da série, Legacy of the Void, com os Protoss - que, por acaso, das três raças disponíveis são a minha preferida, tanto em termos de história como em termos de tecnologia.

Não que isto seja grave. Apesar de não jogar Starcraft 2: Wings of Liberty há muitos meses, é certo que irei concluir a campanha single-player uma vez mais no final do Inverno - e, apesar da demora, espero poder comprar Heart of the Swarm no dia do lançamento, e ver até onde irá a história de Sarah Kerrigan. Só lamento que tenha sido necessário esperar tanto tempo pela continuação desta saga, e que seja ainda necessário sabe-se lá quantos anos para poder finalmente jogar com os Protoss e ver a conclusão da história. Enfim. Em termos de single-player (que é o que me interessa, já que apenas jogo Starcraft 2 em modo multiplayer muito ocasionalmente, e com amigos), o pouco que já se sabe da campanha parece promissor. 

Entretanto, talvez seja boa ideia juntar Starcraft 2 aos livros de A Song of Ice and Fire numa estante especial: "séries a serem concluídas... um dia."

/rant

Fonte: Gamefront

17 de agosto de 2012

Novo cinematic trailer de World of Warcraft: Mists of Pandaria

Fiel à tradição de criar (excelentes) trailers para promover os seus videojogos, a Blizzard Entertainment disponibilizou ontem a apresentação da nova expansão do velhinho e ainda muito popular World of Warcraft: Mists of Pandaria. 



Quando Mists of Pandaria foi anunciada, o regresso da raça Pandaren - e aqui a palavra-chave é mesmo "regresso", independentemente de a personagem de Chen Stormstout em Warcraft 3: The Frozen Throne, ter sido um easter egg -, causou-me alguma estranheza, sobretudo pelo momento. Recordo-me do tempo que antecedeu o lançamento da primeira expansão, The Burning Crusade - sabia-se que seriam introduzidas novas raças na expansão, mas não se sabia quais; e e muitos eram os jogadores a acreditar - mesmo a desejar - que seriam os Pandarens os escolhidos (acabaram por ser os Draenei e os Blood Elves).

Não será Mists of Pandaria que me fará regressar ao mundo de Azeroth, no qual passei imenso tempo. No entanto, este trailer está formidável. A Blizzard tem andado a escorregar um pouco na produção dos seus videojogos, mas pelos vistos continua em plena forma no que diz respeito às sequências de vídeo.


12 de março de 2012

Diablo 3: PvP, data de lançamento e hype

Apesar dos rumores, a data de 17 de Abril para o lançamento do Diablo 3 - um dos jogos mais aguardados do ano - parece não passar disso mesmo: de um rumor. No entanto, as notícias de que à data de lançamento o jogo não vai incluir o sistema de Player versus Player (PvP) confirmam-se, como se pode ler neste post de Jay Wilson no blogue oficial do Diablo 3. O motivo? O sistema não está suficientemente refinado, e a Blizzard não quer fazer os fãs esperar mais tempo. O que não deixa de fazer sentido.

O mesmo post dá a entender que em breve a Blizzard confirmará a data de lançamento oficial do Diablo 3. Claro que, tratando-se da Blizzard, só mesmo no dia de lançamento é que poderemos ter a certeza de que de facto a data prevista foi a data oficial. 

Entretanto, e ainda no tema Diablo 3, parece que houve em finais de Fevereiro uma polémica interessante em redor das declarações do gestor de comunidades "Bashiok" acerca das expectativas face ao terceiro título da aclamada série da Blizzard: 


Com ou sem sarcasmo, o gestor de comunidades acerta aqui num ponto interessante: no enorme hype que envolve o lançamento dos grandes títulos de videojogos (e poderíamos dissertar também sobre séries, filmes e mesmo livros). Aconteceu há dias com Mass Effect 3, aconteceu há dois anos com Starcraft 2, vai acontecer com cada novo título de uma série de videojogos de sucesso - nos meses que antecedem o lançamento não se fala de outra coisa, e muitos são os jogadores esperam que o próximo seja "o" jogo definitivo, perfeito. O que normalmente resulta em expectativas frustradas e dissabores vários, não por culpa dos jogos em si - que, salvo excepções, continuam excelentes - mas por causa das enormes expectativas. Que, bem vistas as coisas, não fazem grande sentido. Passo a explicar:

Diablo 3 é uma sequela. Aquilo que espero do jogo é uma versão moderna do Diablo 2, com alguns melhoramentos, novas personagens, algumas mecânicas novas e a continuação da narrativa. Mas, na essência, aquilo que espero é mais do mesmo, apenas com uma qualidade superlativa. Não espero que Diablo 3 revolucione o género action role play/hack and slash, como, por exemplo, não esperei que Mass Effect 3 fosse radicalmente diferente dos dois anteriores títulos - apenas melhorado. A verdade é que uma vista de olhos rápida em alguns fóruns dá a ideia de que muita gente espera algo que Diablo 3 não só não vai ser, como, enquanto sequela, jamais poderia ser. 

Evidentemente, para a coisa ser revolucionária a Blizzard teria de fazer algo do género daquilo que fez na franchise Warcraft - abandonou a estratégia em tempo real para dar lugar ao massively multiplayer online role-play game. Ou seja, mudar radicalmente o formato de um jogo. A ideia de Diablo 3 não é de todo essa. 

Como muitas sequelas, Diablo 3 tem um problema: atrás de si tem um jogo brutalmente aclamado, com um núcleo de fãs grande e ruidoso. O que é um problema: muitos não esperam um jogo tão bom como o anterior, mas um jogo ainda melhor. Imagino que não seja fácil gerir isto. 

Enfim, o que importa é que o jogo esteja excelente quando sair, e que mantenha os elevados padrões de qualidade a que a Blizzard habituou os seus fãs. Se é melhor ou pior que o seu antecessor acaba por, a prazo, importar muito pouco.