"First you use machines, then you wear machines, and then...? Then you serve machines." - John Brunner, Stand on Zanzibar
1 de março de 2012
29 de fevereiro de 2012
Bioware: Mass Effect MMO is a "Big Possibility Space"
No Penny Arcade, Greg Zeschuk e Ray Muzyka, da Bioware, em entrevista com Ben Kuchera (anteriormente no Ars Technica) sobre a possibilidade de, concluído o terceiro capítulo, a série Mass Effect entrar no território dos massive multiplayer online role-play games (vulgo MMO):
“[a Mass Effect MMO] It’s daunting, but the neat thing is it would lend itself to a different type of game play. It’s fun to think about. I imagine people think it would be just like Mass Effect as it is… but there’s lots of people there. It’s really interesting, I don’t know. It’s a tough one.”
“The possibility space, that’s a term that I heard Will Wright say about ten years ago, and it really struck me,” Muzyka continued, pointing out that most Bioware properties could work as MMOs. “When you deliver a game, and you deliver it for a player, you have to capture what they think is the possibility space. You need to let them do everything they think they should do, and you can’t block them from doing anything they think they should be able to do. You have to nail all the features and content that should be in that possibility space.“ He paused for a moment.
“Mass Effect is a big possibility space.”
Não sei se seria assim tão difícil fazer um bom MMO a partir do Mass Effect. Já existem várias raças. Já existem várias classes. Já existem poderes especiais. Já existem alianças e inimizades, mais uma carrada de facções para explorar. Já existe uma galáxia repleta de planetas habitáveis. Já existe um vasto background para se fazer quase tudo, e muitos sítios fascinantes para explorar (quem não iria querer recuperar o mundo dos Quarians aos Geth?). Claro que isto tudo por si só não chega para fazer um bom MMO, ou para ser bem sucedido neste mercado muito particular, como tantos títulos com nomes sonantes (Star Wars - o Gallaxies -, Age of Conan, Warhammer) o demonstraram ao longo da última década. Mas o potencial de Mass Effect é de facto imenso - e tanto pode dar para fazer algo muito idêntico ao World of Warcraft (que, goste-se ou não, continua e vai continuar por muito tempo a projectar sobre o formato uma enorme sombra), como algo completamente novo.
Muito provavelmente um Mass Effect MMO seria o título que me faria voltar a gastar horas incontáveis em frente ao computador. Não sei é se desta vez me apanhavam como healer - gostei muito, mas acho que me bastaram os cinco anos de WoW. De resto, um Krogan Battlemaster, uma Asari Commando ou uma Quarian cheia de gadgets parecem-me muito interessantes. Mas isto sou eu a divagar.
28 de fevereiro de 2012
Os Óscares e a Ficção Científica
É difícil encontrar um género mais avesso aos Óscares do que a Ficção Científica. O que não deixa de ser curioso: por mais subjectivas que as "listas" de "melhores filmes" ou de "filmes mais marcantes" possam ser, qualquer lista elaborada com um mínimo de critério não poderá não mencionar pelo menos um ou dois títulos do género. Claro que a Ficção Científica costuma levar quase todos, quando não todos os Óscares nas "categorias técnicas". Não admira: foi muito às custas da Ficção Científica que os efeitos especiais evoluíram para chegar ao patamar impressionante onde se encontram hoje, e é expectável que essa tendência se mantenha. Por outro lado, normalmente a mesma dedicação dada aos efeitos visuais é também dada ao som e à montagem, pelo que outras distinções (ou pelo menos nomeações) "técnicas" são mais ou menos frequentes.
Mas a verdade é que as ditas "categorias técnicas", por relevantes que sejam, são secundárias. Estão na festa, mas a um canto. O que conta mesmo são as categorias principais - melhores actores e actrizes, melhor filme, melhor realizador, e mesmo melhor argumento (original e adaptado). E nestas categorias, a Ficção Científica tem uma presença praticamente insignificante. Vejamos os filmes de ficção científica nomeados para o Óscar de Melhor Filme:
1971: A Clockwork Orange (Stanley Kubrick)
1977: Star Wars (George Lucas)
1982: E.T. The Extraterrestrial (Steven Spielberg)
2009: Avatar (James Cameron)
2009: District 9 (Neil Blomkamp)
2010: Inception (Christopher Nolan)
De fora das nomeações (para não falar dos prémios) ficaram obras incontornáveis como 2001: A Space Odyssey, Alien, The Empire Strikes Back, Blade Runner, Terminator 2: Judgement Day, The Matrix, e outros mais discutíveis. É manifestamente pouco.
Claro que se alargarmos a análise ao Fantástico em geral, vemos que a Fantasia, e mesmo o Terror, conseguiram também algumas nomeações - e, caso único, uma vitória, com The Lord of the Rings: The Return of the King, que não só levou os Óscares de Melhor Filme e Melhor Realizador (para Peter Jackson), como arrecadou um total de onze, vencendo todas as categorias para as quais estava nomeado e igualando os recordes dos clássicos Ben-Hur e Titanic. Claro que isto foi a pura excepção que confirma a regra (e, parece-me, mais um prémio à trilogia no seu todo). Facto é que, apesar de ter uma mão-cheia de filmes incontornáveis, o Fantástico - e sobretudo a Ficção Científica - tarda em se afirmar como um género igual aos outros, capaz de vencer os grandes prémios fora dos seus círculos próprios (e restritos). É certo que, apesar de os últimos anos nos terem dado alguns filmes de ficção científica bastante bons, não têm aparecido obras-primas (não, Inception ou Avatar não estão nesse patamar); mas ainda que aparecesse um novo 2001, ou um novo Blade Runner - quais seriam as hipóteses, de vermos um Óscar de Melhor Filme atribuído à Ficção Científica?
27 de fevereiro de 2012
"Ficção e Cibercultura" - Colóquio na Universidade Nova de Lisboa
Nos próximos dias 1 e 2 de Março vai decorrer, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o colóquio "Ficção e Cibercultura".
Este colóquio insere-se nas actividades de divulgação do projecto "A Ficção e as Raízes da Cibercultura", em curso no Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (CECL) sob a direcção do professor Jorge Martins Rosa (docente do departamento de Ciências da Comunicação).
Para mais informações sobre o programa e as respectivas apresentações, consulte a página oficial.
[fonte: Bela Lugosi is Dead]
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Novo trailer da segunda temporada de Game of Thrones
Se vejo a estreia desta temporada até digo que é mentira (no pun intended).
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Mass Effect 3: Primeira impressão
Consegui finalmente testar a demo de Mass Effect 3. É certo que uma demo não é propriamente o mesmo que um jogo completo, mas dá para formar uma primeira impressão. E a primeira impressão é excelente (apesar de algumas mudanças desnecessárias nos controlos serem confusas ao início). Não fosse este ano - se não houver mais adiamentos, claro - a Blizzard ainda ir lançar o Diablo 3, e diria que Mass Effect 3 seria já o mais sério candidato ao título de videojogo do ano. Assim, espera-se pelo menos uma competição renhida.
Entretanto, e após uma votação online, a Bioware confirma que a versão feminina de Shepard é... ruiva. Enfim, mais uma ginger badass a figurar no hall of fame dos videojogos, juntamente com a insuperável Sarah Kerrigan.
26 de fevereiro de 2012
Citação fantástica (3)
Unquestionable belief is not rooted in faith - but in doubt.
Joan D. Vinge, Tangled Up in Blue (2000)
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25 de fevereiro de 2012
Antologia de Ficção Científica do Fantasporto
É com muita pena que não posso assistir ao lançamento da Antologia de Ficção Científica do Fantasporto. Organizada pelo Rogério, esta antologia resulta do concurso literário promovido, entre Julho e Setembro do ano passado, pela organização do Fantasporto - que este ano assinala o trigésimo aniversário do extraordinário filme Blade Runner, de Ridley Scott, e tem como tema a ficção científica.
A Antologia de Ficção Científica do Fantasporto inclui 17 contos - seis resultantes do concurso, e 11 de autores convidados. Já está nas bancas há alguns dias, e é bem provável que seja uma boa opção para começar (finalmente!) a ler ficção científica em português.
Uma entrevista com o Rogério sobre esta antologia no portal c7nema.
Uma entrevista com o Rogério sobre esta antologia no portal c7nema.
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24 de fevereiro de 2012
Um Alien público
A ficção científica é um tema relativamente raro na imprensa generalista, pelo que a publicação de um artigo é sempre notícia. Como hoje. No caderno P2 do Público (apenas edição impressa ou na on-line para assinantes), o tema de capa é a série de filmes Alien, iniciada em 1979 por Ridley Scott com o extraordinário Alien (em português, Alien - O Oitavo Passageiro), e o trabalho da investigadora Elsa Rodrigues, da Universidade de Coimbra, sobre a ficção científica em geral e esta série de filmes em particular, nos seus mais variados aspectos. O artigo, da autoria jornalista Nicolau Ferreira, está bastante interessante e faz uma análise cuidada à evolução e à simbologia de Alien. É um excelente exemplo de jornalismo sobre a ficção científica.
Elsa Rodrigues tem-se dedicado à investigação na área da ficção científica, e vai publicar em breve dois livros. Um sobre ficção científica numa perspectiva mais abrangente, e outro sobre a série Alien, intitulado "Do Oitavo Passageiro ao Clone Número Oito". A não perder, sem dúvida.
(a terceira página do P2 inclui sempre uma citação - e, curiosamente, a desta sexta-feira é de Arthur C. Clarke)
Childhood's End
Há livros que lemos e dos quais gostamos muito. Bastantes, até. Que percebemos, antes mesmo de concluírmos a leitura, que são muito bons, extraordinários até, geniais. Que tornamos a ler com gosto, uma, duas, três vezes. Que recomendamos a todos os nossos amigos que leiam também. Mas há poucos livros que nos marquem verdadeiramente. Que nos atinjam em cheio. Que nos deixem sem palavras quando lemos as últimas linhas. Que nos deixem a pensar “que raio aconteceu?”, tal é o impacto que causaram. Que nos roubem todo o entusiasmo para deles falar, pois nem saberíamos ao certo por onde começar. Childhood's End, de Arthur C. Clarke, é um desses raros livros.
Childhood's End começa com o primeiro contacto alienígena com a civilização humana. E que contacto: justamente quando a civilização humana se prepara para a primeira expedição a Marte, naves enormes, do tamanho de cidades, entram na atmosfera terrestre e param a flutuar sobre as principais metrópoles do mundo (isto lembra algum filme da década de 90?). Os seus ocupantes, identificados apenas como “Overlords”, tomam a partir desse momento conta dos destinos da Terra. Por meios pacíficos: em momento algum existe qualquer acção violenta contra os nativos do planeta, nem sequer por retaliação. É com os Overlords que nasce a utopia: a sua chegada põe fim a todas as guerras (até à violência contra animais), dá origem a um Governo Mundial baseado na ONU, e abre as portas a uma época de prosperidade sem paralelo na história. Mas nunca se deixam ver; limitam-se a pairar durante anos, no interior das suas gigantescas naves, sobre as cidades da Terra; tratam de todos os assuntos de governação com o Secretário-geral das Nações Unidas, único ser humano a ter acesso a uma nave dos Overlords. Mas nem este sabe qual é o aspecto dos alienígenas. O que, ao longo da primeira parte da narrativa, vai suscitando algumas perguntas: da curiosidade sobre o seu aspecto até à razão que os trouxe de tão longe (supõe-se que venham de longe, mas ninguém sabe ao certo de que canto do Universo vieram os visitantes), e, para alguns, qual é o preço a pagar pela Utopia?
Esta será a última questão a ser respondida – e precisamente aquela que me fez ler a última parte do livro de uma assentada, à mesa de um café num final de tarde. Mais do que uma fértil imaginação ou um tremendo conhecimento científico, que se nota nos mais pequenos detalhes (convém não esquecer que foi Clarke quem concebeu a ideia de utilizar - no mundo real - satélites geoestacionários para comunicações, em 1945), Clarke é um contador de histórias nato, capaz de tecer toda a teia da narrativa de forma a manter o leitor interessado, até ao ponto em que simplesmente não se consegue parar de ler. Com Rendezvous With Rama, também foi assim. E também, já um pouco longe das leituras, com uma das mais icónicas obras cinematográficas de sempre, que tem também a sua imortal assinatura: 2001 – A Space Odyssey. Childhood's End não conta com qualquer adaptação cinematográfica, apesar de um guião estar perdido no “development hell” há largos anos. Esperemos que, quando (ou se) ver a luz do dia, faça jus à extraordinária obra de Arthur C. Clarke.
(adaptado deste post no Delito de Opinião)
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23 de fevereiro de 2012
Prometheus
Isto também não é exactamente uma notícia, mas um apontamento. No ano em que o filme Blade Runner faz 30 anos, Ridley Scott decide finalmente deixar-se de tretas e regressar ao género que o tornou numa referência (e, para mim, num dos meus realizadores preferidos) - a ficção científica. É certo que nos últimos 30 anos Scott realizou filmes muito bons - Black Hawk Down é uma pérola, por exemplo - mas também os fez apenas bonzinhos (Gladiator,que de facto ganhou um Óscar, mas seria facílimo fazer uma lista de filmes medíocres que ganharam Óscares de melhor filme). De resto, não deixa de ser triste ver alguém com o talento e a visão para realizar dois filmes revolucionários na ficção científica - Alien (1979) e Blade Runner (1982) - abandonar o género durante tanto tempo.
Até agora, claro - em Junho estreia Prometheus, o regresso do mestre ao domínio da ficção científica. Com Charlize Theron, Noomi Rapace e Patrick Wilson, Prometheus começou por ser originalmente uma prequela a Alien que, entretanto, ganhou vida no próprio guião e se tornou noutro filme - citando o próprio Ridley Scott, num filme que partilha "filamentos do ADN de Alien, por assim dizer". Estreia em Junho, e promete.
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22 de fevereiro de 2012
Ainda bem que limitaram o orçamento do molho de tomate
Sobre esta crítica de Ricardo Clara no Scifiworld à série The Walking Dead: percebo a crítica, mas não consigo concordar com ela. A série - como qualquer outra, aliás - tem os seus altos e baixos. Por exemplo, achei o quarto episódio da primeira temporada absolutamente extraordinário, enquanto o final ficou um pouco abaixo das expectativas.
Mas o que me agrada na série - nas duas temporadas - é justamente o facto de, por assim dizer, ser mais calma. Percebo que muitos fás do tema zombies preferissem ver em The Walking Dead a adaptação televisiva que a série de videojogos Resident Evil merecia (ao invés daqueles filmes terríveis): muita acção, muitos zombies, e muita carne morta a ser destroçada a tiros de .12 pump-action shotguns nas ruas devastadas de Atlanta, mas a série não pretende ser isso: é, sim, um drama sobre aquelas personagens, e a sua sobrevivência num mundo infestado por mortos-vivos.
Nesse sentido, considero a série particularmente bem sucedida. As cenas da quinta - sobretudo com o problema do celeiro - mostram que não existem oásis naquele mundo, quando Rick tenta desesperadamente encontrar uma forma de manter lá o grupo. O desaparecimento de Sophia serviu de catalisador a algumas personagens, e acrescentou uma carga dramática particularmente forte no oitavo episódio. Já o aparecimento na vila de outras pessoas com intenções ambíguas permitiu demonstrar algo muito importante: que a luta pela sobrevivência naquele mundo não se faz apenas a combater zombies.
Atrevo-me a dizer que é justamente isso - a sobrevivência num mundo devastado, pontuada com momentos verdadeiramente marcantes (o ataque ao acampamento na primeira temporada, a morte de Otis e o aparecimento de Sophia na segunda) - que tornou The Walking Dead num fenómeno francamente improvável - não acredito que muita gente acreditasse que o primeiro episódio da segunda temporada de uma série de zombies adaptada de uma banda-desenhada de zombies fosse visto na noite da estreia por oito milhões de pessoas só nos Estados Unidos. Um shoot'em up de zombies, por mais bem conseguido que fosse, dificilmente conseguiria estes números, pois dificilmente chegaria a outros públicos que não o público habitual, fã do género.
No resto, The Walking Dead está a meu ver excelente: personagens interessantes, representações que, não sendo brilhantes, são sólidas (se quiser ver desempenhos extraordinários, vejo Dexter), um cenário arrebatador e momentos não de terror, mas de bom suspense. Para mim, pelo menos. É tudo isto que me faz considerar The Walking Dead a melhor série do momento (apesar de, confesso, Homeland estar mesmo muito perto).
SyFy Fest - 3ª Mostra de Cinema Fantástico
O canal SyFy Portugal organiza a terceira edição do SyFy Fest - 3ª Mostra de Cinema Fantástico. De 16 a 18 de Março, o cinema São Jorge irá exibir vários filmes, como Hobo With a Shotgun, 4:44 Last Day on Earth e Hell, entre outros.
É mais uma interessante iniciativa do SyFy Portugal - que, nos últimos tempos, trouxe-nos uma excelente campanha promocional da série Game of Thrones e promoveu, também no cinema S. Jorge, uma exposição sobre cinema de ficção científica (pequena, mas melhor que nada). Boas datas também - o evento calha a Sexta, Sábado e Domingo. A estar presente, sem dúvida.
Fonte: facebook
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21 de fevereiro de 2012
Uma fantástica asneira
Quis a sorte que me parasse por momentos nas mãos a revista Ler de Fevereiro. Nesta, as páginas 22 e 23 são ocupadas pela rubrica "Livros no Top" - que, tal como o nome indica, é relativa às vendas de livros em várias categorias. Sem surpresa, a edição portuguesa de A Game of Thrones (A Guerra dos Tronos, da Saída de Emergência) aparece em décimo lugar no top de "Ficção" da Fnac. A breve descrição que a Ler faz deste livro é de antologia:
Começa a saga de Lorde Eddard e do seu senhor (sem anéis). Pode não ter hobbits, mas há «o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister.
Eu, que tenho sensivelmente o mesmo poder de síntese de uma formiga, tenho a perfeita noção de que descrever um livro como A Game of Thrones em 27 palavras é capaz de ser mais difícil do que arrastar um gafanhoto morto para um buraco de dois milímetros no chão. Mas uma revista literária que se quer "de referência" devia ser capaz de fazer um bocadinho melhor que o citado. Bastava, sei lá, entregar a tarefa a um colaborador que 1) tivesse lido o livro e 2) não achasse que qualquer obra de fantasia segue necessariamente as regras estabelecidas por Tolkien. Bem sei que o termo "de referência" anda pelas ruas da amargura quando combinado com o jornalismo português (como sei que o Fantástico interessa tanto ao jornalismo literário "de referência" como a cigarra interessa à formiga), mas não é preciso exagerar.
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