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30 de outubro de 2013

The Walking Dead: Notas sobre o início da quarta temporada

Os três primeiros episódios da quarta temporada (como o tempo voa) de The Walking Dead parecem confirmar a suspeita que me acompanhou durante toda a terceira: a adaptação televisiva parece uma tentativa do próprio Robert Kirkman, autor da banda desenhada, de corrigir alguns aspectos do texto original e explorar algumas alternativas. O que, diga-se de passagem, nem sempre correu pelo melhor - a excelente e curta primeira temporada deu lugar a uma segunda temporada maior e que, ainda que não mereça a má crítica que recebeu, nem por isso deixou de estar muito longe do seu potencial. Mas foi na terceira temporada que os resultados desta (aparente) tentativa se revelaram desastrosos - após um arranque bastante promissor e a introdução de um vilão formidável (o Governador), a série afundou-se em episódios risíveis que tornaram personagens interessantes em disparates difíceis de acompanhar (veja-se os casos de Andrea e Michonne) e um vilão formidável numa caricatura, em reviravoltas inúteis que de pouco serviram (a ida de Tyreese para a prisão, e para Woodbury, e de volta para a prisão), e cenas memoráveis da banda desenhada (o assalto à prisão) num combate digno dos piores alunos da academia de Stormtroopers. 

É certo que se notam progressos neste regresso. O novo showrunner, Scott M. Gimple, já tinha dado excelentes indicações ao assinar o argumento do melhor episódio da temporada anterior (e um dos melhores de toda a série). Em Clear, o décimo-terceiro episódio da terceira temporada, The Walking Dead afastou-se dos disparates habituais para se dedicar a uma tarefa por vezes ingrata, quase sempre difícil, mas sempre fundamental: o desenvolvimento das personagens. No caso, de Rick, Carl e Michonne. Nestes três novos episódios podemos notar alguns dos melhores elementos de Clear: o ritmo mais lento, o diálogo mais curto, urgente e centrado no essencial, uma maior atenção ao detalhe - e até um maior cuidado com a banda sonora. A série tem conseguido desenvolver bem várias personagens em simultâneo, algo que raramente conseguira até aqui - vemos Daryl, Carol, Hershel, Glenn, Maggie e Carl a serem caracterizados de forma tão subtil como coerente, e vemos Rick e Michonne a ser resgatados dos péssimos guiões que tiveram na temporada anterior. E estas personagens têm, pasme-se, tomado atitudes lógicas - o sacrifício dos porcos, no segundo episódio, foi disso um claro exemplo. 


Em termos gerais, The Walking Dead deu uma volta de 180º após aquele terrível, terrível final de temporada - está mais apurada e mais interessante, e nem por isso teve de abdicar de alguns dos seus elementos mais característicos, como a zombie kill of the week. Infelizmente, também não abdicou de um dos seus problemas: a colagem a alguns momentos icónicos da banda desenhada, quando já se afastou por completo dessa fonte. Como se Kirkman, a mexer os cordelinhos na produção (diz-se ser bastante controlador no que diz respeito à sua propriedade intelectual), tivesse a explorar outra história no mesmo universo com aquelas personagens, e fosse incapaz de se distanciar de alguns dos melhores momentos que criou. Ou, vá lá, de indicar aos autores da série que o corta-e-cola nem sempre resulta. O terceiro episódio teve dois desses momentos (spoiler alert): a sessão de pancadaria entre Rick e Tyreese e o subsequente ferimento do primeiro (idem); e o mítico hammer-time de Tyreese perante uma horda de zombies. Ambos colados neste episódio não por qualquer aspecto lógico mas sim por serem cool na banda desenhada. Acabaram, porém, perdidos na transposição: a pancadaria parece inconsequente e o hammer-time desafia qualquer lógica que não inclua 1) super-poderes ou 2) intervenção divina (literal). Sim, na banda desenhada Tyreese fez algo do género - mas fê-lo num pavilhão fechado com um número de mortos-vivos que, ainda que grande, seria sempre limitado. Na série, fez a mesma manobra num descampado - contra um número idêntico de mortos-vivos à sua volta, e com uma horda de milhares a aproximar-se.

Não é de estranhar que uma série de zombies exija da parte do espectador uma maior suspensão da descrença do que outros temas da ficção científica; mas também aqui haverá limites.

The Walking Dead está no bom caminho; que não se duvide disso. Depois do estrago feito por duas temporadas medíocres com demasiados momentos risíveis (salvas apenas porque os production values da série são elevadíssimos, e porque algumas personagens, como Daryl, nunca permitiram que o barco afundasse por completo), estes três primeiros episódios são uma excelente indicação de que a produção terá aprendido com alguns erros cometidos. Resta, por fim, distanciar-se por completo da banda desenhada para contar a sua própria história* - a história do Rick, do Carl, da Michonne, da Maggie, do Glenn e do Tyreese da série, que são completamente diferentes das personagens criou nos seus comics originais. Ancorá-los a momentos forçados de uma outra história não trará qualquer resultado positivo - e poderá fazer desmoronar de vez um castelo de fundações problemáticas. 

* Foi o que a Telltale Games fez no videojogo The Walking Dead, com resultados soberbos - em termos narrativos, é infinitamente superior à série televisiva.

4 de outubro de 2013

Guillermo Del Toro realiza genérico para episódio de Halloween de The Simpsons

E o resultado, como se pode ver abaixo, é absolutamente genial - com mais referências ao Horror enquanto género ficcional do que seria expectável em pouco menos de três minutos. Sem esquecer, claro, os seus próprios filmes: Hellboy 2: The Golden Army, Blade 2, El laberinto del fauno e Pacific Rim são também parodiados neste extraordinário genérico. E não só recorda os mestres Ray Bradbury e Richard Matheson, falecidos nos últimos dois anos, como também dá uma irónica achega à discussão (estranhamente reacendida nas últimas semanas) sobre Stephen King e a adaptação de Stanley Kubrick a The Shining. Mas vejam, vejam. 



27 de setembro de 2013

NBC e DC Comics planeiam levar John Constantine para televisão

A notícia do Deadline é avançada pelo io9: a DC Comics aliou-se à cadeia televisiva norte-americana NBC para criar uma série televisiva com John Constantine, protagonista de Hellblazer, uma das mais longas e populares bandas desenhadas da linha Vertigo. A série conta com Daniel Cerone (de The Mentalist) e David S. Goyer como produtores executivos, mas ainda pouco se sabe sobre o projecto: se será inspirado em Hellblazer ou na mais recente série Constantine; se terá lugar no Reino Unido ou nos Estados Unidos (pergunta pertinente se pensarmos no filme Constantine, de 2005, passado em Los Angeles e sem qualquer indicação de que o protagonista pudesse ser britânico); e se irá transpor a violência e o estilo politicamente incorrecto da personagem originalmente criada por Alan Moore, Steve Bissete e Jamie Delano. 

No entanto, o mais interessante da notícia avançada pelo Deadline não é tanto o anúncio da série, mas o rumor aparentemente mais substanciado de que Guillermo Del Toro poderá estar a trabalhar num filme da Justice League Dark. Veremos se se confirma.

Fontes: io9 / Deadline

23 de setembro de 2013

Marvel entra na live-action TV com Agents of S.H.I.E.L.D.

Apesar de as minhas (baixas) expectativas para com The Avengers terem sido goradas pela consistência do argumento de Joss Whedon, pela qualidade das interpretações e pelo ritmo praticamente perfeito de todo o filme, o cepticismo original transitou para Agents of SHIELD, a grande aposta da Marvel em televisão, também com Whedon ao leme. Por um lado, por parecer assentar num retcon muito duvidoso (a morte ou não-morte do Agente Coulson); por outro, devido ao meu desconhecimento mais ou menos geral quanto aos universos ficcionais da Marvel. O primeiro trailer, porém, dissipou muito desse cepticismo quando o vi pela primeira vez há algumas semanas; e ainda que continue de pé atrás quanto à ressurreição de Coulson (sempre quero ver como vai Whedon dar a volta à coisa sem desvalorizar aquele ponto de The Avengers), fiquei bastante curioso quanto à série - pelo menos, o suficiente para garantir que verei os primeiros episódios quando passarem na televisão portuguesa.

Agents of SHIELD estreia amanhã nos Estados Unidos. Por cá, tem estreia prevista em Outubro, na FOX. Abaixo, o primeiro trailer.

28 de agosto de 2013

Dark Horse Comics traz de volta Firefly?


Foi com esta imagem alusiva à célebre frase de Wash no filme Serenity (durante aquela memorável batalha) que a Dark Horse Comics surpreendeu no início desta semana a comunidade browncoat. A editora norte-americana já editou várias bandas desenhadas stand alone do universo de science fiction western criado por Joss Whedon em 2002, e prematuramente cancelada pela Fox; este anúncio, porém, parece indicar que está a preparar algo mais ambicioso. Uma continuação directa da série de culto em formato comic? Não se sabe ainda, mas em alguns círculos da Internet a especulação é enorme. Entretanto, aguarda-se mais novidades com optimismo moderado. 


27 de agosto de 2013

SyFy Channel quer levar conceito de 12 Monkeys (e La Jetée) para televisão

Para já, pouco se sabe sobre este projecto - apenas que o SyFy Channel terá, aparentemente, solicitado um episódio-piloto de uma série televisiva a adaptar para o pequeno ecrã o clássico 12 Monkeys, de Terry Gilliam (por sua vez inspirado no extraordinário La Jetée, de Chris Marker). Os produtores do filme original terão unido esforços com os guionistas de séries como Terra Nova e Nikita para desenvolver para televisão a premissa do viajante do tempo enviado do futuro para o passado com o objectivo de investigar a origem e a disseminação de uma epidemia mortal.

No resto, esta notícia parece vir no seguimento do anúncio de Abril do SyFy Channel, revelando o propósito de produzir ficção científica televisiva de qualidade - Helix, de Ron D. Moore, encontra-se em produção, e a primeira temporada de Defiance, ainda que muito desequilibrada, parece ter sido suficiente para gerar uma segunda (nada mais se soube, porém, das possíveis adaptações de Childhood's End e Ringworld).

Fonte: The Verge

19 de agosto de 2013

Battlestar Galactica, Temporada 1: O pós-11 de Setembro em formato de space-opera

Há quem diga que a ficção científica não é tanto sobre o futuro como sobre o presente – que uma boa história deste género projecta para os seus futuros alternativos e especulativos as preocupações e os problemas do presente. Parece ter sido com esta ideia em mente que Ronald D. Moore se propôs, no início da última década, em recuperar uma série clássica de ficção científica: Battlestar Galactica. Moore pegou na premissa original da série criada por Glen A. Larson nos anos 70 - os Cylons, uma raça cibernética criada pela Humanidade, revoltaram-se contra os seus criadores numa guerra sangrenta que acabou com uma trégua instável, quebrada anos mais tarde com a ajuda involuntária de uma das mais brilhantes mentes humanas. O novo ataque arrasa as doze colónias da Humanidade, assim como a sua frota; os sobreviventes, dispersos por algumas dezenas de naves, reúnem-se sob a protecção do (aparentemente) único grande vaso de guerra que sobreviveu à ofensiva: a Galactica, uma nave antiquada de classe battlestar, sob o comando do veterano Comandante William Adama. E reúnem-se com um propósito: encontrar a lendária décima-terceira colónia da Humanidade, a Terra. 

Mas longe de se limitar a um formato de space opera, Moore deu a esta nova Galactica uma trama complexa e ramificada que reflectiu de forma espantosa alguns dos temas mais pertinentes que marcaram as sociedades ocidentais no rescaldo do 11 de Setembro - os ataques terroristas, as invasões, a utilização de sleeper cells e de dissimulação junto do inimigo, o estado de terror permanente que obriga a tomar medidas drásticas, quando não extremas. Algo que é visível ao longo de toda a temporada - com os Cylons a assumirem a forma humana e a misturarem-se entre os sobreviventes da Humanidade, ninguém sabe ao certo quem pode ser o inimigo e quando pode entrar em acção - como se vê no sexto episódio, Litmus, quando uma cópia do Cylon Número Cinco se detona a bordo da Galactica, ou pelas acções inconscientes de uma Sharon "Boomer" Valerii que ignora o facto de não ser humana. Há também um subtema religioso que se tornará mais relevante em temporadas subsequentes, com a oposição entre o politeísmo humano e o misterioso monoteísmo dos Cylons. Mas nem todas as questões suscitadas pela série envolvem os Cylons - e entre os humanos questiona-se a autoridade militar, a importância de um governo democrático e representativo (na pessoa de Laura Roslin, a anterior Ministra da Educação promovida a Presidente quando as Doze Colónias caíram e os restantes membros do Governo foram mortos), a forma como as acções violentas podem comprometer os ideiais mais nobres (como se vê na revolução falhada de Tom Zarek). E nesta primeira temporada, nenhum destes temas parece "martelado" com o propósito simples de chocar e causar polémica - estão, sim, bem integrados na série, na space-opera pura e dura que a série é, e que em momento algum deixa de ser.

E tanto a componente de space-opera como as reflexões mais contemporâneas são sustentadas por um elenco excepcional. Edward James Olmos interpreta com mestria o papel de Comandante William Adama, o líder incontestado da Galactica: um militar antiquado mas dedicado à sua nave e à sua tripulação, sem receio de tomar decisões difíceis e controversas. A suportá-lo está o Coronel Saul Tigh (Michael Hogan), leal, polémico e alcoólico. Mary McDonald interpreta Laura Roslin, a recém-empossada Presidente das Doze Colónias, a lutar contra as enormes dificuldades da situação humana e contra a sua própria doença. James Callis é um formidável Dr. Gaius Baltar, um génio devastado pela culpa de ter colaborado - ainda que de forma inconsciente - com a sensual e ambígua Cylon Número 6 (Tricial Helfer) no ataque que resultou na destruição das Doze Colónias, e atormentado pela enigmática visão da sua amante. Katee Sackoff é Kara "Starbuck" Thrace, uma piloto de vipers cuja destreza de voo só se compara à sua imprudência; como contraponto tem Lee "Apollo" Adama (Jamie Bamber), filho do Comandante, cauteloso e idealista. Grace Park representa a piloto de raptors Sharon "Boomer" Valerii, que ignora ser, na verdade, a Cylon Número 8. Da série clássica regressou Richard Hatch, outrora o Capitão Apollo, e agora o revolucionário Tom Zarek. O elenco muito talentoso contribui para dar muita vida e muito realismo à vida a bordo da Galactica, e é um dos vários motivos pelos quais a série se tornou numa referência obrigatória na televisão da década passada.


Pela sua ousadia, pela sua ambiguidade moral e pela forma desinibida com que reflectiu sobre o mundo contemporâneo, Battlestar Galactica foi, com a sua temporada inaugural, uma das mais relevantes séries televisivas da última década. Que o tenha feito através de uma space-opera bem construída e visualmente elegante só contribui para a sua importância, tanto dentro como fora do género.


Temporada 1: O melhor
Toda a gente o disse em altura própria – incluindo os participantes na votação para os Hugo Awards, que distinguiram o episódio com o prémio na categoria “Best Dramatic Presentation, Short Form” em 2005. Mas a verdade é que o destaque é incontornável: 33, o primeiro episódio da primeira temporada de Battlestar Galactica, é uma das melhores coisas que já tive oportunidade de ver em ficção científica televisiva. Dando a sequência perfeita à mini-série de introdução, 33 mostra o desgaste sofrido pela tripulação da Galactica e por toda a frota com os sobreviventes da Humanidade após vários dias a escapar da armada dos Cylons que os persegue pelo espaço – com “saltos” a cada 33 minutos. Em três quartos de hora, o episódio consegue apresentar e caracterizar com alguma densidade tanto personagens principais como secundárias, e mostrar de forma extraordinária quão desesperada é a luta da Humanidade com a sua némesis.

Temporada 1: O pior
Este será porventura o grande momento jump the shark da primeira temporada: no episódio 5, You Can’t Go Home Again, há um momento em que Kara “Starbuck” Thrace utiliza a nave de combate Cylon que abatera para escapar do planeta onde se despenhou na sequência da sua última batalha. Que Starbuck conseguisse descobrir em tão pouco tempo como funcionava o sistema de voo de um Raider até poderia ser aceitável, dada a personagem (e o raciocínio que faz sobre os comandos); que conseguisse tapar os buracos no casco com um casaco para isolar o interior da nave e assim escapar para o espaço e regressar à Galactica arruina qualquer suspensão da descrença até então mantida – sobretudo quando, na mesma temporada, há um plot point relevante a propósito dos danos infligidos na Galactica, e na morte de quase uma centena de pessoas devido… a brechas no casco. É certo que uma série como Battlestar Galactica só pode levar a ciência a sério até certo ponto, mas há limites que uma boa série de ficção científica não deve ultrapassar – e este foi sem dúvida um deles.

16 de agosto de 2013

Game of Thrones: Tywin Lannister e Maester Pycelle em cena cortada da terceira temporada

Numa série tão condensada como Game of Thrones é natural que muitas cenas de grande qualidade sejam filmadas, mas que acabem, por um motivo ou outro, por ser excluídas dos episódios - vindo a ganhar uma segunda vida nas edições DVD e Blu-Ray. Como esta cena entre Tywin Lannister e Maester Pycelle, que não só dá um pouco mais de densidade a ambas as personagens como também está carregada de simbolismo.


Fonte: io9

22 de julho de 2013

Comic-Con 2013 (2): The Walking Dead: Primeiro trailer da quarta temporada

Ao palco da Comic-Con em San Diego subiram também alguns actores e elementos da equipa de The Walking Dead, a adaptação televisiva da AMC à banda desenhada de Robert Kirkman (que também esteve presente). O tema principal do painel foi a quarta temporada da série - da qual também saiu entretanto um trailer longo e bastante promissor. 


A quarta temporada de The Walking Dead tem estreia prevista para Outubro. 

Fonte: io9

6 de junho de 2013

George R. R. Martin e as reacções ao Red Wedding

Depois das reacções dos fãs ao episódio de Game of Thrones do passado Domingo, a reacção de George R. R. Martin a essas reacções, no programa de Conan O'Brien:

Fonte: Team Coco

5 de junho de 2013

Game of Thrones: A transposição do "Red Wedding" da páginas do livro para o pequeno ecrã [Spoilers]

Diria que a opinião é mais ou menos consensual entre os leitores da série A Song of Ice and Fire, de George R. R. Martin - de todas as atrocidades cometidas pelas várias personagens, e não são poucas, o célebre "Red Wedding" foi aquela que mais impacto teve entre os leitores, levando mesmo muitos a abandonar a série por completo. Este acontecimento tem lugar no terceiro livro, A Storm of Swords (2000), e marca um ponto de viragem significativo em toda a narrativa. Na adaptação televisiva, o "Red Wedding" teve lugar no nono episódio da terceira temporada, exibido no Domingo à noite nos Estados Unidos; e se os leitores que seguem a série já sabiam com o que contar (em termos gerais; há três alterações significativas), os espectadores que nunca leram os livros e que, quase por milagre, conseguiram chegar até ontem sem spoilers experienciaram em primeira mão, e com um suporte audiovisual excepcional, o choque sentido por inúmeros leitores - eu incluído - ao longo dos últimos treze anos. As reacções nas redes sociais, com destaque para o Twitter, são hilariantes (ainda que desproporcionadamente exageradas), e dão uma ideia interessante mesmo que imprecisa sobre o impacto do episódio. Resta a questão: fez justiça à sua fonte?



A resposta será um "nim". Doravante,  os spoilers serão a norma.

22 de maio de 2013

X-Box One com adaptação televisiva de Halo produzida por Steven Spielberg

No que aos videojogos diz respeito, afastei-me há muitos anos do mercado das consolas - a segunda e última consola que comprei foi uma Playstation 2 há mais de uma década. As console wars da última década, tal como os jogos exclusivos das várias plataformas, têm por isso passado muito por baixo do meu radar; e o anúncio de ontem da Microsoft relativo à próxima geração da sua consola, a Xbox One, também não me chamaria a atenção se não incluísse dois detalhes muito interessantes: o primeiro, o facto de esta nova consola, com o seu sistema Kinect integrado e as suas (polémica) necessidade de uma ligação persistente à Internet, se assemelhar muito aos célebres telecrãs de Orwell; o segundo, o anúncio de uma adaptação televisiva - presumivelmente, apenas para a consola - de Halo, com Steven Spielberg como produtor executivo.

É certo que, por nunca ter comprado uma Xbox, não estou especialmente familiarizado com a franchise Halo; os poucos elementos que conheço dos jogos, porém (a inspiração de Ringworld e os elementos de acção, para me limitar ao óbvio), são suficientes para encarar o projecto com alguma curiosidade - e mesmo com expectativa. Há muito tempo que se fala de uma adaptação cinematográfica dos jogos (que, recorde-se, já passaram para outros formatos, e mesmo para uma série web); o projecto chegou a ter um guião escrito por Alex Garland (28 Days Later, Sunshine, Dredd), e cineastas como Guillermo Del Toro, Neil Blomkamp e Peter Jackson já estiveram associados a essa adaptação (que, como se sabe, nunca chegou a avançar para lá do guião). O facto de ser um potencial - provável - exclusivo da plataforma de entretenimento da Microsoft é uma desvantagem, mas nada indica que tal projecto, a avançar mesmo, não venha a ser distribuído fora do mundo limitado da Xbox. A ver vamos. 

Fontes: The Verge / Forbes

15 de maio de 2013

Almost Human, ou o regresso da ficção científica policial

Os dramas policiais (procedural drama) são um dos mais comuns e populares formatos de série televisiva, testados em vários formas e com um sem-número de tropes partilhadas e recombinadas - e no próximo Outono a ficção científica policial está de regresso à televisão com Almost Human, a nova série da Fox criada por J. J. Abrams e J. H. Wyman, e que contará com Karl Urban (The Lord of the Rings, Dredd) e Michael Ealy. Num futuro onde andróides convivem com humanos e onde cada polícia tem de ter um parceiro robot, John Keenex (Urban) vê-se obrigado a aceitar um robot imperfeito - Dorian (Ealy) - como parceiro, apesar da aversão que tem aos sintéticos. 

A avaliar pelo primeiro trailer (ver abaixo), Almost Human parece bastante interessante*. Vejamos quanto tempo passará da estreia até receber o primeiro epíteto de "derivativa" e surgirem as comparações com I, Robot (o livro, entenda-se), Alien Nation ou Mann & Machine - ou mesmo Ghost in the Shell...



Fonte: io9

* É impressão minha, ou o primeiro plano do trailer parece mesmo um videojogo first person shooter?

13 de maio de 2013

Defiance: confirmada segunda temporada

Quatro semanas após a estreia, o SyFy Channel confirmou que Defiance irá ter uma segunda temporada. O que é a todos os níveis uma excelente notícia. Defiance pode estar muito longe - e está - de ser uma série de ficção científica do calibre de Firefly ou Cowboy Bebop (antes que alguém pergunte, nunca acompanhei Farscape), mas já se sabe que terá o espaço que pelo menos a série de Joss Whedon nunca teve para crescer, para desenvolver a sua premissa (que continua promissora, apesar dos altos e baixos dos primeiros quatro episódios) e para retirar o máximo partido de um elenco especialmente talentoso. Se o fará ou não, é outra história. 

De resto, o massively multiplayer game homónimo que partilha o universo com a série televisiva já atingiu, apesar das críticas medianas e de muitas falhas, um milhão de jogadores registados - e a Trion Worlds continua a apostar tudo na resolução dos problemas actuais e no desenvolvimento de novos conteúdos. A interligação entre a série televisiva e o jogo tem passado essencialmente por alguns detalhes (o cristal de Nolan no primeiro episódio, os hellbugs do terceiro), mas na segunda temporada essa ligação deve ser aprofundada com acontecimentos do jogo a terem um maior impacto na série - e com alguns jogadores que se destaquem em algumas actividades no jogo a verem as suas personagens mencionadas no decurso dos acontecimentos da série. 

Fontes: io9 / Joystik / Polygon 

24 de abril de 2013

O fantástico, os idiomas ficcionais e o Nadsat de A Clockwork Orange

No blogue da Amazing Stories, Lesley Smith publicou ontem uma interessante reflexão sobre o papel dos idiomas imaginários a propósito do mais recente episódio da terceira temporada de Game of Thrones. No artigo, intitulado The Rising Tide of Alien Languages, Smith diz o seguinte:
Dothraki, Valyrian and the other constructed languages, they are an important part of series like Defiance and Game of Thrones because they offer a feeling of validity which makes a fantastical world seem a little bit more real. Westeros and the future terraformed world of Defiance would be too alien, too unbelievable without them. Languages, even made up ones, offer a way in which we, the viewers, can become more deeply invested (...)
Em termos muito sucintos, o papel dos idiomas artificiais na ficção de género no cinema e na televisão é aquele que Smith aponta: tornar aqueles mundos ficcionais mais plausíveis, consistentes e diversificados. E, não sem ironia, menos estranhos pela sua estranheza. Ouvir Neytiri a falar um idioma estranho acompanhado por gestos também estranhos deu aos Na'vi em Avatar deu substância não só à personagem, como à todo o povo Na'vi - tornou-o mais "alienígena" (apesar do seu aspecto humanóide). O mesmo acontece com o povo Castithan em Defiance - o seu idioma próprio, muito usado nos (dois) episódios já exibidos, contribui de forma decisiva não só para a caracterização tribal daquelas personagens, como para a diversidade de toda a cidade de Defiance (e toda a série, por conseguinte). Tal como o Valyrian que os povos de Slaver's Bay falam em Game of Thrones, e que Daenerys também domina, dá um contributo inestimável para a caracterização da personagem e dos diferentes povos do mundo criado por George R. R. Martin - e, no caso em questão, serve de plot device para uma cena a todos os níveis notável. 

É certo que a questão idiomática torna-se mais prática na ficção audiovisual* como a televisiva, a cinematográfica ou a interactiva (videojogos), onde podemos ouvir os idiomas artificiais e seguir as suas traduções através de legendas, ou através de indicações de outras personagens. Isto, porém, não significa que na literatura não haja bons exemplos. Um dos mais óbvios será porventura o de J. R. R. Tolkien, ainda que no caso em questão a criação dos idiomas anteceda a prática ficcional, sendo de certa forma esta uma ferramenta daquela. No entanto, a mistura de vocabulário inventado e a distorção ou corrupção do idioma corrente são técnicas utilizadas por alguns autores para gerar o mesmo sentimento de estranheza e classificar uma personagem, um grupo ou uma tribo como "o outro". Afinal, quando Anthony Burgess coloca Alex a dirigir-se ao leitor de A Clockwork Orange no misto de inglês vernáculo e russo que designou por "Nadsat", não o faz apenas por uma questão estilística, por algum "snobismo" literário ou como mera táctica de ofuscação - há no exercício um propósito muito claro**. 

A referência a Burgess neste contexto não é inocente. Há dias, li em dois blogues diferentes duas apreciações, por acaso negativas (questão aqui irrelevante), ao clássico de Burgess (no Bookeater/Booklover e no Chaise Longue), e ambas "tropeçaram" no Nadsat. É possível que o problema resida nas traduções, e seria de facto interessante analisar as edições portuguesas de A Clockwork Orange para perceber se o significado e o contexto do Nadsat se perdeu na tradução (sugestão ao cuidado do Luís e da Mag). Independentemente de tais considerações, no Bookeater/Booklover escreve-se o seguinte
Mas será que acho que a linguagem "nadescente" ("nadsat" em inglês) é necessária para contar a história? Não. Como leitora, dificultou-me durante todo o livro o acompanhamento da história. Fui-me habituando ao uso de algumas palavras que aparecem mais, mas praticamente até ao fim tive de ir consultar o glossário, o que corta a fluidez da leitura. E será que a linguagem serve a história de algum modo? Se o objectivo era mostrar-nos como esta juventude está perdida, acho que os actos de violência falam por si, não precisam do nadescente.
E no Chaise Longue, o seguinte:
Apesar de ser um acto extraordinário e dever ser-lhe entregue os créditos por isso, a verdade é que mesmo tendo tido facilidade em acompanhá-la, achei que esta servia apenas para tornar ou fazer parecer que esta é uma história extraordinária, algo com que não posso concordar. (...) Para mim, há uma ideia que ganha sem dúvida pontos, e não, não é a linguagem que mais serve para aumentar o ego de um certo senhor e dificultar a leitura de algo simples, é sim o programa Ludovico.
O Nadsat não é, de facto, necessário para contar a história - mas, uma vez utilizado, tem um valor inestimável pela densidade e verosimilhança que confere a todo o mundo ficcional criado por Burgess. A linguagem é algo em permanente mutação, seja de forma natural seja por imposição política (temos um caso bem presente), algo de que Burgess estava bem ciente. Só por isso, a questão de linguagem  em A Clockwork Orange seria sempre relevante, impedindo que o calão de Alex se tornasse datado, preso à época em que o livro foi escrito. Mais do que isso, serve para individualizar Alex e reforçar a sua caracterização de alguém indiferente à sociedade em que se insere (algo que também se revela evidente na adaptação cinematográfica de Stanley Kubrick). Como escreve Peter Stockwell no ensaio Invented Language in Literature***:
Nadsat serves to increase the reader’s involvement with the focalizer, Alex, but replacing many of the words also allows scenes of ‘ultra-violence’ and rape to be portrayed with an immediacy that the readermight otherwise recoil from more instantly. In this way, the novel pitches the reader into Alex’s mind more effectively than if the narrative had been written entirely in Standard English.
No fundo, a Nadsat de Burgess serve um propósito que não é tão diferente quanto isso dos idiomas artificiais de séries como Game of Thrones, Defiance ou Star Trek (convém não esquecer o Klingon), ainda que na sua essência seja mais ambicioso. Longe de ter o propósito de "aumentar o ego", ou algo que lhe valha, o Nadsat enriquece a obra, conferindo-lhe uma maior densidade e uma textura única e inconfundível. Sociopatas há muitos - mas nenhum outro sociopata de ficção - científica ou não - fala como Alex. Da mesma forma, a distopia literária de Burgess distingue-se das demais, e na sua caracterização a Nadsat tem um papel de relevo. Podemos, para todos os efeitos, considerar tal mecanismo um detalhe; mas talvez valha a pena lembrar que, em muitas situações, são detalhes como este que podem distinguir um excelente livro de um clássico. E A Clockwork Orange não é um clássico da literatura por acaso.


Fontes: Amazing Stories / Bookeater/Booklover / Chaise Longue

* E também na banda desenhada. Não foi por acaso, já agora, que Uderzo e Goscinny colocaram as falas de várias personagens das bandas desenhadas de Astérix em fontes diferentes nos balões - caracteres angulares para os gregos, góticos para os povos germanos, imagens - alusivas aos hieróglifos - para os egípcios, e para os escandinavos a sua característica acentuação; é uma solução não só muito inteligente como proporcionou várias situações hilariantes.

** Não considerei o newspeak de Orwell em Nineteen Eighty-Four por considerar que, no caso em questão, o propósito é radicalmente diferente (mas não menos interessante - bem pelo contrário). Outros exemplos, porventura mais próximos da Nadsat de Burgess ainda que não tão ambiciosos, podem ser encontrados em The Moon Is a Harsh Mistress, de Robert A. Heinlein, e Stand on Zanzibar de John Brunner.

*** Stockwell P (2006), Invented Language in Literature. In: Keith Brown, (Editor-in-Chief) Encyclopedia of Language & Linguistics, Second Edition, volume 6, pp. 3-10. Oxford: Elsevier.

20 de abril de 2013

Defiance: Uma estreia imperfeita, mas promissora

Defiance começa com o duo de protagonistas, Nolan e Irisa, a encontrar uma arkfall e a recuperar, com a ajuda de um pequeno cristal luminoso, uma esfera de energia muito valiosa designada por "Terra Core". Quem jogou o jogo - ou quem, como eu, dedicou algumas dezenas de horas à fase de testes - não só saberá logo em que consiste uma arkfall (fácil de deduzir pela série), como também será provável que identifique o cristal como o objecto recuperado numa missão com Nolan e Irisa, e roubado de forma algo irónica por estes. Para além das breves referências à E-Rep e aos 99ers, fica assim explicado como as duas narrativas em dois meios tão distintos se cruzam, pelo menos para já - e resta saber se em missões mais avançadas do jogo outras personagens da série irão aparecer, ou se personagens (NPC) do jogo poderão dar um ar de sua graça na televisão. Jon Cooper seria uma boa aposta.

Easter eggs à parte, Defiance arrancou na passada Segunda-feira nos Estados Unidos - um science fiction western que representa a nova grande aposta do SyFy Channel. Sim, é fácil encontrar naqueles 90 minutos as várias convenções (clichés, se preferirem) tanto dos velhos filmes do Oeste selvagem como de alguma ficção científica pós-apocalíptica - que podem ser consultadas no melhor (e mais divertido) local para o efeito, o TV Tropes. Adiante: A novidade que a série introduz não reside tanto nos seus elementos individuais, mas no mundo criado pela combinação (e possível subversão) de cada um desses elementos num quadro mais vasto. Nesse sentido, o episódio piloto cumpre o seu papel com distinção - estabeleceu de forma muito interessante a premissa sem revelar todos os mistérios e todos os truques que pode ter na manga; mostrou um mundo novo e rico; introduziu aquele que será porventura o arco narrativo principal da temporada, assim como vários enredos laterais; e apresentou as personagens que irão dar vida e cor àquele mundo*. 


E se as personagens parecem à partida convencionais, há em praticamente todas elas um pormenor, por pequeno que seja, que subverte um pouco a trope. Nolan (Grant Bowler) pertence à longa linha de renegados onde também figuram Han Solo e Malcolm Reynolds: Um anti-herói altruista. Com duas diferenças: Aceita um cargo de destaque e tem uma filha a seu cargo, Irisa (Stephanie Leonidas). A ligação entre o veterano e a jovem e irascível Irathient revela-se promissora desde os primeiros minutos, não só pela "química" entre ambos mas também por se saber desde logo que uma das histórias que um e outro contaram sobre o seu passado comum é falsa. Julie Benz representa o papel Amanda Rosewater, a recém-eleita Mayor de Defiance - a clássica cidade de fronteira -, e Mia Kirshner é Kenya, a prostituta que gere o Need/Want, na prática como o bordel da cidade; o twist em ambas reside no facto de serem irmãs (e no facto de o Need/Want ser tudo menos um bordel convencional). As famílias McCawley e Tarr são os Capuletos e os Montecchios da região, mas tudo indica que aquela história clássica não vai ser seguida à risca. E, numa preferência pessoal, Trenna Keating é Doc Yewll, a Indogene (muito) sarcástica que trabalha como médica em Defiance. Para um primeiro episódio mais preocupado em apresentar toda a gente do que em surpreender, os desempenhos foram mais do que competentes.


Do ponto de vista visual, Defiance oscilou entre efeitos especiais muito interessantes (a cena inicial) e outros mais fracos - mas que, mesmo assim, são um salto qualitativo face aos padrões habituais dos "SyFy Originals". As várias raças alienígenas são, na prática, humanóides - algo que é comum a muitas outras produções televisivas e cinematográficas (e mesmo de videojogos) de ficção científica. Ainda assim, as várias raças que o episódio piloto mostrou parecem suficientemente diferentes entre si para gerar alguma variedade (dentro do estilo "dois braços, duas pernas e uma cabeça, claro). 


Resta saber como irá o SyFy Channel desenvolver Defiance - e dado o historial do canal, a incerteza perdurará pelo menos até ao final da temporada. O potencial está lá, e ao que parece as audiências também: de acordo com a Entertainment Weekly, a estreia da passada Segunda-feira foi a melhor que uma produção do canal conheceu em muitos anos. Pode não ser uma nova Firefly ou uma nova Battlestar Galactica, e o seu piloto não terá certamente sido tão arrebatador como o daquelas; mas em por isso deixei de retirar destes primeiro episódio hora e meia de entretenimento mais do que satisfatório num ambiente com mais potencial do que a maior parte das produções de ficção científica tenho visto nos últimos tempos. Será, sem dúvida, uma série a seguir de perto.  


* E, já agora, mostrou os óculos escuros mais cool da ficção científica desde as lentes de Morpheus em The Matrix

17 de abril de 2013

Helix: Primeiro teaser

Já foi disponibilizado o primeiro teaser a Helix, série produzida por Ron D. Moore (produtor executivo do remake de Battlestar Galactica) para o SyFy Channel que tem como premissa a descoberta de um vírus mortal num laboratório remoto situado no Árctico. Ainda não há data de estreia para a série.


Fonte: io9

11 de abril de 2013

Childhood's End e Ringworld adaptados para mini-séries televisivas pelo SyFy Channel

Após anos a produzir séries medíocres, adaptações pouca qualidade para o seu potencial e filmes do calibre de Mega Python vs. Gatoroid e Arachnoquake , o SyFy Channel dá indícios de querer regressar às suas raízes e voltar a produzir e transmitir ficção científica de qualidade. Daqui a dias estreará nos Estados Unidos Defiance, a nova e promissora aposta do canal; The Man in the High Castle, a adaptação do clássico de Philip K. Dick para mini-série, também está a avançar; e, ao que parece, já se encontra em produção Helix, série criada por Ronald D. Moore, produtor do (bem sucedido) remake de Battlestar Galactica

Mas há mais novidades - e estas ainda mais interessantes. De acordo com a Entertainment Weeklydois clássicos da ficção científica literária estão a ser adaptados para mini-séries: Ringworld, de Larry Niven, e Childhood's End, de Arthur C. Clarke. A primeira será uma produção de Michael Perry (Paranormal Activity 2, The River) e deverá ser uma mini-série de quatro horas - com quatro ou cinco episódios, certamente. Já Childhood's End contará com Michael DeLuca (The Mask, Blade, The Social Network) como produtor executivo.

Para além destas produções, o SyFy anunciou ainda vários outros projectos de ficção científica, conforme revela o portal The Hollywood Reporter.


9 de abril de 2013

Defiance: Trailer

Defiance, a nova série de ficção científica do canal SyFy, tem estreia marcada para 15 de Abril nos Estados Unidos - infelizmente não terá transmissão em Portugal (pelo menos para já). Abaixo, o mais recente trailer:


Fonte: io9

8 de abril de 2013

The Walking Dead, Temporada 3: Comentário à segunda parte e análise global

Há pouco mais de uma semana  - ou na passada Quarta-feira, para o caso dos telespectadores que, como eu, acompanharam a transmissão nacional - chegou ao fim a terceira temporada de The Walking Dead. Uma vez mais, a AMC optou por dividir a temporada em duas partes de oito episódios cada. Sobre a primeira, fiz este comentário em Novembro; sobre estes oito últimos episódios - e sobre a série no seu todo - aqui ficam algumas impressões (com spoilers, naturalmente).